A concorrência quase desleal da maioria dos vestibulares de universidades públicas do país adiou o sonho de muitos estudantes, que pretendiam começar a vida acadêmica em 2009. Afinal, a oferta de vagas nessas instituições de ensino superior pode ser até 14 vezes menor do que o número de candidatos inscritos para o vestibular.

Mas não ter o nome divulgado na lista de aprovados não é fim do mundo. Ainda há muita coisa pela frente e admitir o fracasso logo de cara nem sempre é a melhor saída. Apostar numa viagem para relaxar e desligar-se um pouco do mundo pode ser uma boa opção a curto prazo. Já para os que não querem "perder o ano", a dica pode ser a matrícula em cursos profissionalintes de curta duração, em cursos de idiomas, em alguma faculdade particular que está está com os vestibulares em aberto ou investir 12 meses em um cursinho para tentar mais uma vez a tão sonhada vaga na universidade pública.

Para o diretor de um cursinho, Milton Maia, a última opção é a melhor para quem está nessa situação. "O estudante que não passou nesses vestibulares já fez a opção de ingressar numa universidade pública e não deve desistir. Ele já sabia que seria concorrido conseguir ingressar numa universidade que une qualidade e sem custos. Não adianta desanimar no primeiro obstáculo", disse. Ele acredita que o sentimento de fracasso nunca deve existir, já que a qualidade da concorrência é grande. "Não adianta mudar os planos com a cabeça quente e no futuro ser um profissional frustado. A escola faz parte da vida inteira da pessoa". O nome da instituição, segundo Maia, também conta bastante.

Quem faz a faculdade é o aluno, mas o nome da instituição ainda vale muito. Se você não conhece a pessoa numa seleção profissional, acaba julgando por sua formação", frisa. Reprovado na primeira fase do vestibular da Universidade de São Paulo (USP), Felipe
da Costa Mello, de 18 anos, só pensa em estudar mais e mais para não ter a mesma surpresa no próximo ano. "Acho que poderia ter estudado um pouco mais. Mas não estou frustrado, pois acredito que fiz o meu melhor", afirmou o estudante, que concorreu a uma vaga em jornalismo, o 2 mais concorrido da Fuvest (36 candidatos/vaga).

TRISTEZA.

É claro que a primeira reação do jovem foi de tristeza, mas segundo ele, com a ajuda dos pais, já conseguiu superar. "Agora já passou, não estou mais para baixo com o resultado. Sabia que seria difícil, e não deu desta vez. Agora, com certeza, vou estudar mais para fazer uma prova muito melhor neste ano".

Para descansar a cabeça e recuperar o fôlego para iniciar mais uma jornada de estudos, Mello procura, agora, tentar relaxar. "Mas, pra não deixar de lado completamente os estudos, tento ler bastante."