Recostado em um banco de madeira, o índio Odirlei Kamé Fidelis, 26
anos, observava no sábado à tarde o movimento na porta de entrada do
prédio da Escola Técnica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS).
Fidelis acompanhava outros 75 índios que viajaram a Porto Alegre para tentar trilhar o mesmo caminho que ele.
– Estou na universidade. Quero ser repórter de TV para mostrar o que há de bom entre nós. Gosto da universidade. O problema é o preconceito que ainda percebo nas pessoas – conta.
No sábado, a UFRGS realizou o segundo vestibular pelo sistema de reserva de vagas, com prova de português e redação. São 10 vagas, divididas em 10 cursos, criadas exclusivamente para os índios. A lista dos aprovados sai até o dia 26. Entre os vestibulandos, essa oportunidade é vista como uma chance de melhorar a vida nas reservas e levar o conhecimento da universidade para o dia-a-dia indígena, como sonha Romário Pifynh dos Santos, 20 anos.
– Lá na reserva, temos boas plantações, mas não sei se as técnicas que usamos são as melhores. Por isso, acredito que cursar Agronomia vai ser útil para a reserva
– conta Santos, de Iraí.
Para a universidade, a reserva de vagas é um instrumento que pode fortalecer a cultura da democracia. Segundo a pró-reitora de Graduação, Valquíria Linck Bassani, a proposta estimula o respeito e o aprendizado de outras culturas. Em relação ao preconceito, se mostra otimista de que será superado.
– Em geral, as pessoas foram bem receptivas. O preconceito está em casos pontuais e vai ser diluído com o passar do tempo – prevê.
Fidelis acompanhava outros 75 índios que viajaram a Porto Alegre para tentar trilhar o mesmo caminho que ele.
– Estou na universidade. Quero ser repórter de TV para mostrar o que há de bom entre nós. Gosto da universidade. O problema é o preconceito que ainda percebo nas pessoas – conta.
No sábado, a UFRGS realizou o segundo vestibular pelo sistema de reserva de vagas, com prova de português e redação. São 10 vagas, divididas em 10 cursos, criadas exclusivamente para os índios. A lista dos aprovados sai até o dia 26. Entre os vestibulandos, essa oportunidade é vista como uma chance de melhorar a vida nas reservas e levar o conhecimento da universidade para o dia-a-dia indígena, como sonha Romário Pifynh dos Santos, 20 anos.
– Lá na reserva, temos boas plantações, mas não sei se as técnicas que usamos são as melhores. Por isso, acredito que cursar Agronomia vai ser útil para a reserva
Para a universidade, a reserva de vagas é um instrumento que pode fortalecer a cultura da democracia. Segundo a pró-reitora de Graduação, Valquíria Linck Bassani, a proposta estimula o respeito e o aprendizado de outras culturas. Em relação ao preconceito, se mostra otimista de que será superado.
– Em geral, as pessoas foram bem receptivas. O preconceito está em casos pontuais e vai ser diluído com o passar do tempo – prevê.


