Um carro popular. Ou um automático. Ou ainda um apartamento de construtora de grife. Os valores são compatíveis com os de muitos cursos em faculdades privadas do estado. Formar-se em engenharia civil pela Universidade Católica de Pernambuco custa, por exemplo, R$ 52.959 ao longo de cinco anos. A mensalidade é de R$ 882,65. Tornar-se um bacharel em direito sai por R$ 48.885,60.

O curso mais caro em uma faculdade particular no estado hoje é o de medicina da Escola Pernambucana de Saúde, parceria entre a Faculdade Boa Viagem e o Imip. Por mês, o estudante (ou o responsável por ele) precisa desembolsar R$ 2.727. O curso completo - que dura, no mínimo, seis anos - sai por R$ 196.344. "Todos os cursos de medicina, independente do método, têm preço mais alto", diz o coordenador do curso, Gilliatt Falbo.

Segundo ele, os custos são mais elevados por causa da necessidade de laboratórios, da quantidade de professores, uso de enfermaria, hospital. "A comparação que podemos fazer é com outros cursos de medicina. Temos um professor para cada 12 alunos. Nós oferecemos toda a bibliografia. Os alunos não precisam comprar livros", justifica. Gilliatt Falbo também diz que há um computador para cada quatro alunos. São sete laboratórios.

"Nosso curso fica na média do Nordeste e é muito mais barato que os das regiões Sudeste e Sul", diz Falbo, que reconhece, no entanto, o preço salgado da mensalidade. Há alunos com bolsa através do Fies e do Prouni. Outros recebem bolsa da própria faculdade. "O que acho importante é que os pais tenham a preocupação de pesquisar sobre a qualidade do curso e da faculdade junto ao MEC", reforça o médico.

Opções de planos de previdência nos bancos

Banco do Brasil

Possui o Brasilprev Júnior, plano contratado em nome da criança ou jovem menor de 21 anos. Existe a figura do responsável financeiro, que deverá arcar com o pagamento dos aportes até o beneficiado completar 21 anos e passar a ser automaticamente o responsável pelo plano. Se o responsável financeiro falecer, a Brasilprev irá manter os aportes até os 21 anos do jovem. (www.brasilprev.com.br)

Bradesco

Conta com o Prev Jovem. As contribuições podem ser mensais e/ou esporádicas, de acordo com a disponibilidade. Com a falecimento do responsável, o saldo pode ser resgatado pelo beneficiário. Desde 1º de outubro de 2008, existe o benefício Renda Certa, que permite a continuidade do recebimento da renda pelo prazo determinado no momento da contratação, mesmo em caso de falecimento do participante, que também pode optar pela 13ª renda, ajuda extra nas despesas de início de ano. (www.bradescoprevidencia.com.br)

Unibanco

O plano é o Prever Educação. Nele, a contribuição
pode ser feita a partir de R$ 40 mensais. O contratante estipula com quantos anos e por quanto tempo a criança receberá o benefício, se por 4, 5 ou 6 anos. O dinheiro aplicado não entra em inventário. Em caso de falecimento do responsável, o menor recebe uma pensão mensal até completar 24 anos e também todo o saldo acumulado referente aos pagamentos realizados até o momento. (www.unibancoseguros.com.br)

Itaú

Oferece o First Flexprev. Pode ser usado para pagar faculdade, fazer uma pós-graduação ou MBA, iniciar o próprio negócio. Para os clientes que não possuem nenhum plano semelhante, a contribuição mensal mínima é de R$ 50. Para quem já tem o valor é de R$ 30. (www.itau.com.br)

Caixa Econômica

O nome do plano é Crescer. Há o plano com contribuição mensal (aporte inicial mínimo de R$ 150 e valor mínimo mensal de R$ 50) e o de valor único (R$ 500). São 12 meses para o primeiro resgate, contados a partir da data de inscrição e um intervalo mínimo de 60 dias para os demais resgates. (www.caixa.gov.br)