- Home
- Dicas para o Vestibular
- Ensino de Primeiro Mundo
Ensino de Primeiro Mundo
- Por Artigos
- Dicas para o Vestibular
- Vote
O assunto está mais
que discutido, todos estão convencidos que não seremos uma nação de
Primeiro Mundo se não tivermos ensino baseado em resultados. Há anos,
os políticos vêm insistindo na tecla de que saúde e educação são
prioridades. Temos que admitir que algo foi feito, uma vez que o número
de jovens nas escolas já atingiu níveis semelhantes àqueles dos países
desenvolvidos.
Resta, contudo, uma grande questão: qual a qualidade do ensino que oferecemos a quem se dispõe a aprender? No dia 2 de janeiro, a revista Science (www.sciencemag.org), uma das mais prestigiadas publicações do mundo, divulgou um artigo extremamente emblemático quanto ao processo de ensino-aprendizado.
O artigo ‘Farewell Lecture’ ou ‘Morte às Aulas Tradicionais’, do físico Eric Mazur, da Universidade de Harvard, nos chama a atenção para este problema crônico. O professor mostra a evolução que teve, desde os tempos em que transmitia conhecimentos de forma vertical, até compreender o que é realmente ensinar.
O ensino para ele deve ser dinâmico, com a participação integral dos alunos, buscando engajá-los de forma que pensem e aprendam em contraposição ao método clássico, em que o professor acredita que está ensinando, sem avaliar o aprendizado. Este tipo de raciocínio vale para todas as áreas do conhecimento, desde a Física até a Medicina e campos correlatos. No artigo, o professor Eric cita um exemplo bastante esclarecedor. No curso de introdução à Física os estudantes têm que conhecer as leis de Newton. A terceira diz que a força de um objeto A sobre um objeto B, quando interagem, é igual à força do objeto B sobre o objeto A.
O fenômeno é mais conhecido como lei da Ação e Reação. Quando o curso já ia adiantado, Eric resolveu testar o que os estudantes tinham aprendido. Pediu-lhes para comparar as forças exercidas entre si, por um caminhão muito pesado e um carro pequeno, quando eles colidem. Pensou que os alunos não iriam ter qualquer dificuldade em fazer os cálculos. Foi uma decepção, não conseguiram resolver o problema! Ainda pior, reclamaram com veemência que aquele exercício
não havia sido dado em aula. Sintoma claro de que a
transmissão do conhecimento de forma vertical impede (isto mesmo,
impede) que os estudantes ativem seus mecanismos de raciocínio.
Toda segunda-feira, temos na Famerp uma reunião que congrega o diretor, seu vice e mais nove diretores adjuntos para discutir os principais assuntos da instituição. O ensino sempre faz parte da pauta, uma vez que a intenção deste grupo é que os alunos aprendam medicina da forma mais correta e eficiente possível.
Lendo o artigo do Prof. Eric o grupo aprofundou-se na discussão do tema. A área de abrangência da medicina é vasta, podendo abrigar desde um médico de família, que obrigatoriamente tem que gostar de gente, até um cientista puro, confinado em seu laboratório. Adaptações do Ensino Baseado em Problemas (EBP) parece ser um caminho promissor, principalmente nas series mais adiantadas. Contudo, para isto, é necessário cutucar feridas!
Resta, contudo, uma grande questão: qual a qualidade do ensino que oferecemos a quem se dispõe a aprender? No dia 2 de janeiro, a revista Science (www.sciencemag.org), uma das mais prestigiadas publicações do mundo, divulgou um artigo extremamente emblemático quanto ao processo de ensino-aprendizado.
O artigo ‘Farewell Lecture’ ou ‘Morte às Aulas Tradicionais’, do físico Eric Mazur, da Universidade de Harvard, nos chama a atenção para este problema crônico. O professor mostra a evolução que teve, desde os tempos em que transmitia conhecimentos de forma vertical, até compreender o que é realmente ensinar.
O ensino para ele deve ser dinâmico, com a participação integral dos alunos, buscando engajá-los de forma que pensem e aprendam em contraposição ao método clássico, em que o professor acredita que está ensinando, sem avaliar o aprendizado. Este tipo de raciocínio vale para todas as áreas do conhecimento, desde a Física até a Medicina e campos correlatos. No artigo, o professor Eric cita um exemplo bastante esclarecedor. No curso de introdução à Física os estudantes têm que conhecer as leis de Newton. A terceira diz que a força de um objeto A sobre um objeto B, quando interagem, é igual à força do objeto B sobre o objeto A.
O fenômeno é mais conhecido como lei da Ação e Reação. Quando o curso já ia adiantado, Eric resolveu testar o que os estudantes tinham aprendido. Pediu-lhes para comparar as forças exercidas entre si, por um caminhão muito pesado e um carro pequeno, quando eles colidem. Pensou que os alunos não iriam ter qualquer dificuldade em fazer os cálculos. Foi uma decepção, não conseguiram resolver o problema! Ainda pior, reclamaram com veemência que aquele exercício
Toda segunda-feira, temos na Famerp uma reunião que congrega o diretor, seu vice e mais nove diretores adjuntos para discutir os principais assuntos da instituição. O ensino sempre faz parte da pauta, uma vez que a intenção deste grupo é que os alunos aprendam medicina da forma mais correta e eficiente possível.
Lendo o artigo do Prof. Eric o grupo aprofundou-se na discussão do tema. A área de abrangência da medicina é vasta, podendo abrigar desde um médico de família, que obrigatoriamente tem que gostar de gente, até um cientista puro, confinado em seu laboratório. Adaptações do Ensino Baseado em Problemas (EBP) parece ser um caminho promissor, principalmente nas series mais adiantadas. Contudo, para isto, é necessário cutucar feridas!


