"Já tinha feito o semiextensivo no cursinho da UFSC, há dois anos. Mas eu não me dediquei tanto e não consegui passar. Este ano tentei de novo ali, pela qualidade, porque o cursinho é muito bom e deu certo.

Passei para Geografia. A seleção é feita pelo critério socioeconômico. Eles pedem vários documentos que comprovem que a pessoa não tem renda pra pagar um pré-vestibular. Eu trabalho o dia inteiro. Quando escolhi o cursinho eu já trabalhava, mas não era todos os dias, então foi mais tranquilo.

Desta vez, fiz extensivo. Estudava mais ou menos duas a três horas por dia, fora as aulas. Prestava muita atenção na aula, resolvia exercícios, estudei bastante. O tempo todo estava bem assessorada. Os professores eram ótimos, toda equipe, na verdade. Morava nos Ingleses (Norte da Ilha).

Então todo dia eu pegava dois ônibus para ir à UFSC e isso não me desanimou. Fazer Geografia era o meu sonho. É exatamente o que eu quero. Passei para o segundo semestre noturno e fiquei em quarto lugar no curso. Valeu a pena estudar e ter me dedicado. Tenho certeza de que se eu não tivesse estudado assim, não teria passado.

O FUTURO

"Estou muito ansiosa para começar as aulas. Queria que fosse pra este semestre já, mas
pena que é noturno e as aulas começam só no segundo semestre. Mas tudo bem. Quando começar a faculdade vou continuar trabalhando.

Eu acho que vai ser tranquilo porque é o que eu gosto. Mas é sempre um desafio, porque trabalhar, estudar, se dedicar, ainda mais numa universidade federal. Estudei toda a minha vida em escola pública, na Armação (Sul da Ilha) mesmo. Pra mim, fazer o cursinho da UFSC foi muito bom, porque muita coisa que eu vi no cursinho eu não tinha visto no ensino médio." Mariama Brod Bacci, 20 anos, caloura de Geografia