Nos vestibulares 2007 e 2008, quando João Daniel Mucelli olhava o desempenho na primeira fase, insuficiente para ir à segunda fase em Medicina, mas bom para entrar em outros cursos, seus colegas perguntavam por que ele não mudava de opção.

Mas Mucelli, que é técnico em enfermagem no Hospital Pilar, não queria saber de outra faculdade. E agora, na terceira tentativa, o esforço do mineiro de 32 anos foi recompensado. Em 2009, ele estará na UFPR.

“O ano foi um sufoco. Hospital à tarde e cursinho à noite. Sempre perdia a primeira aula, mas recuperava na manhã seguinte”, conta. Para Mucelli, a diferença foi o extensivo, já que nos anos anteriores ele tinha feito um semi, ou estudado sozinho.

Para quem não passou neste vestibular, o futuro médico recomenda muita fé e uma palavrinha que faz toda a diferença.

“Aprendi há pouco tempo: resiliência, a capacidade de superar as intempéries da vida. Quem tem essa qualidade e não esconde o seu talento sempre acaba recompensado”, afirma.