Apesar de tanta disputa no vestibular, mais de 24,5 mil vagas em cursos de graduação no Estado ficaram vazias em 2007. A maioria, como era de se esperar, está nas faculdades particulares.

Das 47.693 vagas oferecidas por essas instituições, apenas 23.099 foram preenchidas, apesar da concorrência, que incluiu mais de 66 mil alunos. Para o superintendente do Sindicato das Escolas Particulares (Sinepe), Geraldo Diório Filho, vai ser preciso repensar o papel das faculdades privadas.

"Cursos tradicionais, como Administração e Pedagogia vão ter que ser repensados. Em grande parte, a demanda para eles está sendo suprida pelos cursos à distância. Isso sem falar nos cursos técnicos, que por serem mais rápidos têm maior aceitação", destaca Diório. Na Ufes por incrível que pareça também estão sobrando vagas. Se em 2007, ficaram vazias 176 cadeiras nas salas da universidade federal, este ano, foram mais de 500 vagas.

Aprovações

Mas, ao contrário das faculdades particulares, as vagas da Ufes não foram rejeitadas. O problema é que os alunos não estão conseguindo fazer a pontuação mínima para serem aprovados. "Enfrentamos um problema de ocupação em 25 cursos, nove deles no interior,
e já estamos discutindo isso dentro da universidade. Talvez seja hora de mudar o processo seletivo", destaca o pró-reitor de Planejamento da Ufes, José Eduardo Macedo Pezzopane.

O objetivo, segundo ele, é ocupar todas as vagas da universidade. "Na maioria dos cursos, com exceção talvez de um, a relação candidato-vaga foi maior do que um, ou seja, há procura pelas vagas", aponta o pró-reitor. Pezzopane destaca ainda que a universidade pretende, até 2011, aumentar para 4.930 o número de vagas atualmente são 3.772.