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Tropeços rumo ao diploma
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Nota:




Gustavo desistiu do curso por achar que investimento não teria o
retorno esperado. Leonardo (D) optou por trocar de área e de
instituição.
O sonho de fazer um curso superior nem sempre termina em festa de formatura e diploma na mão. Problemas financeiros e falta de identificação com a área escolhida levaram 42% dos estudantes matriculados em instituições de ensino superior de todo o país a não concluir a graduação, no ano passado. é o que revela o Censo da Educação Superior divulgado pelo Ministério da Educação.
Nas universidades particulares, o impacto foi maior, com 45% de alunos nessa situação. Gustavo Henrique Ribeiro dos Santos, de 29 anos, engrossa a estatística. Ele estudou até o 5º período de turismo em uma faculdade privada de Belo Horizonte, mas desistiu por causa do mercado de trabalho. "Não vi consistência no curso, pois avaliei que o mercado de turismo em Minas não remunera melhor se o profissional tem curso superior. Preferi deixar a faculdade e, no futuro, vou escolher outra graduação", afirma.
O jovem faz parte do retrato da educação superior brasileira revelado pelo levantamento, nas esferas pública e particular. Para analisar o índice de conclusão dos cursos, técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) calcularam a razão entre o número de concluintes de um determinado ano e o de matriculados quatro anos antes.
"Tentamos medir a evasão escolar nas instituições de ensino superior, mas sabemos que há vários fatores que influenciam esse dado. O tempo médio de um curso é de quatro anos de duração. Assim, analisamos, por exemplo, quantos estudantes ingressaram em 2002 e, desse total, quantos finalizaram o curso ao fim do período. Mas não sabemos se nesse intervalo o aluno mudou de curso, repetiu alguma matéria ou se, de fato, saiu da faculdade", explica a diretora de Estatísticas Educacionais do Inep, Maria Inês Pestana.
Uma das hipóteses para o quadro observado pela especialista é de que pessoas muito jovens que ingressam na faculdade mudam de curso com mais freqüência. Por isso, levariam mais tempo para concluir a graduação. "Isso afeta nossa estatística. Mas esse dado não nos permite dizer que essa pessoa está deixando o sistema de ensino, apenas não está concluindo o curso em quatro anos", salienta Maria Inês. Dificuldade financeira e a não-identificação com a área de estudo também são levadas em conta na hora de largar o curso.
"Por causa de problemas financeiros, estudantes também podem trancar a faculdade. Isso pode ser considerado evasão temporária, mas não definitiva", afirma. Ela assegura que o estudo é uma importante ferramenta para verificar a produtividade do sistema de ensino superior brasileiro.
"Percebemos que a estrutura de oferta de ensino é muito cara, para um retorno abaixo do esperado. é necessário melhorar a efetividade da relação oferta e procura nesse setor", observa Maria Inês. A diretora adianta que, para este ano, o censo vai mudar. E o objetivo é fornecer justamente mais detalhes aos gestores sobre a educação brasileira.
"Queremos coletar dados de aluno por aluno para entender o percurso desse estudante dentro da instituição. Assim, será possível compreender as principais dificuldades enfrentadas e identificar quais seriam as soluções. Diversificar o sistema e valorizar a educação tecnológica e cursos de longa distância podem ajudar nesse processo."
Análise
Foi conhecendo o mercado de trabalho que Gustavo Ribeiro percebeu que deveria deixar o curso de turismo, em 2005. "Vi que o que se falava em sala de aula sobre o
mercado de trabalho era totalmente diferente da
realidade que presenciava no dia-a-dia. Entrei em conflito, mas optei
por sair do curso. Apesar da ilusão inicial, logo entendi o que era
melhor para mim. Naquele momento, um curso técnico resolveria meu
problema e não uma faculdade de turismo em instituição particular. Meu
plano é fazer administração de empresas e aliar esse conhecimento à
área de turismo. Acho que seria muito mais válido", analisa Gustavo,
que é auxiliar de reservas na área de hotelaria. Já Leonardo Wagner
Leite, de 29, percorreu um longo caminho na busca pelo diploma.
Em 2003 ele desistiu do curso de sistemas de informação oferecido em uma faculdade particular da capital. Além de as mensalidades serem altas, ele não se identificou com a área. Largou os estudos e só voltou em 2007, quando passou no vestibular para duas universidades federais e outra privada. Ele conta que se matriculou na PUC Minas em ciência da computação e, imediatamente, entrou na concorrência por uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). ?Comecei o curso normalmente, mas depois recebi a notícia que havia passado também em Ouro Preto e Viçosa.
Por serem instituições públicas, tranquei minha matrícula na PUC, e fui estudar física em Viçosa. Cheguei a assistir várias aulas mas, um mês depois, me informaram que tinha conseguido 100% de bolsa no Prouni, na PUC. Assim, decidi retornar à capital e continuar meus estudos aqui mesmo. Atrasei minha vida acadêmica, mas acho que foi melhor para mim. Hoje, faço meu curso com mais tranquilidade?, finaliza.
O sonho de fazer um curso superior nem sempre termina em festa de formatura e diploma na mão. Problemas financeiros e falta de identificação com a área escolhida levaram 42% dos estudantes matriculados em instituições de ensino superior de todo o país a não concluir a graduação, no ano passado. é o que revela o Censo da Educação Superior divulgado pelo Ministério da Educação.
Nas universidades particulares, o impacto foi maior, com 45% de alunos nessa situação. Gustavo Henrique Ribeiro dos Santos, de 29 anos, engrossa a estatística. Ele estudou até o 5º período de turismo em uma faculdade privada de Belo Horizonte, mas desistiu por causa do mercado de trabalho. "Não vi consistência no curso, pois avaliei que o mercado de turismo em Minas não remunera melhor se o profissional tem curso superior. Preferi deixar a faculdade e, no futuro, vou escolher outra graduação", afirma.
O jovem faz parte do retrato da educação superior brasileira revelado pelo levantamento, nas esferas pública e particular. Para analisar o índice de conclusão dos cursos, técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) calcularam a razão entre o número de concluintes de um determinado ano e o de matriculados quatro anos antes.
"Tentamos medir a evasão escolar nas instituições de ensino superior, mas sabemos que há vários fatores que influenciam esse dado. O tempo médio de um curso é de quatro anos de duração. Assim, analisamos, por exemplo, quantos estudantes ingressaram em 2002 e, desse total, quantos finalizaram o curso ao fim do período. Mas não sabemos se nesse intervalo o aluno mudou de curso, repetiu alguma matéria ou se, de fato, saiu da faculdade", explica a diretora de Estatísticas Educacionais do Inep, Maria Inês Pestana.
Uma das hipóteses para o quadro observado pela especialista é de que pessoas muito jovens que ingressam na faculdade mudam de curso com mais freqüência. Por isso, levariam mais tempo para concluir a graduação. "Isso afeta nossa estatística. Mas esse dado não nos permite dizer que essa pessoa está deixando o sistema de ensino, apenas não está concluindo o curso em quatro anos", salienta Maria Inês. Dificuldade financeira e a não-identificação com a área de estudo também são levadas em conta na hora de largar o curso.
"Por causa de problemas financeiros, estudantes também podem trancar a faculdade. Isso pode ser considerado evasão temporária, mas não definitiva", afirma. Ela assegura que o estudo é uma importante ferramenta para verificar a produtividade do sistema de ensino superior brasileiro.
"Percebemos que a estrutura de oferta de ensino é muito cara, para um retorno abaixo do esperado. é necessário melhorar a efetividade da relação oferta e procura nesse setor", observa Maria Inês. A diretora adianta que, para este ano, o censo vai mudar. E o objetivo é fornecer justamente mais detalhes aos gestores sobre a educação brasileira.
"Queremos coletar dados de aluno por aluno para entender o percurso desse estudante dentro da instituição. Assim, será possível compreender as principais dificuldades enfrentadas e identificar quais seriam as soluções. Diversificar o sistema e valorizar a educação tecnológica e cursos de longa distância podem ajudar nesse processo."
Análise
Foi conhecendo o mercado de trabalho que Gustavo Ribeiro percebeu que deveria deixar o curso de turismo, em 2005. "Vi que o que se falava em sala de aula sobre o
Em 2003 ele desistiu do curso de sistemas de informação oferecido em uma faculdade particular da capital. Além de as mensalidades serem altas, ele não se identificou com a área. Largou os estudos e só voltou em 2007, quando passou no vestibular para duas universidades federais e outra privada. Ele conta que se matriculou na PUC Minas em ciência da computação e, imediatamente, entrou na concorrência por uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). ?Comecei o curso normalmente, mas depois recebi a notícia que havia passado também em Ouro Preto e Viçosa.
Por serem instituições públicas, tranquei minha matrícula na PUC, e fui estudar física em Viçosa. Cheguei a assistir várias aulas mas, um mês depois, me informaram que tinha conseguido 100% de bolsa no Prouni, na PUC. Assim, decidi retornar à capital e continuar meus estudos aqui mesmo. Atrasei minha vida acadêmica, mas acho que foi melhor para mim. Hoje, faço meu curso com mais tranquilidade?, finaliza.
2 Comentários:
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Feb 07, 2009
Nota:
![]() ![]() ![]() ![]()
poliana disse:
estou fazendo curcinho
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Feb 06, 2009
Nota:
![]() ![]() ![]() ![]()
jim disse:
Essa é a vantagem de cur
Em compensação agora |

Autor/Admin)
