A Universidade Federal do Paraná (UFPR) não vê com bons olhos a possibilidade de um vestibular unificado para todas as instituições federais de ensino superior do país.
A proposta de unificação foi sugerida na quarta-feira pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, os vestibulares atualmente aplicados no Brasil são ruins e não exigem muita capacidade analítica dos alunos.
A pró-reitora de Graduação da UFPR, Maria Amélia Sabbag Zainko, discorda da avaliação do ministro sobre o vestibular. Ela diz que o processo seletivo atual é bem preparado e bem cuidado. Segundo ela, a UFPR não está fechada para uma reformulação. Mas a pró-reitora não acredita que a unificação do vestibular das 55 universidades federais do país seja a solução correta. “A realidade educacional é muito diferente em cada canto do país. Fazer a mesma prova para todas as regiões não é uma boa alternativa para melhorar. Tenho restrições a tudo o que é padronizado”, diz Maria Amélia.
Em relação à utilização da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como primeira fase do processo seletivo, também sugerida pelo ministro, a pró-reitora afirma que seria uma boa alternativa – para ela, essa nota representa uma avaliação do que o aluno aprendeu até entrar na graduação. “Acredito que o Haddad propôs isso aos reitores como forma de abrir em debate sobre os vestibulares do país, para que o processo sempre seja repensado”, opina.
Para o reitor da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR), Carlos Eduardo Cantarelli, o vestibular pode melhorar em vários pontos. E a ideia de uma prova unificada é algo que não está descartado. “É uma proposta interessante, que facilitaria muito para quem tenta a prova em várias federais. Mas temos que pensar que a proposta do ministro é que, com isso, ocorra a uniformidade da educação básica em todo país”, explica.
Sobre a utilização da nota do Enem, Cantarelli diz que o assunto precisa ser discutido. Segundo ele, é preciso levar em conta as pessoas mais velhas que prestam
vestibular e que não fizeram o exame. Para o reitor, a prova aplicada hoje para ingressar na UTFPR ainda é um pouco voltada a um tipo de resposta mecânica, com as questões de múltipla escolha. Mas ele diz que algumas mudanças já foram feitas e deram bons resultados.
O diretor-executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Gustavo Balduíno, discorda que o vestibular seja ruim. Segundo ele, a associação nunca debateu a proposta de unificação.
A assessoria do Ministério da Educação (MEC) informou que o ministro apenas levantou a discussão, mas que nenhum ponto específico foi debatido e ainda serão necessários muitos acertos entre os reitores. O ministro reforçou a ideia de que um vestibular unificado serviria para ajudaria a diminuir as disparidades do ensino em todas as regiões do país e tornar o ensino médio mais analítico.
A proposta de unificação foi sugerida na quarta-feira pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, os vestibulares atualmente aplicados no Brasil são ruins e não exigem muita capacidade analítica dos alunos.
A pró-reitora de Graduação da UFPR, Maria Amélia Sabbag Zainko, discorda da avaliação do ministro sobre o vestibular. Ela diz que o processo seletivo atual é bem preparado e bem cuidado. Segundo ela, a UFPR não está fechada para uma reformulação. Mas a pró-reitora não acredita que a unificação do vestibular das 55 universidades federais do país seja a solução correta. “A realidade educacional é muito diferente em cada canto do país. Fazer a mesma prova para todas as regiões não é uma boa alternativa para melhorar. Tenho restrições a tudo o que é padronizado”, diz Maria Amélia.
Em relação à utilização da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como primeira fase do processo seletivo, também sugerida pelo ministro, a pró-reitora afirma que seria uma boa alternativa – para ela, essa nota representa uma avaliação do que o aluno aprendeu até entrar na graduação. “Acredito que o Haddad propôs isso aos reitores como forma de abrir em debate sobre os vestibulares do país, para que o processo sempre seja repensado”, opina.
Para o reitor da Universidade Tecnológica do Paraná (UTFPR), Carlos Eduardo Cantarelli, o vestibular pode melhorar em vários pontos. E a ideia de uma prova unificada é algo que não está descartado. “É uma proposta interessante, que facilitaria muito para quem tenta a prova em várias federais. Mas temos que pensar que a proposta do ministro é que, com isso, ocorra a uniformidade da educação básica em todo país”, explica.
Sobre a utilização da nota do Enem, Cantarelli diz que o assunto precisa ser discutido. Segundo ele, é preciso levar em conta as pessoas mais velhas que prestam
O diretor-executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Gustavo Balduíno, discorda que o vestibular seja ruim. Segundo ele, a associação nunca debateu a proposta de unificação.
A assessoria do Ministério da Educação (MEC) informou que o ministro apenas levantou a discussão, mas que nenhum ponto específico foi debatido e ainda serão necessários muitos acertos entre os reitores. O ministro reforçou a ideia de que um vestibular unificado serviria para ajudaria a diminuir as disparidades do ensino em todas as regiões do país e tornar o ensino médio mais analítico.


