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Aprendendo a se virar sozinho
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Nota:




"Você tem que pensar muito bem antes de morar junto com
alguém", pondera Denise "Quando a gente tem que
cuidar de si, pior que o fim do mundo é o fim do mês", brinca Franciane
Cotrim reconhece que não é fácil mas diz que o lado bom é ser dono do
próprio nariz.
Ser aprovado no vestibular tem um gosto de vitória, mas para alunos que vêm de outras cidades é também sinônimo de mudança radical, já que terão que sair da casa dos pais e aprender a se virar sozinhos, incluindo aí administrar as despesas e os afazeres domésticos. O bom humor é o companheiro que Franciane Cristina Bernardo dos Santos, 22 anos, usa para enfrentar o dia a dia longe do conforto da casa paterna.
No segundo ano do curso de Educação Física da UEL, ela reside na Moradia Estudantil desde o ano passado, onde divide o quarto com outra estudante. Natural de Presidente Prudente (SP), inicialmente ela morou em república, dividindo as despesas com outras estudantes, mas a questão financeira pesou e o jeito foi arrumar uma vaga na casa mantida pela universidade. Franciane chegou a trabalhar como garçonete à noite durante um ano.
Hoje ela se mantém com a bolsa que recebe de um estágio remunerado (R$ 204) e cachês que ganha como animadora de festas infantis nos finais de semana, cerca de R$ 30 por quatro horas de trabalho. "Não é fácil, mas estou conseguindo me manter, ainda mais que agora não tenho despesas com aluguel, água e luz', comentou. E acrescenta, rindo: 'Quando a gente tem que cuidar de si, pior que o fim do mundo é o final do mês".
Ela lembra com saudades do tempo que morava com os pais: 'Você não vê quando o arroz e o feijão acabam...' e admite que devido à correria só consegue arrumar o seu quarto no final de semana. Mas comemora: 'Apesar de todos os momentos difíceis e da saudade, me agrada muito a sensação de que sou responsável e estou conseguindo me manter com o meu próprio esforço', ressaltou.
Para Marcos Roberto Cotrim, 27 anos, de São Paulo - também morador da casa e aluno do último ano de Geografia da UEL -, o fato de morar longe dos pais trouxe um outro tipo de aprendizado. 'Quando saí da casa da minha mãe não gostava da comida que ela fazia e hoje acho maravilhosa', afirmou. Ele comentou que a distância também vai afetando as relações com a família: 'É estranho, pois de repente você vira visita na casa dos seus pais', ponderou.
Cotrim cozinha desde os nove anos e nos finais de semana costuma fazer comida para os colegas, mas lavar roupa não é o seu forte: 'Aqui ninguém sabe lavar muito bem e acho que todos acabam gastando mais sabão em pó e água'. Mantendo-se com recursos de bolsas de pesquisa, Cotrim está pensando em tentar um mestrado.
'Tem o lado bom de ser dono do próprio nariz, mas não é fácil, principalmente quando se tem que morar de forma coletiva, o que acaba afetando a sua individualidade', acrescentou. A estudante do segundo ano de Relações Públicas Denise Fernandes de Couto, 19 anos, de Presidente Prudente (SP), não se adaptou morando com outras pessoas e hoje mantém um pequeno apartamento, sozinha, com a ajuda dos pais.
'Você tem que pensar muito bem antes de morar junto com alguém. Não havia muita afinidade entre a gente e uma implicava com a outra', ponderou. Na opinião dela, o mais difícil é ter que se virar sozinha 'quando entope a pia, a lâmpada queima' e não se conhece ninguém na cidade. 'Mas tudo é crescimento e, na maioria dos casos, acho que morar sozinho é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa', destacou.
Outro aprendizado fundamental na sua opinião é aprender a não desperdiçar o dinheiro e comparar preços na hora de ir ao supermercado. 'No começo levava um susto com a conta no final e acabava comprando coisas que não conseguia consumir sozinha. Hoje sou mais controlada e procuro gastar só o necessário.'
Ser aprovado no vestibular tem um gosto de vitória, mas para alunos que vêm de outras cidades é também sinônimo de mudança radical, já que terão que sair da casa dos pais e aprender a se virar sozinhos, incluindo aí administrar as despesas e os afazeres domésticos. O bom humor é o companheiro que Franciane Cristina Bernardo dos Santos, 22 anos, usa para enfrentar o dia a dia longe do conforto da casa paterna.
No segundo ano do curso de Educação Física da UEL, ela reside na Moradia Estudantil desde o ano passado, onde divide o quarto com outra estudante. Natural de Presidente Prudente (SP), inicialmente ela morou em república, dividindo as despesas com outras estudantes, mas a questão financeira pesou e o jeito foi arrumar uma vaga na casa mantida pela universidade. Franciane chegou a trabalhar como garçonete à noite durante um ano.
Hoje ela se mantém com a bolsa que recebe de um estágio remunerado (R$ 204) e cachês que ganha como animadora de festas infantis nos finais de semana, cerca de R$ 30 por quatro horas de trabalho. "Não é fácil, mas estou conseguindo me manter, ainda mais que agora não tenho despesas com aluguel, água e luz', comentou. E acrescenta, rindo: 'Quando a gente tem que cuidar de si, pior que o fim do mundo é o final do mês".
Ela lembra com saudades do tempo que morava com os pais: 'Você não vê quando o arroz e o feijão acabam...' e admite que devido à correria só consegue arrumar o seu quarto no final de semana. Mas comemora: 'Apesar de todos os momentos difíceis e da saudade, me agrada muito a sensação de que sou responsável e estou conseguindo me manter com o meu próprio esforço', ressaltou.
Para Marcos Roberto Cotrim, 27 anos, de São Paulo - também morador da casa e aluno do último ano de Geografia da UEL -, o fato de morar longe dos pais trouxe um outro tipo de aprendizado. 'Quando saí da casa da minha mãe não gostava da comida que ela fazia e hoje acho maravilhosa', afirmou. Ele comentou que a distância também vai afetando as relações com a família: 'É estranho, pois de repente você vira visita na casa dos seus pais', ponderou.
Cotrim cozinha desde os nove anos e nos finais de semana costuma fazer comida para os colegas, mas lavar roupa não é o seu forte: 'Aqui ninguém sabe lavar muito bem e acho que todos acabam gastando mais sabão em pó e água'. Mantendo-se com recursos de bolsas de pesquisa, Cotrim está pensando em tentar um mestrado.
'Tem o lado bom de ser dono do próprio nariz, mas não é fácil, principalmente quando se tem que morar de forma coletiva, o que acaba afetando a sua individualidade', acrescentou. A estudante do segundo ano de Relações Públicas Denise Fernandes de Couto, 19 anos, de Presidente Prudente (SP), não se adaptou morando com outras pessoas e hoje mantém um pequeno apartamento, sozinha, com a ajuda dos pais.
'Você tem que pensar muito bem antes de morar junto com alguém. Não havia muita afinidade entre a gente e uma implicava com a outra', ponderou. Na opinião dela, o mais difícil é ter que se virar sozinha 'quando entope a pia, a lâmpada queima' e não se conhece ninguém na cidade. 'Mas tudo é crescimento e, na maioria dos casos, acho que morar sozinho é a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma pessoa', destacou.
Outro aprendizado fundamental na sua opinião é aprender a não desperdiçar o dinheiro e comparar preços na hora de ir ao supermercado. 'No começo levava um susto com a conta no final e acabava comprando coisas que não conseguia consumir sozinha. Hoje sou mais controlada e procuro gastar só o necessário.'
2 Comentários:
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Dec 16, 2010
Nota:
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monica disse:
Sai de casa com 17 anos,f
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Apr 07, 2009
Nota:
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thomas disse:
Eu morei em republica e f
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Autor/Admin)
