O seu filho chega em casa e fala decidido: "Papai quero fazer intercâmbio". No começo, você leva um susto, afinal vai ficar sem a companhia do "pimpolho" por, no mínimo, seis meses. Mas a insegurança dura pouco, afinal, vai ser uma grande experiência para ele – para seu futuro, tanto profissional, como pessoal.

Mas o problema é que enquanto o racional diz sim, o coração bate mais rápido. E agora? Bem, a primeira coisa a fazer é se informar – saiba que a infra-estrutura das escolas de ensino médio no exterior é excelente e, aliada à qualidade de vida desses países, pode transformar a ida de seu filho numa grande – e única – experiência.

Foi assim para a estudante Livia Maria Calil de Jesus, 17 anos. Ela fez intercâmbio, pela EF, na França. "Foi uma das melhores experiências de minha vida. Eu tinha 15 anos e aprendi a conviver com várias culturas diferentes".

Para a estudante Lívia Zucchi, que fez intercâmbio nos EUA, pelo STB, a experiência também foi ótima. "Para o aprimoramento do inglês, foi fundamental. Convivendo com outra família amadureci muito e aprendi a lidar com diferentes situações, com independência".

Claro, antes de decidir por um programa como esse, surgem muitas dúvidas na cabeça de quem vai e, principalmente, daqueles que ficam: os pais. "Intercâmbio envolve planejamento e, sobretudo, preparação psicológica, pois implica diretamente na interrupção do convívio familiar", explica a gerente de comunicação do STB, Claudia Martins.

Segundo ela, é importante que haja envolvimento de toda a família na pesquisa sobre as possibilidades de destinos, bem como na análise dos costumes e da cultura do país escolhido para a realização do programa.

"Mesmo com todo o apoio da equipe brasileira, que já está acostumada a enviar milhares de jovens ao exterior, é fundamental que tanto o estudante quanto os seus familiares reúnam o máximo possível de informações sobre o local", salienta.

Questões burocráticas à parte , há ainda o lado psicológico para ser resolvido. Como será a reação dos pais vendo o filho partir para essa nova experiência, que foge completamente do seu domínio ? E qual será a reação do filho ao conviver com uma família desconhecida, ou num dormitório estudantil?

"A gente tem que estar preparado para tudo. Eu, por exemplo, precisei mudar de família, fiquei 6 meses com uma, e o restante com outra", lembra Livia.

Leo Fraiman, que é consultor do STB, professor e psicoterapeuta, especializado em escolha profissional e gestão de carreira, explica que os pais exercem papel fundamental na formação do jovem, seja na vida pessoal ou na profissional . "Em relação à viagem, os pais devem tranqüilizar, incentivar e acreditar na capacidade de seu filho .O treino de amadurecimento deve começar bem antes do embarque".

Ele explica que seguindo todos os passos com disciplina e bom-senso, o jovem vai adquirir uma excelente experiência de vida e terá um grande diferencial em seu currículo. "Hoje em dia, o mercado de trabalho tem centenas de candidatos para uma vaga de trainee e essa experiência pode ser um fator de desempate. E depois de passar meses fora, certamente o retorno ao lar terá um valor e um gostinho indescritíveis ", diz Fraiman.

A escolha é sua
STB
Tel:3200-3136
Pacotes
EUAUS$ 6.400, mais R$ 215 de taxa (semestre)
Nova ZelândiaA partir de 14.260 (dólar neozelandês, mais R$ 215 de taxa.

EF
Tel:3315-2144
Pacotes
França US$ 6.700 (semestre) e US$ 7 mil (o ano)

EUA
US$ 8.650 (semestre) e US$ 8.950 (ano)

World Study
Tel:3315-1984

O que fazer para evitar micos durante o intercâmbio
Os dez mandamentos que favorecem uma vivência saudável e feliz durante a permanência no exterior

1 - Leve um presente para cada pessoa da sua nova família. Com certeza, irão apreciar mais o gesto do que o valor gasto

2 - Logo que chegar, pergunte como funciona o sistema da casa : lavagem de roupas , horários das refeições , supermercado, etc.

3 - Não fique horas ao telefone e nem demore no banho. Como integrante da família, o intercambista deve
ajudar nas atividades do cotidiano, como lavar louça, colocar ou tirar a mesa, aparar a grama, entre outras. Leve um despertador para controlar seus próprios horários e compromissos

4 - Logo nos primeiros dias considere a possibilidade de realizar um trabalho voluntário. Isso proporciona o desenvolvimento do senso de cidadania, um conhecimento maior da língua e a formação de um círculo de amizades. Além disso, demonstra uma boa vontade do intercambista de se integrar à comunidade local

5 - A comunicação é a chave do sucesso, por isso evite ficar isolado no quarto. Interaja, aprenda a língua, faça perguntas e fale sobre você . Deixe a timidez de lado e não finja que entendeu. Certifique-se de que as pessoas entenderam o que você disse

6 - Não julgue, apenas observe. Você irá encontrar pessoas com crenças, religiões e costumes diferentes dos seus. Apenas observe a diversidade humana e aprenda a coexistir

7 - Observe antes de dar gafe. Não saia cumprimentando com beijinhos as pessoas que você conhecer. Esse é um hábito latino que pode deixar constrangidas pessoas de outras culturas. Veja como as pessoas fazem e num primeiro momento, iguale-se

8 - Mantenha a palavra. Isso gera credibilidade . Se combinar algo, não deixe de ir e nem se atrase

9 - Seja cooperativo, bem-humorado e paciente com você e com os outros. Lembre-se de que está vivendo uma nova cultura e que assimilar tudo pode levar algum tempo. Não pense que está no exterior em férias. A presença às aulas é fundamental e sem ela você pode perder seu curso

10 - Tenha bom senso e atenção por onde anda, já que você não está em seu país. Independemente do lugar onde está, no exterior ou no seu país, você é responsável por sua própria segurança

Fonte: STB