O novo secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, também vê
problemas em parte do programa de inclusão da Universidade de São Paulo
(USP). Assim como a ex-secretária Maria Helena Guimarães de Castro, ele
não concorda com a avaliação seriada para alunos das escolas estaduais,
criada pela instituição no ano passado.
Por meio dela, os estudantes poderiam receber até 3% de pontos a mais na Fuvest. "Você não pode pensar em estruturar o currículo do ensino médio só para preparar para a USP. Não é assim, a vida não é assim.
O jovem tem de ter uma opção de fazer um curso de curta duração, uma faculdade lá no seu bairro ou ir para o mercado de trabalho", disse Paulo Renato. Ele explica que uma prova sempre acaba direcionando o conteúdo a ser aprendido em sala de aula. "A universidade tem de se preocupar com os critérios de ingresso.
Agora, querer interferir na rede, no conteúdo que a rede vai ensinar, não acho o mais adequado", disse. "Eu venho de lá, sei bem como é a mentalidade das nossas universidades. Acham que o que é bom para elas é bom para todos." Menos de 1% dos alunos que participaram do Programa de Avaliação Seriada da USP (Pasusp) foi aprovado na primeira chamada graças à bonificação recebida na nota da Fuvest. Além disso, cerca de 50 mil estudantes se inscreveram para o Pasusp e só 8 mil apareceram para fazer a primeira prova.
Quando o programa foi lançado, a intenção era de que o exame começasse a ser aplicado no 3º ano do ensino médio e, gradativamente, fosse
ampliado para o 2º e para o 1º. Procurada, a
USP não quis comentar as declarações do novo secretário. Mas a
instituição já havia informado que pretendia continuar com a avaliação,
mesmo sem ajuda financeira da secretaria, assim como ocorreu no ano
passado.
Paulo Renato diz concordar com a pontuação a mais dada aos alunos que cursam a rede pública, medida que também integra o programa da USP (Inclusp). Mesmo sem fazer a avaliação seriada, recebem outros 3% de acréscimo na nota. "Se um aluno está preparado para o vestibular da USP, está preparado para todos", afirma a coordenadora do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, que defende a continuidade do Pasusp.
Por meio dela, os estudantes poderiam receber até 3% de pontos a mais na Fuvest. "Você não pode pensar em estruturar o currículo do ensino médio só para preparar para a USP. Não é assim, a vida não é assim.
O jovem tem de ter uma opção de fazer um curso de curta duração, uma faculdade lá no seu bairro ou ir para o mercado de trabalho", disse Paulo Renato. Ele explica que uma prova sempre acaba direcionando o conteúdo a ser aprendido em sala de aula. "A universidade tem de se preocupar com os critérios de ingresso.
Agora, querer interferir na rede, no conteúdo que a rede vai ensinar, não acho o mais adequado", disse. "Eu venho de lá, sei bem como é a mentalidade das nossas universidades. Acham que o que é bom para elas é bom para todos." Menos de 1% dos alunos que participaram do Programa de Avaliação Seriada da USP (Pasusp) foi aprovado na primeira chamada graças à bonificação recebida na nota da Fuvest. Além disso, cerca de 50 mil estudantes se inscreveram para o Pasusp e só 8 mil apareceram para fazer a primeira prova.
Quando o programa foi lançado, a intenção era de que o exame começasse a ser aplicado no 3º ano do ensino médio e, gradativamente, fosse
Paulo Renato diz concordar com a pontuação a mais dada aos alunos que cursam a rede pública, medida que também integra o programa da USP (Inclusp). Mesmo sem fazer a avaliação seriada, recebem outros 3% de acréscimo na nota. "Se um aluno está preparado para o vestibular da USP, está preparado para todos", afirma a coordenadora do Cursinho da Poli, Alessandra Venturi, que defende a continuidade do Pasusp.


