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China
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Geografia
Geografia para o vestibular 
Por Geografia
Publicado em 21/04/2009
 
China Tradições milenares convivem na China com medidas políticas, econômicas e sociais de um regime comunista, instaurado com a revolução de 1949. O vocábulo China deriva do nome da dinastia Qin (Tsin), fundadora do primeiro império chinês.

Por: Net Saber
Tradições milenares convivem na China com medidas políticas, econômicas e sociais de um regime comunista, instaurado com a revolução de 1949. O vocábulo China deriva do nome da dinastia Qin (Tsin), fundadora do primeiro império chinês.

A República Popular da China, terceiro país do mundo em extensão (9.572.900km2), depois da Rússia e do Canadá, é o mais populoso da Terra. A história de sua civilização remonta a cerca de quatro mil anos.



Situada no centro e no leste da Ásia, a China limita-se ao norte com a Mongólia; a nordeste com a Rússia e a Coréia do Norte; ao leste com os mares Amarelo, da China Oriental e da China Meridional, porções do oceano Pacífico; ao sul com o Vietnam, o Laos, Myanmar (antiga Birmânia) e Bangladesh; a sudoeste, com o Butã, a Índia e o Nepal; a oeste com Jammu e Cachemir, o Afeganistão, o Tadjiquistão, o Quirguistão e o Casaquistão. Na ilha de Formosa (Taiwan) estabeleceu-se em 1949 o governo da República da China.

Geologia e relevo:
A topografia chinesa caracteriza-se pela imponência de suas cadeias montanhosas, quer pela altitude, que aumenta em direção a oeste, quer pela extensão, pois as montanhas ocupam um terço do total do território. Em função do clima, da geologia e do desenvolvimento geomorfológico, a China divide-se em quatro regiões distintas: a oriental, a sul-ocidental, a norte-ocidental e a litorânea.

Região oriental: No leste do país predominam planícies com altitude inferior a 200m. A região, banhada por rios abundantes e caudalosos, é a que oferece melhores condições de vida na China, pois os solos férteis e o clima úmido favorecem a agricultura e permitem altos índices de concentração populacional. A planície do nordeste estende-se pela região histórica da Manchúria. É uma área muito fértil, circundada por montanhas antigas: o grande Khingan no oeste, o pequeno Khingan no norte e os maciços de Changbai no sudeste. O território, repleto de falhas geológicas, é muito instável. Em 1976, um abalo sísmico acarretou a morte de centenas de milhares de pessoas.

No sul encontra-se a grande planície, larga faixa de terra que se prolonga de Pequim a Xangai. Essa fértil planície aluvial, cuja horizontalidade dificulta o escoamento dos rios, é interrompida por alguns acidentes como o maciço de Shandong (Shantung), que alcança altitude máxima no Tai Shan (1.532m). A oeste dessa vasta planície estendem-se regiões acidentadas, entre as quais se destacam os planaltos de Shanxi (Shansi) e Shaanxi (Shensi), de 1.200 a 1.600m, situados nos dois lados do rio Huanghe (Huang Ho ou Amarelo). Essa zona, modelada pela erosão fluvial, acha-se coberta por loess, os solos mais férteis da China.

No sudeste, o relevo apresenta-se também bastante irregular. É uma região de elevações de altitude inferior a dois mil metros, cuja complexidade as transforma num obstáculo difícil de transpor. A altitude máxima ocorre nos montes de Nanling (1.922m). A oeste de Nanling abre-se uma faixa mais elevada, composta de materiais calcários. Trata-se dos planaltos de Yunnan e Guizhou (Kweichow), onde abundam os fenômenos cársticos. Embora, em média, a altitude seja inferior a dois mil metros, os montes Dieqiang (Tiechiang), no oeste, ultrapassam 3.680m.

Região do noroeste:

Os planaltos predominam no relevo do noroeste. O planalto de Xinjiang (Sinkiang) divide-se em dois grandes conjuntos por uma cordilheira no sentido leste-oeste: os Tianshan ou montes Celestes, cuja altitude máxima ocorre no pico Pobedy (7.439m). A parte norte do planalto é formada pela depressão de Dzungária, com altitude inferior a 500m. A parte sul de Xinjiang é uma grande bacia com altitudes que oscilam entre 700 e 1.400m e cujo setor central é constituído pelo deserto de Taklimaken, um dos mais inóspitos do mundo. Rodeiam essa bacia altas montanhas: os montes Kunlun no sudoeste, os Tianshan no norte e no leste os montes Altun.

O planalto da Mongólia Interior, a leste de Xinjiang, é um território que atinge mil metros de altitude média e cerca a República Popular da Mongólia. Apresenta topografia plana e clima árido, o que explica a formação de desertos pedregosos e de dunas, como os de Gobi e Mu Us.

Região do sudoeste. Os planaltos tibetanos do sudoeste constituem um relevo complexo e muito acidentado, conhecido como o teto do mundo. O planalto ocidental alcança uma altitude superior a quatro mil metros, cercado de altíssimas montanhas: ao norte os montes Kunlun, onde se destaca o pico Muztag (7.723m), e ao sul o Transimalaia (ou Trans-Himalaia), com o monte Gula (7.553m) e o Everest, ponto culminante do planeta (8.848m), que faz fronteira com o Nepal. No extremo oeste dos Kunlun estende-se a bacia de Qaidam vasta região semidesértica com altitude média de cerca de 2.700m.

O litoral chinês. De norte a sul, até a baía de Hangzhou, o litoral é baixo e arenoso, formado pelo transporte de matéria aluvial do rio Amarelo e do Yangzi ou Yangtze. Ao sul de Xangai, a costa torna-se muito rochosa, escarpada e recortada, e as reentrâncias montanhosas chegam até o próprio mar.

Os acidentes litorâneos mais importantes são as penínsulas de Liaodong e Shandong, que formam o golfo de Bo ou Zhili; a baía de Hangzhou, ao sul de Xangai; a baía próxima de Cantão (Guangzhou na transliteração pinyin), flanqueada por Hong Kong e Macau; e a península meridional de Leizhou, em frente à ilha de Hainan.

China

Clima:
A variedade de climas na China é determinada pela vastidão do território, pela elevada altitude de muitas regiões (que gera climas frios em latitudes baixas e atua como barreira à penetração do ar marítimo) e pela circulação atmosférica (o vento do noroeste, parte do anticiclone siberiano, frio e seco no inverno, e os ventos monçônicos do sudeste, quentes e úmidos no verão).

A região oriental apresenta verões quentes e úmidos e invernos secos e frios. No nordeste da China (Manchúria) predomina o clima continental: temperaturas muito baixas no inverno e altas no verão, com precipitações moderadas, em torno de 700mm anuais. Em direção ao sul, o inverno torna-se menos rigoroso, com a média em janeiro de -3,5o C em Pequim; já os verões são quentes (27o C em julho). As precipitações são abundantes na costa -- mais de mil metros anuais em Nanquim (Nanjing) --, mas diminuem rumo ao interior (600mm em Pequim). No sudeste prevalece o clima do tipo subtropical, úmido e quente. As precipitações, de origem monçônica, são profusas: 1.640mm em Cantão. As temperaturas são muito altas no verão (entre 27 e 30o C) e suaves no inverno (13o C).

No oeste o clima torna-se mais seco à medida que se penetra no interior, e mais frio quando se avança para o norte (desertos frios de Taklimaken, Mu Us e Gobi). No sudoeste, a altitude acentua o frio e a aridez no planalto tibetano, quase desabitado. Os montes Qinling (Tsinling), na China central, também exercem importante papel de divisor climático. Essa região está submetida a um clima de transição entre o semi-árido do norte e o subtropical do sul, com precipitações e temperaturas moderadas.


Hidrografia:
A China conta com numerosos rios, alguns muito caudalosos. Todavia, a distribuição dos cursos fluviais é bastante irregular. A porção oriental do país é bem irrigada, pois os rios principais, o Yangzi, o Amarelo e o Xijiang (Hsi Kiang), desembocam no Pacífico. Já a parte norte-ocidental apresenta poucos cursos fluviais, e de menor importância, alguns dos quais formam bacias endorréicas (que não deságuam no mar), como a do Tarim.

Na vertente do Pacífico, o rio mais setentrional é o Amur, que serve de fronteira com a Rússia ao longo de mais de 1.600km, e desemboca em território russo. O Amarelo, que nasce nos montes Kunlun, e em cujos vales floresceu a cultura chinesa em seus primórdios, desemboca no golfo de Bo, bem como o rio Liao, após percorrer 5.464km. O Yangzi é o curso fluvial mais longo e caudaloso. Com 6.300km de comprimento, nasce no Tibet e drena uma região habitada por centenas de milhões de pessoas; tem como principais afluentes o Huai, o Han e o Min e desemboca, formando um delta, ao norte de Xangai, no mar da China oriental. Deságuam no mar da China Meridional o Xijiang e o Mekong (este acaba no Vietnam).

No extremo sul-ocidental da China, na região do Tibet, nascem diversos rios que cortam outras nações (como o Brahmaputra, o Irrawaddy e o Indo). Na porção norte-ocidental, encontram-se bacias endorréicas alimentadas por águas procedentes da fusão das neves; é o caso do Tarim.

Flora e fauna:
Determinada pelos solos e pelo clima, a flora chinesa é muito variada. No nordeste, as planícies apresentam estepe densa, enquanto as montanhas acham-se cobertas de bosques mistos de coníferas, carvalhos, bordos e bétulas. Ao sul, na grande planície, o bosque natural foi substituído ao longo de milênios por culturas agrícolas.

Na China central abundam espécies de grande valor econômico, como o bambu, o tungue e outras árvores de que se extraem óleos. Na zona tropical do sul são comuns as árvores de madeira rija, semelhantes às que ocorrem no Sudeste Asiático. Nas áridas regiões norte-ocidentais predominam a vegetação de estepe fria e os bosques de coníferas, enquanto nas zonas mais elevadas prevalece a flora do tipo alpino.

Os diversos climas e formações vegetais favorecem uma fauna muito rica e variada que, embora relacionada com a das zonas asiáticas limítrofes, também apresenta espécies autóctones ou que se extinguiram em outras regiões do continente. O peixe-espada típico do Yangzi (Psephurus gladius), um crocodilo pequeno e a salamandra gigante são algumas das espécies exclusivas da China. Muito característicos são também o urso panda, o antílope das estepes e diversas espécies de faisões e tordos.

População - Etnias:
Embora todos os seus habitantes provenham do tronco mongol, a China é um país multinacional, tanto do ponto de vista étnico como do lingüístico. A população em sua maioria pertence ao grupo han (chinês), que apresenta, porém, características raciais variadas. Os chineses do norte são mais altos e têm o rosto mais comprido que os do sul; estes, por sua vez, têm a pele mais morena que os do norte.

O resto da população compõe-se de 55 grupos minoritários, com tradições culturais, religiões e línguas próprias. Localizam-se mais no oeste, na periferia do país, onde os han estabeleceram-se em épocas mais recentes e, assim, não conseguiram absorver as outras etnias. Na região sudoeste ficam as minorias mais numerosas: o grupo chuang (zhuang) no Yunnan e os tibetanos no Tibet. No noroeste acham-se os uigur, os casaques e os mongóis, e no nordeste os manchus, totalmente assimilados à população han.

Línguas:
Os idiomas falados na China provêm de quatro troncos: o sino-tibetano, o altaico, o indo-europeu e o austro-asiático.

O idioma oficial, falado pela maioria da população, é o chinês, da família sino-tibetana, que apresenta diferentes dialetos regionais, embora todos utilizem a mesma escrita. Embora sua escrita (caracteres ideográficos) seja universal, a pronúncia varia segundo a região e existem oito dialetos ininteligíveis entre si, a maioria deles usada na faixa costeira do sul. A partir da década de 1950 o governo favoreceu o dialeto do norte, o mandarim ou pequinês, adotado nas escolas. Em 1979, a pedido do governo da República Popular da China, a imprensa de todo o mundo começou a empregar um novo sistema (o pinyin) para grafar os sons do chinês mandarim. Entre outras modificações, o pinyin, que utiliza o alfabeto romano, faz uso freqüente do x e do g, ao contrário do tradicional sistema Wade-Giles, e abole o hífen entre dois nomes personativos.

O segundo tronco lingüístico, o altaico, divide-se, na China, em dois ramos: o turco, representado pela minoria uigur, e o mongol. Os outros dois troncos lingüísticos são minoritários. O tronco indo-europeu prevalece no noroeste com os tadjiques, enquanto o austro-asiático é representado pela minoria kawa, que habita o sul do país, na fronteira com Myanmar.

Demografia:
A China é o país mais populoso do mundo. De cada cinco habitantes do planeta, um é chinês. A população se multiplicou por vinte desde o início da era cristã. No século II, havia 57 milhões de chineses. Em 1600, eles já eram 150 milhões e, no começo do século XIX, ultrapassavam 400 milhões. Em 1953, o primeiro censo rigoroso contou 583 milhões de habitantes. A partir de 1950, a estabilidade social, a introdução de melhorias sanitárias e um padrão de vida mais elevado provocaram um aumento acelerado na taxa de natalidade. Em fins da década de 1980 o país passou a marca de um bilhão de habitantes.

Em meados da década de 1970, o perigo da superpopulação levou o governo chinês a adotar medidas drásticas de controle da natalidade, promovendo o uso de anticoncepcionais, recomendando o casamento em idade mais madura e impondo penalidades às famílias com mais de um filho. Com essa política, o crescimento vegetativo caiu de 2,6% ao ano para menos de um por cento, mas nem por isso a população deixou de crescer em mais de 12 milhões por ano.

Além dos habitantes da República Popular, uma numerosa colônia chinesa, que no fim do século XX ultrapassava 17 milhões de pessoas, vive em outros países, sobretudo no sudeste asiático, nos Estados Unidos e na Europa. Esses grupos provêm de antigas emigrações, já que, depois da revolução de 1949, limitaram-se as saídas do país.

As condições naturais tornam a distribuição demográfica muito irregular. O clima da metade oeste do país impede ou reduz ao mínimo a colonização (regiões desérticas do Tibet e Xinjiang). Somente nas zonas bem irrigadas no sopé das montanhas encontram-se alguns núcleos de população. A maior parte dos chineses concentra-se na região oriental, sobretudo na costa, zona de clima ameno e solos férteis. A densidade média é muito elevada; nas fecundas planícies do Yangzi e em Cantão, supera mil habitantes por quilômetro quadrado.

A maioria da população é rural; em fins da década de 1980, mais de oitenta por cento dos chineses viviam no campo. Contudo, a partir de 1950, a população urbana começou a crescer, devido à procura de mão-de-obra nas cidades em franco desenvolvimento industrial. Até a revolução de 1949, a indústria era pouco importante e as cidades tinham uma função quase exclusivamente administrativa e comercial. Depois, as grandes cidades chinesas transformaram-se em importantes centros industriais e comerciais. Destacam-se Xangai, Tianjin (Tientsin), Cantão e Pequim, a capital do país.