História para o vestibular Movimento geral de desestalinização adotado a partir da ascensão de M. Gorbatchóv á secretaria geral do PCUS (11 de março de 1985) e que ao lado da glasnost (transparência), provocou reformas fundamentais em toda a vida soviética.
A perestroika, ou reconstrução econômica é iniciada
em 1985, logo após a instalação do governo
Gorbatchóv. Consiste num projeto ambicioso de introdução
de mecanismos de mercado, renovação do direito à
propriedade privada e diferentes setores e retomada do crescimento. A
perestroika visa reduzir os monopólios estatais, descentralizar as
decisões empresariais e criar setores comerciais, industriais e de
serviços nas mãos de proprietários privados nacionais ou
estrangeiros.
O Estado continua como principal proprietário, mas
é permitida a propriedade privada em setores secundários de
produção de bens de consumo, comércio varejista e
serviços não-essenciais. Na agricultura é permitido o
arrendamento de terras estatais e cooperativas por grupos familiares e
indivíduos. A retomada do crescimento é projetada por meio de
conversão de industrias militares em civis, voltadas para a
produção de bens de consumo, e de investimentos estrangeiros.
Na antiga URSS, política de transparência que tinha como objetivo
permitir uma renovação da vida pública.
Mapa da Reorganização Européia e Asiática após o Fim da URSS
A glasnost, ou transparência política, foi desencadeada
paralelamente ao anúncio da perestroika e considerada essencial para
mudara a mentalidade, acabar com a burocracia e criar uma vontade
política geral de realizar as reformas.
Abrange o fim da
perseguição aos dissidentes políticos, marcada
simbolicamente pelo retorno do exílio do físico Abdrei Sakharov,
em 1986, e inclui campanhas contra a corrupção e a
ineficiência administrativa, realizadas com a intervenção
dos meios de comunicação e a crescente participação
da população.
Avança ainda na liberalização
cultural, com a liberação de obras proibidas, a permissão
para a publicação de uma nova safra de obras críticas ao
regime e a liberdade de imprensa, caracterizada pelo numero crescente de
jornais e emissoras de rádio e TV que abrem espaço às
críticas.