O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será supervalorizado pelo
Ministério da Educação (MEC) a partir de outubro. Com mudanças no
formato do teste, que privilegiará o raciocínio em vez da
tradicional decoreba a ideia é que o Enem substitua, gradativamente, o
atual modelo de vestibular.
As alterações ainda não estão todas definidas, mas o anúncio da intenção do MEC já muda o comportamento de estudantes e cursos preparatórios e provoca uma discussão no meio acadêmico. Para o coordenador do Centro de Estudos sobre Ensino Superior e Políticas Públicas para a Educação (Cespe) da UFMG, Jacques Schwartzman, o "Novo Enem" vai trazer uma maior democratização do acesso ao ensino superior, a possibilidade de unificação dos processos seletivos das universidades federais e a criação de um novo modelo educacional no ensino médio.
Já a diretora do pré-vestibular Unimaster, Diva Valentim Barros, critica a mudança, que estaria sendo implantada de forma precipitada e autoritária e necessitaria de uma maior discussão. Ela defende o atual modelo de vestibular, que, segundo ela, privilegia quem demonstra ter maior conhecimento sobre as disciplinas, selecionando os melhores alunos.
Quem pretende concorrer a uma vaga no ensino superior ainda está confuso e sem saber como se preparar corretamente. Camila Machado, 19, vai prestar pela terceira vez o vestibular da UFMG. Ela fez o ensino médio em colégios particulares e, agora, é aluna de um curso pré-vestibular e não pretende fazer o Enem em outubro.
O exame, que poderia ser uma esperança para ela, na verdade é mais um motivo de preocupação. "Eu sempre estudei para me preparar para o atual tipo de prova do vestibular e não para o Enem.
Além disso,
o exame tende a ficar mais difícil." Lízia Reis, 17, prestou o Enem no
ano passado e se prepara para o vestibular.
Para ela, que estudou em escola pública, o que a educação precisa, na verdade, é de investimento no ensino médio da rede pública e não alteração na forma do vestibular. "O objetivo do Enem é diferente do vestibular. Eu que fiz a prova percebi que um bom aluno de ensino fundamental conseguiria responder as questões." Já para Gustavo Seara, 16, que vai prestar o Enem e o vestibular pela primeira vez, a nova forma de avaliação é a esperança de maior possibilidade de entrar em uma faculdade mais conceituada. "Com o vestibular, fico restrito a uma opção de curso. Com o Enem, não."
As alterações ainda não estão todas definidas, mas o anúncio da intenção do MEC já muda o comportamento de estudantes e cursos preparatórios e provoca uma discussão no meio acadêmico. Para o coordenador do Centro de Estudos sobre Ensino Superior e Políticas Públicas para a Educação (Cespe) da UFMG, Jacques Schwartzman, o "Novo Enem" vai trazer uma maior democratização do acesso ao ensino superior, a possibilidade de unificação dos processos seletivos das universidades federais e a criação de um novo modelo educacional no ensino médio.
Já a diretora do pré-vestibular Unimaster, Diva Valentim Barros, critica a mudança, que estaria sendo implantada de forma precipitada e autoritária e necessitaria de uma maior discussão. Ela defende o atual modelo de vestibular, que, segundo ela, privilegia quem demonstra ter maior conhecimento sobre as disciplinas, selecionando os melhores alunos.
Quem pretende concorrer a uma vaga no ensino superior ainda está confuso e sem saber como se preparar corretamente. Camila Machado, 19, vai prestar pela terceira vez o vestibular da UFMG. Ela fez o ensino médio em colégios particulares e, agora, é aluna de um curso pré-vestibular e não pretende fazer o Enem em outubro.
O exame, que poderia ser uma esperança para ela, na verdade é mais um motivo de preocupação. "Eu sempre estudei para me preparar para o atual tipo de prova do vestibular e não para o Enem.
Para ela, que estudou em escola pública, o que a educação precisa, na verdade, é de investimento no ensino médio da rede pública e não alteração na forma do vestibular. "O objetivo do Enem é diferente do vestibular. Eu que fiz a prova percebi que um bom aluno de ensino fundamental conseguiria responder as questões." Já para Gustavo Seara, 16, que vai prestar o Enem e o vestibular pela primeira vez, a nova forma de avaliação é a esperança de maior possibilidade de entrar em uma faculdade mais conceituada. "Com o vestibular, fico restrito a uma opção de curso. Com o Enem, não."


