O Enem tem sido elogiado pela maneira como testa o aluno. Mais interpretação e menos decoreba. Como aquela inesquecível fórmula do movimento retilíneo uniforme S = Vo + Vt, apelidada de sorvete. Se for promovido a “vestibular”, muda inclusive a preparação dos alunos. A decoreba, se não sumir, deve diminuir bastante.

Fora a incrível quantidade de conteúdo. Só na área de ciências são em média 70 itens para estudar. Na química, cerca de 20 subáreas.

O resumo da ópera é dito por especialistas em educação de Joinville e do País. E que está também na ponta da língua dos estudantes: é conteúdo demais para pouco tempo de estudo. O resultado é um aprendizado muitas vezes superficial.

Educadores de Joinville dizem que, sob esse aspecto, a mudança é muito boa. “Alunos de escolas que levam a educação e a formação a sério não vão sentir diferença”, acredita Fernanda Sardá, coordenadora educacional do Positivo em Joinville. No Enem 2008, o colégio recebeu, pelo segundo ano consecutivo, a melhor nota geral entre 49 escolas da cidade que participaram do exame. Entre as públicas, a Germano Timm ficou em primeiro.

O pastor Tito Lívio
Lermen, diretor-geral do Ielusc e membro do Conselho Estadual de Educação, diz que a prova ganha em qualidade. “Exige capacidade de reflexão e raciocínio. Com o passar dos anos e gerações, o País sentirá essa diferença”, acredita.

Diretora pedagógica do Exathum/COC, Rosi Laba pensa parecido. “É massacrante a quantidade de conteúdo que o aluno precisa aprender, muitas vezes decorando.” Ela diz que, por enquanto, não haverá mudança no planejamento de ensino da instituição.