Furei balões com sutiã da Madonna
Michel Gomes
Ana Carolina Vieira, 19, está no 4º semestre de Arquitetura

O trote da arquitetura é muito engraçado. Eu me divirto. Mas só quando não é a vez da gente. No segundo semestre, quando fui vítima, o tema era cinema.

Os veteranos fizeram cada calouro incorporar um personagem de um filme. Tinham sensuais lolitas, de saia e maria chiquinha.

Os anacondas que vestiam uma manta de cobra verde. Para mim, eles reservaram o papel de Madonna. Com uma peruca loira, uma pintinha no rosto e uma roupa provocante, minha tarefa era usar as pontas afiadas do meu sutiã, estilo lança, para estourar uns balões.

Pelo menos eu não fui um dos meninos que, vestidos de mamíferos filhotes, tiveram que mamar numa teta de luva cirúrgica cheia de leite presa num desenho de uma vaca.


Gostei do trote

Entrei na turma mais rápido depois do mico que paguei
Ronaldo de Oliveira
Diogo de Oliveira, 19, quarto semestre de Engenharia Civil da UnB

Na saída de uma aula de Física Experimental, onde só tinha calouros, os veteranos
nos cercaram. Tirei a blusa, o sapato e me amarraram pela canela junto com os outros. Depois, foi manteiga, tinta, farinha, ovo pra cima da gente.

Aí deram uma pinga, muito ruim, pra gente beber. Tivemos também que deitar no asfalto do estacionamento do Minhocão onde a gente fez um juramento. Daí, fomos para detrás da Faculdade de Tecnologia onde tinha uma lona com uma água fedida e viscosa onde tínhamos que pular e sair deslizando com a barriga para baixo. Foi divertido.

Para conseguir nossas coisas de volta, tínhamos que conseguir R$ 15. Foi até fácil. Entreguei o dinheiro e foi a hora do batismo. Jogaram uma mistura de borra de café com caldo de sardinha em cima de mim que fedia muito.

Tinha aula no começo da tarde e fui para o vestiário do Centro Olímpico tomar um banho. Não adiantou muito, mas segurou a onda. Eu gostei do trote. Depois do trote, me senti mais importante.

E o seu Trote como foi? Deixe as respostas nos comentários.