Vagas noturnas não atraem novos vestibulandos na UFPR
Dentre os alunos inscritos para o próximo vestibular, terão de trabalhar em período integral desde o primeiro ano da faculdade – de acordo com o questionário socioeconômico preenchido pelos próprios candidatos – 15,16%.
O porcentual é apenas 0,8% maior do que o do ano passado, que era de 14,08%. O número total de inscritos no vestibular também apresentou pequena variação. Enquanto o aumento de vagas foi de 26,9%, saltando de 4.099 para 5.204, a quantidade de concorrentes subiu apenas 3,3% (de 42.079 para 43.509).
O que chama a atenção é o fato de não ter ocorrido
um aumento proporcional à quantidade de vagas”, afirmou. “Talvez isso
tenha acontecido em decorrência da criação de novos cursos pela UFPR
Litoral. Ou talvez o aumento de vagas no ensino superior não esteja
sendo acompanhado pela quantidade de estudantes que concluem o ensino
médio.
Mas essas são apenas possibilidades. Essas questões serão
encaminhadas ao Conselho de Ensino e Pesquisa, que tentará identificar
as razões da baixa procura”, afirmou. Neste ano, a UFPR Litoral ofertou
quatro novos cursos de graduação: Licenciatura em Ciências,
Licenciatura em Artes, Gestão Pública e Agroecologia.
Dois
dos novos cursos criados com recursos do Reuni pela Federal do Paraná –
Tecnologia em Aqüicultura em Palotina e Pontal do Paraná – tiveram
menos candidatos do que o número de vagas. No primeiro, 68 candidatos
se inscreveram para 80 vagas. O segundo recebeu somente sete
inscrições, para um total de 30 vagas.
O ingresso na universidade está
praticamente garantido para esses candidatos. De acordo com o Núcleo de
Concursos, os estudantes só não serão aprovados se errarem todas as
questões do vestibular ou se não compareceram aos locais de prova.
Alguns dos novos cursos da UFPR, por outro lado, tiveram grande procura. É o caso de Engenharia Mecânica Noturno, que ficou entre os 30 mais concorridos do ano. “Em um primeiro momento, não há como calcular quantas vagas devem ser destinadas para cada curso. Mas, se não há procura, a instituição tem autonomia para transferir as vagas de um curso para outro”, explicou a pró-reitora de graduação, Rosana Albuquerque de Sá Brito.


