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Entrevista com o Escritor e quadrinista
Quem chegou primeiro: os quadrinhos ou a literatura? Ou elas nunca se separaram muito no seu trabalho?
Na verdade eu comecei com quadrinhos, em 1997. Só passei a me dedicar à literatura com as Princesas do Mar, em 2004.
Conta um pouco como foi o encontro com a literatura infantil. Por que esse público?
Minha experiência com quadrinhos me ajudou muito a compreender quem era o meu público e o que ele queria. Combo Rangers começou como uma série sem um público muito definido, mas aos poucos fui percebendo que as crianças se identificavam com meu trabalho. Então, comecei a me dedicar mais a elas.
Como aconteceu a animação de Princesas do Mar? Era um projeto seu? Como foi a captação de recursos para desenvolver?
A animação é uma co-produção entre três produtoras, uma do Brasil, uma da Austrália e uma da Espanha. Os recursos para a produção foram totalmente captados no exterior.
A animação de Princesas do Mar alcançou um sucesso enorme aqui no Brasil. Isso te assustou em algum momento? E o que você sente agora sobre esse projeto?
Na verdade, não. Acho que ainda há muito trabalho a ser feito, o desenho está em primeiro lugar no horário, e agora está começando o trabalho de licenciamento da marca. Os primeiros produtos já estão no mercado e muitos saem até o dia das crianças.
Acredito que é um motivo de grande orgulho conseguir somar um DVD, o primeiro, de uma animação tão bem aceita. E ele vem junto com um novo título das Princesas. Como está essa série de lançamentos que você vem fazendo?
Desde 2004, tenho tentado lançar um novo livro por ano. Esse será o quarto da série, de uma história que segue independente da TV. Ela deve continuar por mais alguns volumes antes que eu conclua a história. Já o DVD traz uma compilação de episódios da série de TV. Outros volumes serão lançados em breve!
Quando criança, você gostava de histórias infantis? Lembra de alguma favorita?
Sim, adorava, eu li praticamente toda a Série Vagalume. Adorava Marcos Rey, com suas histórias intrigantes e desafiadoras.
Combo Rangers marcou sua carreira como quadrinista, conseguindo sair da web para a publicação em papel. Por que você abandonou o projeto?
Porque ele havia se tornado inviável comercialmente, e porque eu já estava começando a me dedicar mais à literatura.
Recentemente o HQ Mix divulgou os selecionados para a edição desse ano, que, pela escolha, prova o bom nível da produção de quadrinhos nacionais, através de nomes como os de Rafael Grampá, Fábio Lyra, Moon e Bá. Como você analisa esse panorama e a expressão atual dos quadrinhos brasileiros?
Acho que o mercado brasileiro de quadrinhos ainda precisa amadurecer muito. Hoje em dia ele ainda é muito dependente dos produtos Marvel, DC Comics e mangás... mesmo artistas como Moon e Bá dependem do mercado externo para viabilizar seus trabalhos. O que, na verdade, é ótimo para eles, já que eles estão obtendo o reconhecimento que nunca tiveram aqui.
Falando
em quadrinhos, tem algum outro projeto no seu gênero?
Por enquanto, não. Tenho me dedicado exclusivamente à literatura infantil.
Você tem um livro de poesia lançado. Conta um pouco sobre ele. Pretende lançar outro do gênero?
O livro chama-se “Raimundo, Cidadão do Mundo”, e fala sobre um personagem cearense que sem querer dá uma volta ao mundo. Está sendo uma experiência muito legal, pois ele tem sido adotado largamente pelos governos de diversas cidades e até pelo governo federal. Milhares de crianças no Brasil inteiro estão viajando junto com o personagem. Meu próximo livro será o décimo, e também será uma poesia. Chama-se “Apolinário, o Homem-Dicionário”, e fala sobre um personagem que conhece todas as palavras do dicionário - exceto uma. Por causa disso, ele é muito infeliz. O livro fala sobre a jornada dele e como ele descobriu a palavra que não conhecia. É bem legal.
O espaço agora é seu para comentar os projetos futuros. E o que a gente pode esperar das Princesas do Mar?
Depois do Apolinário, saem mais dois livros infantis das Princesas do Mar. A agenda desse ano está bem cheia, com dezenas de produtos novos chegando todos os meses no mercado. Mas o que mais gosto é escrever, então vou tentar não alterar muito meu tempo de criação.
Na verdade eu comecei com quadrinhos, em 1997. Só passei a me dedicar à literatura com as Princesas do Mar, em 2004.
Conta um pouco como foi o encontro com a literatura infantil. Por que esse público?
Minha experiência com quadrinhos me ajudou muito a compreender quem era o meu público e o que ele queria. Combo Rangers começou como uma série sem um público muito definido, mas aos poucos fui percebendo que as crianças se identificavam com meu trabalho. Então, comecei a me dedicar mais a elas.
Como aconteceu a animação de Princesas do Mar? Era um projeto seu? Como foi a captação de recursos para desenvolver?
A animação é uma co-produção entre três produtoras, uma do Brasil, uma da Austrália e uma da Espanha. Os recursos para a produção foram totalmente captados no exterior.
A animação de Princesas do Mar alcançou um sucesso enorme aqui no Brasil. Isso te assustou em algum momento? E o que você sente agora sobre esse projeto?
Na verdade, não. Acho que ainda há muito trabalho a ser feito, o desenho está em primeiro lugar no horário, e agora está começando o trabalho de licenciamento da marca. Os primeiros produtos já estão no mercado e muitos saem até o dia das crianças.
Acredito que é um motivo de grande orgulho conseguir somar um DVD, o primeiro, de uma animação tão bem aceita. E ele vem junto com um novo título das Princesas. Como está essa série de lançamentos que você vem fazendo?
Desde 2004, tenho tentado lançar um novo livro por ano. Esse será o quarto da série, de uma história que segue independente da TV. Ela deve continuar por mais alguns volumes antes que eu conclua a história. Já o DVD traz uma compilação de episódios da série de TV. Outros volumes serão lançados em breve!
Quando criança, você gostava de histórias infantis? Lembra de alguma favorita?
Sim, adorava, eu li praticamente toda a Série Vagalume. Adorava Marcos Rey, com suas histórias intrigantes e desafiadoras.
Combo Rangers marcou sua carreira como quadrinista, conseguindo sair da web para a publicação em papel. Por que você abandonou o projeto?
Porque ele havia se tornado inviável comercialmente, e porque eu já estava começando a me dedicar mais à literatura.
Recentemente o HQ Mix divulgou os selecionados para a edição desse ano, que, pela escolha, prova o bom nível da produção de quadrinhos nacionais, através de nomes como os de Rafael Grampá, Fábio Lyra, Moon e Bá. Como você analisa esse panorama e a expressão atual dos quadrinhos brasileiros?
Acho que o mercado brasileiro de quadrinhos ainda precisa amadurecer muito. Hoje em dia ele ainda é muito dependente dos produtos Marvel, DC Comics e mangás... mesmo artistas como Moon e Bá dependem do mercado externo para viabilizar seus trabalhos. O que, na verdade, é ótimo para eles, já que eles estão obtendo o reconhecimento que nunca tiveram aqui.
Falando
Por enquanto, não. Tenho me dedicado exclusivamente à literatura infantil.
Você tem um livro de poesia lançado. Conta um pouco sobre ele. Pretende lançar outro do gênero?
O livro chama-se “Raimundo, Cidadão do Mundo”, e fala sobre um personagem cearense que sem querer dá uma volta ao mundo. Está sendo uma experiência muito legal, pois ele tem sido adotado largamente pelos governos de diversas cidades e até pelo governo federal. Milhares de crianças no Brasil inteiro estão viajando junto com o personagem. Meu próximo livro será o décimo, e também será uma poesia. Chama-se “Apolinário, o Homem-Dicionário”, e fala sobre um personagem que conhece todas as palavras do dicionário - exceto uma. Por causa disso, ele é muito infeliz. O livro fala sobre a jornada dele e como ele descobriu a palavra que não conhecia. É bem legal.
O espaço agora é seu para comentar os projetos futuros. E o que a gente pode esperar das Princesas do Mar?
Depois do Apolinário, saem mais dois livros infantis das Princesas do Mar. A agenda desse ano está bem cheia, com dezenas de produtos novos chegando todos os meses no mercado. Mas o que mais gosto é escrever, então vou tentar não alterar muito meu tempo de criação.


