Interpretação diferenciada faz alunos perderem vagas de cotas
Em vigor há quatro anos na UFJF, o sistema de cotas continua causando
polêmica no que diz respeito à sua interpretação.
Além das discussões acerca da autodeclaração da raça como único critério para pleitear as vagas reservadas para negros, algumas exigências da instituição para se poder concorrer às oportunidades destinadas a oriundos de escolas públicas, o chamado grupo B, têm sido alvo de críticas.
Somente em 2009, 24 candidatos que se inscreveram neste grupo perderam a vaga na instituição, mesmo aprovados no vestibular ou Pism, porque realizaram uma análise do seu direito à vaga diferenciada do critério adotado pela federal.
Outros dois concorrentes buscam uma solução na Justiça para garantir o acesso à universidade. Apesar de o edital de matrícula ser claro ao definir que, para concorrer a uma vaga pelo grupo B, é necessário ter cursado sete anos em escola pública, sendo três deles no ensino médio, há situações diversas que extinguem esse direito (ver quadro).
Um exemplo é o caso de uma juizforana que está na Justiça porque cursou dois bimestres de um dos anos do ensino fundamental em um colégio particular, porque a escola pública que estudava entrou em greve. Ela foi aprovada em segundo lugar no curso de engenharia sanitária e ambiental e hoje busca uma solução para o problema mesmo com 13 anos e meio de aprendizado na rede pública.
Atenção redobrada
Outra ação que tramita na Justiça traz mais uma particularidade. A estudante cursou todos os sete anos em escola pública, inclusive os três do ensino médio, mas, em razão de ser reprovada no segundo ano, realizou a transferência para outra escola que aceitasse a dependência de matérias.
Nesse caso, no qual houve mudança de sistema, a UFJF não reconhece
o direito à cota. "é uma situação muito comum a confusão da
interpretação das cotas e, por isso, fazemos questão de chamar a
atenção para não ocorrer mais", destaca o assessor da Reitoria, Wagner
de Souza Campos. Na opinião do assessor, essa situação ocorre porque
ainda faltam informações aos estudantes.
Outra hipótese, na avaliação da instituição, é a possibilidade de eles fazerem uma tentativa de ingresso pelas cotas, mesmo sabendo da possibilidade de serem rejeitados no sistema, pelo fato de os cursos nos grupos A e B serem menos concorridos. "é um tiro no escuro, que vai dar errado. Que fique claro. O edital é bastante específico nesse sentido, e a universidade não pode fazer nada por quem desrespeita as regras."
Além das discussões acerca da autodeclaração da raça como único critério para pleitear as vagas reservadas para negros, algumas exigências da instituição para se poder concorrer às oportunidades destinadas a oriundos de escolas públicas, o chamado grupo B, têm sido alvo de críticas.
Somente em 2009, 24 candidatos que se inscreveram neste grupo perderam a vaga na instituição, mesmo aprovados no vestibular ou Pism, porque realizaram uma análise do seu direito à vaga diferenciada do critério adotado pela federal.
Outros dois concorrentes buscam uma solução na Justiça para garantir o acesso à universidade. Apesar de o edital de matrícula ser claro ao definir que, para concorrer a uma vaga pelo grupo B, é necessário ter cursado sete anos em escola pública, sendo três deles no ensino médio, há situações diversas que extinguem esse direito (ver quadro).
Um exemplo é o caso de uma juizforana que está na Justiça porque cursou dois bimestres de um dos anos do ensino fundamental em um colégio particular, porque a escola pública que estudava entrou em greve. Ela foi aprovada em segundo lugar no curso de engenharia sanitária e ambiental e hoje busca uma solução para o problema mesmo com 13 anos e meio de aprendizado na rede pública.
Atenção redobrada
Outra ação que tramita na Justiça traz mais uma particularidade. A estudante cursou todos os sete anos em escola pública, inclusive os três do ensino médio, mas, em razão de ser reprovada no segundo ano, realizou a transferência para outra escola que aceitasse a dependência de matérias.
Nesse caso, no qual houve mudança de sistema, a UFJF não reconhece
Outra hipótese, na avaliação da instituição, é a possibilidade de eles fazerem uma tentativa de ingresso pelas cotas, mesmo sabendo da possibilidade de serem rejeitados no sistema, pelo fato de os cursos nos grupos A e B serem menos concorridos. "é um tiro no escuro, que vai dar errado. Que fique claro. O edital é bastante específico nesse sentido, e a universidade não pode fazer nada por quem desrespeita as regras."


