No terraço de sua casa, no bairro de Campo Grande, no Recife, o relógio
mais funciona como um cronômetro na rotina de Rafael Moraes de Lima, de
20 anos, candidato a uma vaga no curso de Administração, após dois anos
tentando Arquitetura.
A notícia sobre as mudanças no ingresso às universidades em Pernambuco chegou a ele através da TV e, com ela, uma avalanche de insatisfações. "Essa nova prova vai medir mais resistência que o conhecimento dos estudantes, com 200 questões! Estou fazendo vários testes para treinar. E as regiões Sul e Sudeste é que vão se beneficiar com essa unificação do teste, que vai trazer, com certeza, mais perguntas com o perfil deles de conteúdo (regionalizado)", criticou o estudante.
Rafael, aliás, não está sozinho nas indagações, algumas das polêmicas levantadas desde o anúncio das mudanças do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), colocando em xeque, para alguns, até mesmo a capacidade de inclusão do processo seletivo.
Em escolas das redes pública e privada do Recife, alunos do Ensino Médio e de pré-vestibulares estão divididos com a novidade, adotada integralmente pelas universidades Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Do Vale do São Francisco (Univasf), valendo ainda como primeira fase do vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
"O estudante terá de ter conhecimento mais atualizado. Não estamos preparados para isso", refletiu Allan Max, 17, que está saindo de escola estadual para cursar Química. Igor Polimeni, 18, questiona o custo de se entrar numa universidade em outro estado.
"Não tenho condições de me sustentar fora daqui. Os estudantes de outras regiões terão maior possibilidade de se estabelecer". Bruno Remigio,18, acha que vai haver um prejuízo para os estudantes do ensino público. ?O que ficou ruim foi a pressa de mudar.
Se em colégios particulares ou cursinhos já há
um déficit no programa,
imagine nas escolas públicas, que vão correr mais até a prova, já em
outubro!?. Educadores também não são unânimes sobre o novo Enem. Há
cinco anos ensinando em escolas particulares e estaduais do Recife,
Dayse Maciel, 24, acredita que a mudança poderia ter esperado 2010.
"E não acho um processo inclusivo, pois dá oportunidade a quem já a tem. Alunos de outras regiões já estão acostumados a esse tipo de teste. E o Nordeste vai oferecer cursos de referência nacional, baixo custo de vida, concorrência menor e alunos menos preparados", enumerou.
Com 25 anos de experiência da rede pública, o professor Jacinto dos Santos, 45, discorda da colega. "A avaliação é inclusiva, sim. Todos poderão mostrar seu conhecimento ao longo da vida escolar".
A notícia sobre as mudanças no ingresso às universidades em Pernambuco chegou a ele através da TV e, com ela, uma avalanche de insatisfações. "Essa nova prova vai medir mais resistência que o conhecimento dos estudantes, com 200 questões! Estou fazendo vários testes para treinar. E as regiões Sul e Sudeste é que vão se beneficiar com essa unificação do teste, que vai trazer, com certeza, mais perguntas com o perfil deles de conteúdo (regionalizado)", criticou o estudante.
Rafael, aliás, não está sozinho nas indagações, algumas das polêmicas levantadas desde o anúncio das mudanças do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), colocando em xeque, para alguns, até mesmo a capacidade de inclusão do processo seletivo.
Em escolas das redes pública e privada do Recife, alunos do Ensino Médio e de pré-vestibulares estão divididos com a novidade, adotada integralmente pelas universidades Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Do Vale do São Francisco (Univasf), valendo ainda como primeira fase do vestibular da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
"O estudante terá de ter conhecimento mais atualizado. Não estamos preparados para isso", refletiu Allan Max, 17, que está saindo de escola estadual para cursar Química. Igor Polimeni, 18, questiona o custo de se entrar numa universidade em outro estado.
"Não tenho condições de me sustentar fora daqui. Os estudantes de outras regiões terão maior possibilidade de se estabelecer". Bruno Remigio,18, acha que vai haver um prejuízo para os estudantes do ensino público. ?O que ficou ruim foi a pressa de mudar.
Se em colégios particulares ou cursinhos já há
"E não acho um processo inclusivo, pois dá oportunidade a quem já a tem. Alunos de outras regiões já estão acostumados a esse tipo de teste. E o Nordeste vai oferecer cursos de referência nacional, baixo custo de vida, concorrência menor e alunos menos preparados", enumerou.
Com 25 anos de experiência da rede pública, o professor Jacinto dos Santos, 45, discorda da colega. "A avaliação é inclusiva, sim. Todos poderão mostrar seu conhecimento ao longo da vida escolar".


