O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terá um novo formato neste ano.
Ao contrário das edições anteriores, o exame será aplicado em dois dias
consecutivos. Haverá mudança também no formato da prova, que deixará de
ter 63 questões interdisciplinares para dar espaço a perguntas de
quatro áreas do conhecimento. Quatro cursinhos de pré-vestibular de
Araçatuba, ouvidos pela reportagem, aprovaram o formato.
Os coordenadores das escolas destacaram que o novo Enem valoriza o raciocínio dos alunos, deixando de lado as fórmulas que obrigam os estudantes a decorarem o conteúdo. Eles também afirmam que o desgaste dos estudantes será menor, pois em muitas universidades, o Enem poderá substituir o vestibular.
O professor de gramática Renato Colenci, de um cursinho público, aprova este formato, mas lembra que a aplicação das fórmulas não é ruim completamente, pois em sua elaboração há o raciocínio lógico. "Acho também a proposta de o Enem ser o único método de avaliação muito interessante, porque diminui o número grande de etapas dos vestibulares e acaba com o desgaste do vestibulando", afirma Colenci.
"O Enem ficou mais interessante e analítico, valorizando a formação integral do estudante, e não apenas aquilo que ele consegue decorar", afirma Flávia Gonçalves Moreira, professora de matemática de um cursinho da cidade.
MUDANÇAS
Em 2010, o Enem será obrigatório para o aluno da rede pública obter seu diploma do ensino médio. A principal diferença neste ano será a substituição de disciplinas por áreas. Ao invés de língua portuguesa, geografia e história, por exemplo, o currículo será dividido nos segmentos de linguagens e códigos (que inclui a redação), ciências humanas, ciências da natureza e matemática.
REFORMULAÇÃO
O MEC (Ministério da Educação), auxiliado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), disponibilizará no site www.inep.gov.br as habilidades que serão exigidas.(Veja infográfico nesta página)
O MEC alega que a mudança no formato da prova é uma tentativa para reformular o currículo do ensino médio. Em nota, o Instituto informa que "o vestibular nos moldes de hoje produz efeitos insalubres sobre a formação do aluno, que está cada vez mais voltado para o acúmulo excessivo de conteúdos".
DECOREBA
A grande mudança do Enem, reafirmada em muitos discursos do ministro da Educação, Fernando Haddad, é o de livrar os alunos das fórmulas e conteúdos que não exigem o raciocínio dos estudantes. Haverá mais questões contextualizadas, que necessitam do uso de duas ou mais habilidades para a solução. Ao contrário de outros exames, em especial dos vestibulares,
o novo Enem não terá questões de línguas
estrangeiras, como o inglês e o francês.
A Diretoria Regional de Ensino de Araçatuba informou que ainda não recebeu nenhuma diretriz sobre uma possível adaptação na grade curricular das escolas públicas para já se adaptarem ao novo formato da prova.
Candidatos poderão optar por cinco instituições
O candidato a uma vaga no ensino superior poderá concorrer a cinco cursos ou instituições, mas apenas naquelas universidades que adotarem o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como única forma de ingresso.
As instituições que optarem pelo exame na seleção, participarão de um sistema de seleção unificado, informatizado e on-line.
Nesse sistema, as universidades informarão quantas vagas têm disponíveis para cada curso, e qual é o peso que cada uma das grandes áreas do conhecimento terá na nota final do aluno.
Caso a universidade decida utilizar o Enem como segunda fase ou com a nota agregada ao desempenho do aluno em um vestibular próprio, a instituição deverá decidir e publicar as regras de inscrição e participação em seus editais. S.T.
Os coordenadores das escolas destacaram que o novo Enem valoriza o raciocínio dos alunos, deixando de lado as fórmulas que obrigam os estudantes a decorarem o conteúdo. Eles também afirmam que o desgaste dos estudantes será menor, pois em muitas universidades, o Enem poderá substituir o vestibular.
O professor de gramática Renato Colenci, de um cursinho público, aprova este formato, mas lembra que a aplicação das fórmulas não é ruim completamente, pois em sua elaboração há o raciocínio lógico. "Acho também a proposta de o Enem ser o único método de avaliação muito interessante, porque diminui o número grande de etapas dos vestibulares e acaba com o desgaste do vestibulando", afirma Colenci.
"O Enem ficou mais interessante e analítico, valorizando a formação integral do estudante, e não apenas aquilo que ele consegue decorar", afirma Flávia Gonçalves Moreira, professora de matemática de um cursinho da cidade.
MUDANÇAS
Em 2010, o Enem será obrigatório para o aluno da rede pública obter seu diploma do ensino médio. A principal diferença neste ano será a substituição de disciplinas por áreas. Ao invés de língua portuguesa, geografia e história, por exemplo, o currículo será dividido nos segmentos de linguagens e códigos (que inclui a redação), ciências humanas, ciências da natureza e matemática.
REFORMULAÇÃO
O MEC (Ministério da Educação), auxiliado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), disponibilizará no site www.inep.gov.br as habilidades que serão exigidas.(Veja infográfico nesta página)
O MEC alega que a mudança no formato da prova é uma tentativa para reformular o currículo do ensino médio. Em nota, o Instituto informa que "o vestibular nos moldes de hoje produz efeitos insalubres sobre a formação do aluno, que está cada vez mais voltado para o acúmulo excessivo de conteúdos".
DECOREBA
A grande mudança do Enem, reafirmada em muitos discursos do ministro da Educação, Fernando Haddad, é o de livrar os alunos das fórmulas e conteúdos que não exigem o raciocínio dos estudantes. Haverá mais questões contextualizadas, que necessitam do uso de duas ou mais habilidades para a solução. Ao contrário de outros exames, em especial dos vestibulares,
A Diretoria Regional de Ensino de Araçatuba informou que ainda não recebeu nenhuma diretriz sobre uma possível adaptação na grade curricular das escolas públicas para já se adaptarem ao novo formato da prova.
Candidatos poderão optar por cinco instituições
O candidato a uma vaga no ensino superior poderá concorrer a cinco cursos ou instituições, mas apenas naquelas universidades que adotarem o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) como única forma de ingresso.
As instituições que optarem pelo exame na seleção, participarão de um sistema de seleção unificado, informatizado e on-line.
Nesse sistema, as universidades informarão quantas vagas têm disponíveis para cada curso, e qual é o peso que cada uma das grandes áreas do conhecimento terá na nota final do aluno.
Caso a universidade decida utilizar o Enem como segunda fase ou com a nota agregada ao desempenho do aluno em um vestibular próprio, a instituição deverá decidir e publicar as regras de inscrição e participação em seus editais. S.T.


