Por: Melissa Toledo - Associação Paulista de Jornais
Projetar
como será o País nos próximos anos é um desafio para qualquer
pesquisador ou estudioso. Para minimizar essa incerteza e buscar traçar
um panorama das principais carreiras com potencial de crescimento, o
Profuturo (Programa de Estudos do Futuro) da FIA (Fundação Instituto de
Administração), da USP (Universidade de São Paulo), realizou um estudo
que apontou que nanotecnologia, biotecnologia, meio ambiente,
tecnologia digital, comunicação virtual, desenvolvimento de novos
materiais na área médica, qualidade de vida, alimentos, agronegócio,
energia renovável e uso de ativos da flora brasileira são as áreas mais
promissoras e que podem gerar boas oportunidades de emprego no Brasil
na próxima década.
Em alta por uma série de fatores como o aumento da expectativa de vida,
mudanças de comportamento do consumidor e necessidade de preservação
ambiental, as áreas formam as macrotendências que nortearão o mercado e
os negócios até 2020.
De olho nesta realidade e ciente de que um
conjunto de mudanças relativas ao trabalho está em curso, o estudante
Ricardo André Jorge, 18, que se prepara para prestar vestibular,
reflete sobre qual o melhor caminho a seguir. “Sei que como os idosos
estão aumentando muito, a terapia ocupacional é uma profissão do
futuro, mas ainda não tenho certeza se quero. Estou pensando em fazer
uma coisa mais “geral”, como Direito ou Administração, enquanto não
resolvo”, disse.
A opção não estará errada se ele considerar a opinião do diretor do
Núcleo de Administração da Unifran (Universidade de Franca), Aécio
Flávio Lemos. Concordando com a máxima dos estudiosos de que será mais
valorizado o profissional que dominar mais de um campo, o diretor disse
ver na convergência de áreas o caminho ideal a se seguir. “São dois
lados.
O profissional tem tanto que ter uma especialização em uma área
como uma boa noção da necessidade do conhecimento dos princípios
administrativos, por exemplo. Para um profissional da biotecnologia ter
sucesso, tem um componente sério que é o cálculo do custo para saber se
algo é viável ou não. A administração mostra isso”, afirmou.
Embora tenha a convicção de que todas as áreas necessitam de uma boa
administração, Lemos lembra que, independentemente das atividades que
emergem na pesquisa como as áreas de maior crescimento, o talento, a
aptidão e a vocação pessoal devem ter peso na escolha da carreira.
Afinal, o mercado está dilatando as suas áreas e o ideal é tentar
unificar retorno financeiro e prazer. “Todos nós nascemos com um dom ou
com uma tendência para uma ou outra área. A ideal é aquela que se sente
prazer estando nela. Costumo sempre dizer: só fazemos bem aquilo que
amamos e temos que amar aquilo que fazemos”, afirmou o diretor.