Quem for fazer o Enem deste ano vai ter menos questões que o previsto
para se preocupar, mas também menos tempo para resolvê-las.
Serão 180 questões - mais a redação - para serem respondidas em 10 horas de exame. Inicialmente, o tempo para avaliação era de 11h30. Se considerado que o aluno terá uma hora para fazer a redação, ele terá três minutos para responder a cada questão, 15 segundos a menos que na primeira proposta.
As regras definitivas da prova foram publicadas ontem pelo Ministério da Educação (MEC), no Diário Oficial da União. Além de reduzir o número de questões, o MEC também diminuiu o tempo de prova: antes previsto para acontecer em três turnos, divididos em dois dias; o Enem será feito em duas tardes, nos dias 3 e 4 de outubro.
No primeiro dia de prova, os estudantes farão as questões de Ciências da Natureza e Ciências Humanas, com duração de 4h30. No dia seguinte, serão feitas as questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, além da redação, durante 5h30. As inscrições para o exame começam no próximo dia 15, pela internet, e vão até o dia 17 de julho.
Mesmo que as regras só tenham sido oficializadas nesta portaria, nos cursinhos pré-vestibulares já existem estudantes fazendo simulados do Enem, em Vitória. Alunos do Colégio Salesiano de Jardim Camburi, Vitória, enfrentaram a maratona de um dia e meio de prova, no último fim de semana e, como era previsto, saíram exaustos.
"Eles sentiram o impacto do cansaço físico e mental, mas, ao mesmo tempo, ficaram felizes por estarem fazendo um teste, fazendo a nova prova", explicou o coordenador do 3º ano do ensino médio do colégio, Leonardo Gama. Ele explicou ainda que, para ficar pronto, o primeiro simulado do novo Enem da escola levou o dobro do tempo de um simulado tradicional.
O cansaço ficou explícito também no resultado. Enquanto vários conseguiram acertar de 80 a 90% da prova, muitos afirmaram que, para concluí-la no tempo, tiveram que fazer, às pressas, as últimas questões. Para a próxima prova, marcada para julho, eles vão enfrentar cinco dias de prova: os dois dias do Enem mais três com questões discursivas voltadas para quem for fazer o VestUfes.
Cursinhos criticam prazo de alterações
Apesar de considerarem acertadas as mudanças no Enem e a decisão do MEC de fazer do exame a principal forma de acesso ao ensino superior no país, cursinhos pré-vestibulares criticam o prazo das alterações, feitas às pressas, obrigando professores e alunos a correrem para se adaptar às regras.
"Éramos contra ele ser realizado em 2009, mas não contra o exame. Outro problema é o fato de cada universidade usar o Enem de um jeito. Teremos que dividir vários grupos. Contamos com uma programação até 2 de outubro; e outra, depois do dia 5", afirmou a coordenadora do pré-vestibular do Darwin, Heloísa Mannato.
A maioria, porém, refez calendários e aposta no bom desempenho dos alunos. "Tivemos que reprogramar a filosofia de trabalho. Lamentamos o tempo de adaptação, que foi pequeno, mas reclamar não adianta. Faremos, no sábado, um simulado nos moldes do Enem", disse o diretor acadêmico do UP, Dorian Rangel. Posição semelhante tem a coordenação regional do colégio COC. "Não questionamos o benefício trazido pelo exame, mas a forma como está sendo conduzido", disse André Cefali.
"É uma pancada em quem faz um planejamento. A prova também poderia ser feita no fim do ano"
José Vasconcellos coordenador do Pupt
"A única vantagem é não ter que fazer a prova duas vezes no mesmo dia. Continua cansativa"
Caio Lorenção 16, aluno do 2º ano
"Gosto do Enem. Prefiro esse modelo ao vestibular, porque as questões exigem raciocínio lógico"
Rodrigo Rasseli 17, aluno do 3º ano
"A mudança da primeira fase pelo Enem, este ano, é interessante, mas ficou cansativo"
Juliana Mattos 16, aluna do 2º ano
"A diminuição no número de questões não muda nada, porque o tempo de prova também foi reduzido"
Álvaro de Moraes 17 anos, aluno do 3º ano
Sedu aprova mudanças no exame
A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) aprovou as mudanças nas regras para o Enem 2009. No Estado, a prova será aplicada em 41 municípios, cinco a mais do que no ano passado. As cidades acrescentadas à lista do MEC, porém, não coincidem com as sugestões apresentadas pela secretaria.
O secretário estadual de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, afirmou, no entanto, que o aumentou do número de cidades, a diminuição do tempo de prova e do número de questões vai facilitar a aplicação da prova no Estado.
Ele lembrou ainda que, com a realização das provas na parte da tarde, não haverá necessidade de custear a alimentação dos estudantes que precisarem se deslocar de seus municípios de origem para fazer o exame.
Para que todos os alunos da rede pública estadual possam fazer a prova, a Sedu dará apoio logístico, segundo o secretário. "As escolas vão se organizar. Além disso, os municípios já possuem ônibus voltados para o transporte escolar, que podem ser usados para levar os estudantes aos locais de prova, que vão ficar a 20 ou 30km, no máximo, de distância".
Exame deve ser obrigatório no Estado
Fazer
o Enem deve se tornar uma obrigatoriedade para os alunos da rede
pública estadual ainda neste ano. A proposta da Sedu enviada ao
Conselho Estadual de Educação (CEE) será analisada até o próximo dia
15, mas a tendência é de que seja aprovada, segundo o presidente do
conselho, Artelírio Bolsanello.
O conselho ainda vai comunicar o Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Ensino (Sinepe) sobre a intenção de que o exame seja obrigatório em toda a rede, nas escolas públicas e privadas. "Vamos fazer a consulta ao Sinepe, na semana que vem. A nossa intenção é estender o exame para todos", disse.
Segundo o secretário estadual de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, a obrigatoriedade vai permitir avaliar melhor as escolas. "Não queremos perder esse tempo nem correr o risco de não avaliar os alunos agora. No ano passado, já fizemos uma campanha para que mais alunos fizessem a prova e atingimos 50% na última".
Já o Sindicato das Escolas Particulares só deve discutir a questão em assembleia, prevista para junho. O sindicato vê com reservas a extensão da obrigatoriedade para as escolas particulares.
Elas se preparam para a maratona de provas
Para as amigas Camila Araújo, 17, Noila Moulin, 17, Mariah Bergami, 17, e Junnyane Gasparini, 17, a redução no número de questões do Enem não torna a prova menos desgastante. As meninas estão empenhadas para passar no vestibular, e fizeram um simulado nos moldes do exame, no último final de semana.
"Fiz a prova com 50 questões para cada área e achei muito cansativa. Não terminei as questões de Matemática, por exemplo. Mesmo com a redução de 20 questões, ainda é muito", diz Camila.
Junnyane calcula que "chutou" cerca de seis questões do simulado, porque não teve tempo para analisar todos os problemas matemáticos.
Mariah faz coro sobre a extensão da prova. "O número de questões diminuiu para 180, mas o tempo de prova também. Vai continuar cansativo".
Noila também considera o número de questões um entrave, mas está feliz com as mudanças no vestibular da Ufes. "O Enem servirá apenas para classificar o aluno, então, a pontuação das discursivas valerão mais", analisa. (Carla Nascimento)
"Com 180 questões, em vez de 200, o Enem deve ficar um pouco menos cansativo do que o previsto "
Thaís Ferrarini 16 anos, aluna do 3º ano
Serão 180 questões - mais a redação - para serem respondidas em 10 horas de exame. Inicialmente, o tempo para avaliação era de 11h30. Se considerado que o aluno terá uma hora para fazer a redação, ele terá três minutos para responder a cada questão, 15 segundos a menos que na primeira proposta.
As regras definitivas da prova foram publicadas ontem pelo Ministério da Educação (MEC), no Diário Oficial da União. Além de reduzir o número de questões, o MEC também diminuiu o tempo de prova: antes previsto para acontecer em três turnos, divididos em dois dias; o Enem será feito em duas tardes, nos dias 3 e 4 de outubro.
No primeiro dia de prova, os estudantes farão as questões de Ciências da Natureza e Ciências Humanas, com duração de 4h30. No dia seguinte, serão feitas as questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, além da redação, durante 5h30. As inscrições para o exame começam no próximo dia 15, pela internet, e vão até o dia 17 de julho.
Mesmo que as regras só tenham sido oficializadas nesta portaria, nos cursinhos pré-vestibulares já existem estudantes fazendo simulados do Enem, em Vitória. Alunos do Colégio Salesiano de Jardim Camburi, Vitória, enfrentaram a maratona de um dia e meio de prova, no último fim de semana e, como era previsto, saíram exaustos.
"Eles sentiram o impacto do cansaço físico e mental, mas, ao mesmo tempo, ficaram felizes por estarem fazendo um teste, fazendo a nova prova", explicou o coordenador do 3º ano do ensino médio do colégio, Leonardo Gama. Ele explicou ainda que, para ficar pronto, o primeiro simulado do novo Enem da escola levou o dobro do tempo de um simulado tradicional.
O cansaço ficou explícito também no resultado. Enquanto vários conseguiram acertar de 80 a 90% da prova, muitos afirmaram que, para concluí-la no tempo, tiveram que fazer, às pressas, as últimas questões. Para a próxima prova, marcada para julho, eles vão enfrentar cinco dias de prova: os dois dias do Enem mais três com questões discursivas voltadas para quem for fazer o VestUfes.
Cursinhos criticam prazo de alterações
Apesar de considerarem acertadas as mudanças no Enem e a decisão do MEC de fazer do exame a principal forma de acesso ao ensino superior no país, cursinhos pré-vestibulares criticam o prazo das alterações, feitas às pressas, obrigando professores e alunos a correrem para se adaptar às regras.
"Éramos contra ele ser realizado em 2009, mas não contra o exame. Outro problema é o fato de cada universidade usar o Enem de um jeito. Teremos que dividir vários grupos. Contamos com uma programação até 2 de outubro; e outra, depois do dia 5", afirmou a coordenadora do pré-vestibular do Darwin, Heloísa Mannato.
A maioria, porém, refez calendários e aposta no bom desempenho dos alunos. "Tivemos que reprogramar a filosofia de trabalho. Lamentamos o tempo de adaptação, que foi pequeno, mas reclamar não adianta. Faremos, no sábado, um simulado nos moldes do Enem", disse o diretor acadêmico do UP, Dorian Rangel. Posição semelhante tem a coordenação regional do colégio COC. "Não questionamos o benefício trazido pelo exame, mas a forma como está sendo conduzido", disse André Cefali.
"É uma pancada em quem faz um planejamento. A prova também poderia ser feita no fim do ano"
José Vasconcellos coordenador do Pupt
"A única vantagem é não ter que fazer a prova duas vezes no mesmo dia. Continua cansativa"
Caio Lorenção 16, aluno do 2º ano
"Gosto do Enem. Prefiro esse modelo ao vestibular, porque as questões exigem raciocínio lógico"
Rodrigo Rasseli 17, aluno do 3º ano
"A mudança da primeira fase pelo Enem, este ano, é interessante, mas ficou cansativo"
Juliana Mattos 16, aluna do 2º ano
"A diminuição no número de questões não muda nada, porque o tempo de prova também foi reduzido"
Álvaro de Moraes 17 anos, aluno do 3º ano
Sedu aprova mudanças no exame
A Secretaria Estadual de Educação (Sedu) aprovou as mudanças nas regras para o Enem 2009. No Estado, a prova será aplicada em 41 municípios, cinco a mais do que no ano passado. As cidades acrescentadas à lista do MEC, porém, não coincidem com as sugestões apresentadas pela secretaria.
O secretário estadual de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, afirmou, no entanto, que o aumentou do número de cidades, a diminuição do tempo de prova e do número de questões vai facilitar a aplicação da prova no Estado.
Ele lembrou ainda que, com a realização das provas na parte da tarde, não haverá necessidade de custear a alimentação dos estudantes que precisarem se deslocar de seus municípios de origem para fazer o exame.
Para que todos os alunos da rede pública estadual possam fazer a prova, a Sedu dará apoio logístico, segundo o secretário. "As escolas vão se organizar. Além disso, os municípios já possuem ônibus voltados para o transporte escolar, que podem ser usados para levar os estudantes aos locais de prova, que vão ficar a 20 ou 30km, no máximo, de distância".
Exame deve ser obrigatório no Estado
Fazer
O conselho ainda vai comunicar o Sindicato dos Estabelecimentos Privados de Ensino (Sinepe) sobre a intenção de que o exame seja obrigatório em toda a rede, nas escolas públicas e privadas. "Vamos fazer a consulta ao Sinepe, na semana que vem. A nossa intenção é estender o exame para todos", disse.
Segundo o secretário estadual de Educação, Haroldo Corrêa Rocha, a obrigatoriedade vai permitir avaliar melhor as escolas. "Não queremos perder esse tempo nem correr o risco de não avaliar os alunos agora. No ano passado, já fizemos uma campanha para que mais alunos fizessem a prova e atingimos 50% na última".
Já o Sindicato das Escolas Particulares só deve discutir a questão em assembleia, prevista para junho. O sindicato vê com reservas a extensão da obrigatoriedade para as escolas particulares.
Elas se preparam para a maratona de provas
Para as amigas Camila Araújo, 17, Noila Moulin, 17, Mariah Bergami, 17, e Junnyane Gasparini, 17, a redução no número de questões do Enem não torna a prova menos desgastante. As meninas estão empenhadas para passar no vestibular, e fizeram um simulado nos moldes do exame, no último final de semana.
"Fiz a prova com 50 questões para cada área e achei muito cansativa. Não terminei as questões de Matemática, por exemplo. Mesmo com a redução de 20 questões, ainda é muito", diz Camila.
Junnyane calcula que "chutou" cerca de seis questões do simulado, porque não teve tempo para analisar todos os problemas matemáticos.
Mariah faz coro sobre a extensão da prova. "O número de questões diminuiu para 180, mas o tempo de prova também. Vai continuar cansativo".
Noila também considera o número de questões um entrave, mas está feliz com as mudanças no vestibular da Ufes. "O Enem servirá apenas para classificar o aluno, então, a pontuação das discursivas valerão mais", analisa. (Carla Nascimento)
"Com 180 questões, em vez de 200, o Enem deve ficar um pouco menos cansativo do que o previsto "
Thaís Ferrarini 16 anos, aluna do 3º ano


