Contrário ao uso do Enem como única forma de ingresso ao Ensino
Superior, o procurador Max Palombo, do Ministério Público Federal,
ingressou com ação civil pública contra a Universidade Federal de
Pelotas (UFPel). Em caráter liminar, o pedido foi acatado pela Justiça,
o que significa que a universidade não poderá utilizar apenas o Enem
como forma de seleção para o ano que vem. A UFPel recorrerá da decisão.
Em entrevista a ZH, Palombo fala das razões que motivaram a intervenção
no vestibular. Confira os principais trechos da conversa:
Zero Hora – Por que o Ministério Público Federal decidiu intervir no vestibular da Universidade Federal de Pelotas?
Max Palombo – A UFPel, em relação a outras universidades, adotou uma forma de adesão mais extrema, ou seja, o Enem será o único critério de acesso. Há uma série de problemas, visto que a avaliação deste ano é nova. Embora seja o mesmo tipo de avaliação de anos anteriores, o número de questões aumentou, sendo o triplo do número do ano passado.
ZH – Que tipo de prejuízo teriam os estudantes?
Palombo – Os estudantes relatam que a preparação era toda feita para um tipo de avaliação, que é o vestibular tradicional, mais centrado em raciocínio. Os conteúdos também são diferentes, pois os vestibulares têm conteúdos regionalizados, literatura e história do Estado, e o Enem tem prova única no país todo. A pressa fez com que neste ano não seja aplicada língua estrangeira porque não conseguiram organizar a tempo. Isso denota uma certa falta de planejamento para se adotar esse ano.
ZH – O que seria o ideal?
Palombo – O ideal é fazer o Enem este ano, com
as modificações, para no ano que
vem ser adotado pelas universidades que quiserem. E não assim, definido
alguns meses antes. O fato de a prova ser feita em outubro também
forçará as escolas a se adaptarem para dar o conteúdo até o começo de
outubro, quando é feita a prova.
ZH – O senhor acredita que ações semelhantes podem ser ajuizadas contra outras universidades que pretendem adotar o Enem como única forma de ingresso?
Palombo – Poder, podem. Vai depender de algum interessado manifestar isso, mas acho que sim, principalmente naquelas universidades em que o Enem vai ser adotado como forma única de acesso. Como é tudo muito rápido, a prova já é em outubro, essa questão tem que ser decidida o mais breve possível.
Zero Hora – Por que o Ministério Público Federal decidiu intervir no vestibular da Universidade Federal de Pelotas?
Max Palombo – A UFPel, em relação a outras universidades, adotou uma forma de adesão mais extrema, ou seja, o Enem será o único critério de acesso. Há uma série de problemas, visto que a avaliação deste ano é nova. Embora seja o mesmo tipo de avaliação de anos anteriores, o número de questões aumentou, sendo o triplo do número do ano passado.
ZH – Que tipo de prejuízo teriam os estudantes?
Palombo – Os estudantes relatam que a preparação era toda feita para um tipo de avaliação, que é o vestibular tradicional, mais centrado em raciocínio. Os conteúdos também são diferentes, pois os vestibulares têm conteúdos regionalizados, literatura e história do Estado, e o Enem tem prova única no país todo. A pressa fez com que neste ano não seja aplicada língua estrangeira porque não conseguiram organizar a tempo. Isso denota uma certa falta de planejamento para se adotar esse ano.
ZH – O que seria o ideal?
Palombo – O ideal é fazer o Enem este ano, com
ZH – O senhor acredita que ações semelhantes podem ser ajuizadas contra outras universidades que pretendem adotar o Enem como única forma de ingresso?
Palombo – Poder, podem. Vai depender de algum interessado manifestar isso, mas acho que sim, principalmente naquelas universidades em que o Enem vai ser adotado como forma única de acesso. Como é tudo muito rápido, a prova já é em outubro, essa questão tem que ser decidida o mais breve possível.


