Por: Lúcia Pires - Zero Hora
Bom salário, emprego certo, estabilidade e até casa, comida e ajuda de
custo na faculdade. Vantagens que, combinadas com paixão e gosto pela
carreira militar, levam direto para as academias das Forças Armadas.
Na
Marinha, as inscrições para o vestibular 2009 estão abertas. Mas é bom
saber: a disputa pelas vagas é acirradíssima e vai exigir muito do
candidato. Exclusiva a homens com até 22 anos, a carreira de um oficial
da Marinha é construída com muito estudo e preparação.
O curso é em
regime de internato, na sede da Escola Naval, fundada em Portugal em
1782 e trazida para o Rio pela Família Real. Boa parte dos candidatos
começa os estudos no Colégio Naval (Ensino Médio) e garante vaga na
escola, que equivale a uma faculdade.
Mas todo ano, estudantes de todo
o país têm a chance de ingressar. As provas são em Porto Alegre. Como
nas demais instituições militares, durante o curso os alunos têm
horário para acordar, treinamentos físicos e dois turnos de estudo por
dia. São quadro anos de preparação.
" No final do primeiro ano,
escolhemos uma formação para seguir na carreira. Podemos integrar o
corpo da Armada (tripulação de navios), de Fuzileiros Navais (atua em
quartéis e em missões especiais) ou de Intendentes (administração, em
navios ou em quartéis)" explica o capitão-tenente Adriano Pires da
Cruz, que deixou a Escola em 1998 e atua em Rio Grande. Depois de
quatro anos na condição de estudante e aspirante à carreira, explica o
oficial, os alunos precisam embarcar no navio escola para fazer a "viagem de ouro", que dura quase um ano.
É assim que os guardas da
Marinha se tornam oficiais no posto de 2º tenente. O oficial ainda
poderá se especializar em Sistemas de Armas, Eletrônica ou Mecânica e
escolher o local de trabalho no país. "O que mais atrai os jovens é a
oportunidade de viajar. Isso dá um conhecimento privilegiado ao longo
da carreira. Outra vantagem é a gama de opções da Marinha. Temos
navios, mas também aviões, helicópteros e uma tropa terrestre grande,
com os fuzileiros" diz o Capitão-de-Mar-e-Guerra, Flávio Augusto Viana
Rocha.
Com 28 anos de carreira, o capitão Flávio lembra o trabalho
submarino da Marinha, com os mergulhadores. E faz um alerta: - A nossa
tecnologia é muito avançada e ela exige capacitação e muito estudo.