Três novas graduações já estão aprovadas e podem figurar na lista de opções do próximo concurso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com data prevista para ocorrer de 10 a 14 de janeiro. O edital deve ser publicado em agosto. Até o final do mês, a instituição deve avaliar outros cursos e ratificar a proposta de uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), cujo prazo de inscrição termina nesta sexta-feira.

A principal mudança na lista do próximo concurso da UFRGS está no Instituto de Química que prevê o curso de Tecnologia em Química Analítica. A modalidade, oferecida em três anos, representa ampliação e uma reformulação importante na área.

– É uma modernização. Os alunos entrarão em Química e depois resolverão se vão sair tecnólogos ou se ficam mais dois anos estudando para obter o título de bacharel em Química ou químico industrial. O início do curso será igual para todos – conta o diretor, Roberto Fernando de Souza.

Serviço Social e o bacharelado em Políticas Públicas também foram aprovados pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) na quarta-feira passada. Até o final do mês, a decisão deverá ser confirmada no Conselho Universitário.

Foi aprovada ainda a ampliação de vagas em cursos existentes e mais lugares no turno da noite. O maior crescimento foi no curso de Administração, que recebeu 80 novas vagas vinculadas à linha de formação em Administração Pública e Social no turno da noite.

– Duas das três novas graduações estão voltadas para o setor público. É um dos papéis da universidade – diz a pró-reitora de Graduação, Valquíria Bassani.

O crescimento da UFRGS faz parte do plano de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do governo federal.

Tecnologia em Química Analítica

A graduação tecnológica da UFRGS vai funcionar no Instituto de Química para acelerar o ingresso dos estudantes no mercado de trabalho. O curso diurno vai dividir 70 vagas com os bacharelados em Química e Química Industrial. Mais 40 vagas serão oferecidas à noite para Química Industrial e a licenciatura, que ocupava o turno da tarde.

Conforme o diretor do instituto, Roberto Fernando de Souza, os alunos ingressam cada vez mais jovens e a escolha antecipada do curso é um grande dilema. Com a nova oferta, mesmo depois de concluir a faculdade, os alunos poderão complementar a formação.

– Com o curso tecnológico, vamos levar os estudantes mais rápido ao mercado. Há muita demanda para atender a indústrias do polo petroquímico e da química analítica. O tecnólogo será preparado para análises químicas e para assumir a responsabilidade por funcionamento de laboratórios, entre outras atividades – afirma o diretor do instituto, Roberto Fernando de Souza.

A estreia do Serviço Social

Com 30 vagas para o turno da noite, o Instituto de Psicologia inaugura o curso de Serviço Social em 2010. Os novos alunos cumprirão em nove semestres o primeiro currículo da rede pública oferecido na Capital. O projeto está baseado em características regionais e aproveita a experiência do instituto em produção científica e metodologia de intervenção na área social.

Para a criação do curso, há o envolvimento de 15 departamentos e houve cadastramentos de 32 novas disciplinas. O curso prevê 480 horas de estágios, previstos em seis momentos, iniciados a partir da quinta etapa do curso. As provas de redação e história terão os maiores pesos no vestibular.

Bacharelado em Políticas Públicas

O novo curso do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) em Políticas Públicas abrirá 50 vagas no turno da noite. A graduação vai durar quatro anos, com abordagem multidisciplinar inédita no Estado. Ao longo da formação, os alunos terão conteúdos de antropologia, ciência política e sociologia, com a participação dos departamentos de ciências econômicas, história, ciências administrativas, estatística, estudos especializados, ciências penais, direito privado e processo civil, direito público e filosofia do direito, e línguas modernas.

Conforme a proposta, o novo analista terá competência para atuar em diferentes atividades das políticas públicas. O mercado previsto são organizações nacionais e internacionais, públicas, sociais e de mercado.