Ele cursou parte de duas faculdades: Física e Matemática. E o que
parecia ter sido dois erros, acabou levando Gabriel Roisenberg
Rodrigues, 30 anos, ao que sempre sonhou.
Em 2003, o estudante decidiu mudar de curso pela terceira vez. E foi radical. Prestou novo vestibular na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para Letras. Acertou em cheio.
Em pouco mais de cinco anos, concluiu a graduação, deve entregar a dissertação de mestrado nos próximos dias (em tempo recorde) e está de malas prontas para Michigan, nos EUA.
Depois de passar por uma bateria de provas, Gabriel foi aprovado para cursar o doutorado na Michigan State University, uma das maiores universidades americanas. Tudo porque misturou suas duas paixões: a matemática e o português. Antes do embarque, marcado para o dia 14, Gabriel conversou com o Vestibular.
Vestibular – Foi difícil largar os dois cursos da área das exatas e mudar completamente?
Gabriel – Sim, foi difícil. Eu gostava dos cursos, mas, ao mesmo tempo, me sentia limitado por só poder estudar aquilo. Me parecia ser algo limitante e árido demais. Agora, vendo a coisa em perspectiva, acho que era muito mais imaturidade do que qualquer outra coisa. Tive bastante apoio da família nas minhas escolhas, mas para ser franco, eu me sentia bastante inseguro.
Vestibular – Como surgiu o interesse por Letras?
Gabriel – Eu sempre gostei de literatura. Quando ingressei no curso, escolhi a licenciatura, pensando em abrir mais o campo de trabalho no magistério. Mas, ao longo da faculdade, descobri a linguística. Então, pude aplicar a matemática e gostei. Comecei a formalizar hipóteses, a verificar e a comprovar o funcionamento da língua. Isso não é comum, porque o curso de Letras sempre chama a atenção pelo aspecto humano e pela literatura.
Vestibular – Como foi o curso?
Gabriel – Quando vi a possibilidade de não precisar me afastar tanto da matemática me entusiasmei ainda mais. Comecei a iniciação científica e, indicado por meu orientador, participei da seleção de mestrado ainda na faculdade. Na pesquisa, a gente aprende a ler uma obra original. É muito interessante.
Vestibular – O que aconteceu depois da formatura?
Gabriel – Quando fui fazer a minha matrícula no mestrado, me perguntaram se eu queria estudar nos Estados Unidos. Então, fiquei sabendo que uma professora da UFRGS, pesquisadora em Michigan, queria um aluno e o meu nome fora indicado. A partir daí, comecei a estudar muito para terminar o mestrado (a conclusão será em um ano e meio, dias antes do embarque para os EUA) e poder realizar este sonho de viver a academia americana. Para isso, contei com bolsa de estudo da Capes.
Vestibular – Como
foi a preparação para Michigan?
Gabriel – Muito estudo. Além de ter de acelerar o mestrado, passei por testes de inglês que exigiram a língua culta e a demonstração de habilidades cognitivas, com questões de matemática, leitura e interpretação. Tive de reforçar a língua e estou virando noites para escrever meu trabalho em tempo para o embarque.
Vestibular – O que você já sabe da nova universidade?
Gabriel – Vou morar no campus, na cidade de East Lansing, e ter uma vida suburbana. É o maior conjunto de dormitórios estudantis dos EUA. O prédio é só para estudantes de pós-graduação e as regras, como a do silêncio, são mais rígidas do que na área da graduação. Há salas de estudo, restaurante e a possibilidade de internet e TV a cabo nos quartos. Eu pedi para dividir um quarto para ficar mais barato no início. Vou ficar cinco anos por lá. Para cursar o doutorado, vou receber U$ 1,5 mil por mês, plano de saúde, além de poder testar as hipóteses de construções gramaticais que desenvolvi em várias línguas.
Em 2003, o estudante decidiu mudar de curso pela terceira vez. E foi radical. Prestou novo vestibular na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para Letras. Acertou em cheio.
Em pouco mais de cinco anos, concluiu a graduação, deve entregar a dissertação de mestrado nos próximos dias (em tempo recorde) e está de malas prontas para Michigan, nos EUA.
Depois de passar por uma bateria de provas, Gabriel foi aprovado para cursar o doutorado na Michigan State University, uma das maiores universidades americanas. Tudo porque misturou suas duas paixões: a matemática e o português. Antes do embarque, marcado para o dia 14, Gabriel conversou com o Vestibular.
Vestibular – Foi difícil largar os dois cursos da área das exatas e mudar completamente?
Gabriel – Sim, foi difícil. Eu gostava dos cursos, mas, ao mesmo tempo, me sentia limitado por só poder estudar aquilo. Me parecia ser algo limitante e árido demais. Agora, vendo a coisa em perspectiva, acho que era muito mais imaturidade do que qualquer outra coisa. Tive bastante apoio da família nas minhas escolhas, mas para ser franco, eu me sentia bastante inseguro.
Vestibular – Como surgiu o interesse por Letras?
Gabriel – Eu sempre gostei de literatura. Quando ingressei no curso, escolhi a licenciatura, pensando em abrir mais o campo de trabalho no magistério. Mas, ao longo da faculdade, descobri a linguística. Então, pude aplicar a matemática e gostei. Comecei a formalizar hipóteses, a verificar e a comprovar o funcionamento da língua. Isso não é comum, porque o curso de Letras sempre chama a atenção pelo aspecto humano e pela literatura.
Vestibular – Como foi o curso?
Gabriel – Quando vi a possibilidade de não precisar me afastar tanto da matemática me entusiasmei ainda mais. Comecei a iniciação científica e, indicado por meu orientador, participei da seleção de mestrado ainda na faculdade. Na pesquisa, a gente aprende a ler uma obra original. É muito interessante.
Vestibular – O que aconteceu depois da formatura?
Gabriel – Quando fui fazer a minha matrícula no mestrado, me perguntaram se eu queria estudar nos Estados Unidos. Então, fiquei sabendo que uma professora da UFRGS, pesquisadora em Michigan, queria um aluno e o meu nome fora indicado. A partir daí, comecei a estudar muito para terminar o mestrado (a conclusão será em um ano e meio, dias antes do embarque para os EUA) e poder realizar este sonho de viver a academia americana. Para isso, contei com bolsa de estudo da Capes.
Vestibular – Como
Gabriel – Muito estudo. Além de ter de acelerar o mestrado, passei por testes de inglês que exigiram a língua culta e a demonstração de habilidades cognitivas, com questões de matemática, leitura e interpretação. Tive de reforçar a língua e estou virando noites para escrever meu trabalho em tempo para o embarque.
Vestibular – O que você já sabe da nova universidade?
Gabriel – Vou morar no campus, na cidade de East Lansing, e ter uma vida suburbana. É o maior conjunto de dormitórios estudantis dos EUA. O prédio é só para estudantes de pós-graduação e as regras, como a do silêncio, são mais rígidas do que na área da graduação. Há salas de estudo, restaurante e a possibilidade de internet e TV a cabo nos quartos. Eu pedi para dividir um quarto para ficar mais barato no início. Vou ficar cinco anos por lá. Para cursar o doutorado, vou receber U$ 1,5 mil por mês, plano de saúde, além de poder testar as hipóteses de construções gramaticais que desenvolvi em várias línguas.


