São Gonçalo do Rio Abaixo - Após enfrentar problemas financeiros em
decorrência da crise mundial, a unidade da Universidade Presidente
Antônio Carlos (Unipac) de São Gonçalo adota estratégia para driblar
concorrência interna dentro da própria instituição.
A partir do próximo semestre, a unidade vai desativar o curso de enfermagem e os graduandos serão transferidos para a Unipac de Itabira. Em dezembro de 2008, a Unipac ganhou destaque na mídia regional e estadual após atraso nos vencimentos de professores.
Na época, a universidade alegou que os problemas financeiros seriam conseqüência de concorrência gerada pelas várias faculdades particulares aliada à dificuldade de obtenção de crédito junto às instituições bancárias.
Conforme declarações de alunos, estratégia anunciada pela Unipac na última semana, prevê a transferência dos graduandos do curso de enfermagem de São Gonçalo para a unidade em Itabira. De acordo com o estudante do 6º período, Sérgio Henrique da Silva Braga, declarações da direção da instituição alegavam que a mudança seria uma forma de evitar a concorrência interna já que o mesmo curso é ofertado em cidades relativamente próximas.
Braga também ressaltou que a direção da universidade apontou benefício aos estudantes. Isto porque, a Unipac de Itabira possui melhor estrutura se comparada com as instalações de São Gonçalo.
A mudança vai gerar um desconto de 15% do valor das mensalidades. A expectativa do estudante é de que a novidade proporcione melhoria no ensino. A graduanda do 6º período de enfermagem, Leila Cristina Alves, também avalia positivamente a iniciativa. Ela comenta que o laboratório de enfermagem da Unipac de Itabira dispõe de equipamentos modernos. Leila afirma que a mudança já era de interesse dos alunos.
Negociações semelhantes não tiveram êxito junto aos alunos do curso de educação física. Apesar de proposta de 50% de desconto na mensalidade estudantes não concordaram com a migração, conforme informou Rafael Aguiar Marques, aluno do 6º período. Ele alega que a proposta foi rejeitada porque a infra-estrutura da universidade de São Gonçalo é melhor se comparada a da vizinha Itabira.
Versão da Unipac
O diretor acadêmico da Unipac, Domenico Dedolt, alega que a migração tem o objetivo de fortalecer o sistema de ensino da instituição. Ele diz que a mudança não tem relação com os problemas financeiros enfrentados pela Universidade no ano passado e afirma que a questão já foi solucionada.
Dedolt justifica que a transferência do curso de enfermagem é
conseqüência da migração do
sistema estadual para sistema federal de ensino adotado pela Unipac.
Questionado sobre o fracasso das negociações junto aos alunos de
educação física, o diretor acadêmico diz desconhecê-las. Notificação
Conforme divulgou o jornal Estado de Minas, na edição dessa
terça-feira, 28, a Unipac está na lista das instituições de ensino de
Minas Gerais que foram notificadas pelo Ministério da Educação.
O motivo seria irregularidade no quadro de corpo docente, como carência de mestres e doutores e ausência de profissionais em regime de tempo integral. Decreto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) determina que a instituições de ensino devem manter um terço de professores com título de mestrado e doutorado e um terço dos professores deve atuar em tempo integral. O diretor acadêmico Domenico Dedolt diz desconhecer a informação e alega que a migração para o sistema federal de ensino pode ter acarretado algumas divergências, mas providências estão sendo adotadas. "Estamos reforçando questões pedagógicas e administrativas", justifica Dedolt.
A partir do próximo semestre, a unidade vai desativar o curso de enfermagem e os graduandos serão transferidos para a Unipac de Itabira. Em dezembro de 2008, a Unipac ganhou destaque na mídia regional e estadual após atraso nos vencimentos de professores.
Na época, a universidade alegou que os problemas financeiros seriam conseqüência de concorrência gerada pelas várias faculdades particulares aliada à dificuldade de obtenção de crédito junto às instituições bancárias.
Conforme declarações de alunos, estratégia anunciada pela Unipac na última semana, prevê a transferência dos graduandos do curso de enfermagem de São Gonçalo para a unidade em Itabira. De acordo com o estudante do 6º período, Sérgio Henrique da Silva Braga, declarações da direção da instituição alegavam que a mudança seria uma forma de evitar a concorrência interna já que o mesmo curso é ofertado em cidades relativamente próximas.
Braga também ressaltou que a direção da universidade apontou benefício aos estudantes. Isto porque, a Unipac de Itabira possui melhor estrutura se comparada com as instalações de São Gonçalo.
A mudança vai gerar um desconto de 15% do valor das mensalidades. A expectativa do estudante é de que a novidade proporcione melhoria no ensino. A graduanda do 6º período de enfermagem, Leila Cristina Alves, também avalia positivamente a iniciativa. Ela comenta que o laboratório de enfermagem da Unipac de Itabira dispõe de equipamentos modernos. Leila afirma que a mudança já era de interesse dos alunos.
Negociações semelhantes não tiveram êxito junto aos alunos do curso de educação física. Apesar de proposta de 50% de desconto na mensalidade estudantes não concordaram com a migração, conforme informou Rafael Aguiar Marques, aluno do 6º período. Ele alega que a proposta foi rejeitada porque a infra-estrutura da universidade de São Gonçalo é melhor se comparada a da vizinha Itabira.
Versão da Unipac
O diretor acadêmico da Unipac, Domenico Dedolt, alega que a migração tem o objetivo de fortalecer o sistema de ensino da instituição. Ele diz que a mudança não tem relação com os problemas financeiros enfrentados pela Universidade no ano passado e afirma que a questão já foi solucionada.
Dedolt justifica que a transferência do curso de enfermagem é
O motivo seria irregularidade no quadro de corpo docente, como carência de mestres e doutores e ausência de profissionais em regime de tempo integral. Decreto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) determina que a instituições de ensino devem manter um terço de professores com título de mestrado e doutorado e um terço dos professores deve atuar em tempo integral. O diretor acadêmico Domenico Dedolt diz desconhecer a informação e alega que a migração para o sistema federal de ensino pode ter acarretado algumas divergências, mas providências estão sendo adotadas. "Estamos reforçando questões pedagógicas e administrativas", justifica Dedolt.


