Quem pretende ir bem na redação do Enem pode até cometer (pequenos) erros de português, mas há algo que o avaliador não vai perdoar: o desrespeito aos direitos humanos.

Pelas regras da redação, defender temas como nazismo e racismo, por exemplo, faz o aluno perder pontos. "Não tem como defender esse tipo de tema. Se o fizer, o aluno vai mostrar que é radical. E toda forma de radicalismo é condenada numa redação" disse Maria Aparecida Custódio, professora do laboratório de redação do rede de colégios Objetivo.

Ser explícito quanto à necessidade de respeitar direitos humanos é exigência do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), segundo ela. Vestibulares, comparou, não costumam fazê-lo de uma forma etão específica quanto promete fazer a nova avaliação.

O diretor de avaliação da educação básica do Inep (órgão responsável pelo Enem), Heliton Tavares, diz que essas regras ajudam a direcionar o candidato que faz a redação. Parâmetros estão no site do Enem Os parâmetros da redação estão no site do Enem, mas a consulta às informações é complicada: é preciso acessar a última das sete páginas de um arquivo em formato PDF.

O link está no endereço www.enem. inep.gov.br/portaria enem20092.pdf
. Para ter um bom desempenho, o aluno deve se ater ao tema exigido e saber argumentar. Expor pontos positivos e negativos em relação ao assunto abordado é importante para mostrar senso crítico, afirma a professora.

O candidato deve, ainda, fugir de soluções utópicas para o tema da redação. Se o Enem pedir a solução para a sujeira nos municípios, por exemplo, não basta escrever que o problema seria resolvido se cada cidadão cuidasse do seu próprio. "O aluno tem que abordar a questão de maneira racional" destaca a professora Maria Aparecida Custódio.