Que tal se formar em uma escola de rock, de videogame ou conseguir o diploma superior de cabeleireiro ou esteticista?

Pessoas com habilidade em produzir jogos digitais, cuidar da beleza e interessados em vinho ou cachaça agora têm a chance de conquistar uma vaga em cursos superiores nessas áreas. Até os roqueiros já contam com um curso de formação. Com o diploma, o aluno recebe o título de tecnólogo e está habilitado para fazer pós-graduação. A seguir, você confere seis sugestões bem diferentes.

Estética e cosmética

Maquiagem, depilação, massagem e uma série de outras técnicas são apresentadas aos alunos do curso. Nas aulas teóricas, o aluno estuda citologia e histologia, princípios básicos da química, fundamentos de microbiologia, parasitologia e anatomofisiologia.

A parte prática traz nutrição e estética, aromaterapia e cromoterapia aplicada à estética, visagismo e maquilagem, depilação, drenagem linfática, podologia, limpeza facial e massagem.

Segundo a coordenadora do curso no Iesb, Thaís Fragelli, o mercado está muito receptivo e procura profissionais qualificados. "A estética hoje está crescendo com a busca por serviços para envelhecer bem e saudável", pontua.

Sabendo disso, Renata Costa, 18 anos, e Raquel Prado (foto), 23, resolveram se dedicar ao que gostam e ainda ter diploma de ensino superior. Quem se forma em estética e cosmética pode trabalhar em clínicas, spas, academias, hotéis, clubes, salões de beleza, eventos de moda e shoppings, com serviços de massoterapia.

Onde cursar: IESB. Forma de ingresso: vestibular semestral Duração: 3 anos. Mensalidade: R$ 790. Informações: (61) 3348-4800 e www.iesb.br

Formação em músicos e produtores de rock

Capacitação para o sucesso no mercado profissional. É isso que a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), de São Leopoldo (RS), única a oferecer o curso no Brasil, pretende proporcionar a seus alunos. "Os cursos existentes tratavam só a questão prática musical, sem lidar com o gerenciamento da carreira, produção musical e gravação", observa o coordenador, João Paulo Sefrin.

O curso é apoiado em três pontos: performance musical (projetos cover, criação de arranjos, canções, shows), produção (o papel do produtor, produção de bandas, visita a estúdios) e gerenciamento de carreira (noções de marketing, veiculação da marca, legislação para negociação e contratos).

Sefrin lembra que as disciplinas não ficam restritas ao rock. "Abordamos todo o fenômeno da música a partir do rock, mas não temos preconceito a qualquer gênero musical".

Onde cursar: Unisinos, de São Leopoldo (RS)
Forma de ingresso: vestibular semestral
Duração: 2 anos e meio. Mensalidade: média de R$ 1 mil.
Informações: (51) 3591-1122, ramal 1372 ou www.unisinos.br

Visagismo e estética capilar

O curso qualifica especialistas em técnicas de harmonia entre rosto, maquiagem e penteado, com formação que ultrapassa os limites dos salões e institutos de beleza. O aluno recebe noções de modelagem dos cabelos, penteados, corte, colorimetria e aprende a orientar clientes sobre o melhor visual.

"Mostramos como explorar a beleza natural do cliente. Com o diagnóstico da beleza da pessoa, é possível decidir o que fica bem, se é corte, franja, cor do cabelo, textura, tudo em harmonia com os olhos e o sorriso", ressalta o coordenador do curso no centro universitário UDF e renomado cabeleireiro Hélio Nakanishi. As aulas práticas são ministradas no salão de beleza Metamorphose, no Setor Comercial Sul.

Antes de concluírem a graduação, os universitários já recebem certificações intermediárias, que os qualificam para a atuação precoce no mercado, em diferentes funções e ocupações associadas à graduação. A primeira é de esteticista capilar, depois colorista capilar, gerente de unidade de estética capilar, e, por fim, especialista em estética capilar.

O curso possibilita a atuação em áreas que exigem um alto nível de cuidado com o cabelo, como cinema, teatro, TV, eventos de moda e publicidade. Para quem pretende trabalhar com salão de beleza, como Adele Tolentino (foto), 22 anos, há orientações sobre construção da gestão, marketing e logística, aspectos essenciais para montar um negócio. A moça trabalha na função de caixa em um salão e quer se tornar cabeleireira. "Fazer o curso é um diferencial", acredita.

Onde cursar: Centro Universitário UDF
Forma de ingresso: vestibular semestral
Duração: 2 anos
Mensalidade: média de R$ 700
Informações: (61) 3704-8825 e www.udf.edu.br

Jogos digitais

Tecnologia e informática são áreas promissoras no mercado. Com o crescimento da demanda por computadores e celulares, cresce o mercado de trabalho para o tecnólogo em jogos digitais. A parte inicial do curso abrange conhecimentos básicos, como tópicos de informática e matemática.

A etapa seguinte é formada por ferramentas para construção de jogos. É o caso de plataforma de jogos, modelagem, animação 3D, projetos, inteligência artificial e computação gráfica. Ao longo do curso, os alunos são inseridos em desafios, como o BSB Games e Imagine Cup.

De acordo com o coordenador de jogos digitais no UDF, Francisco Osório, o perfil desse profissional é um homem renascentista, que goste de programar, modelar, contar histórias, montar roteiros e de inteligência artificial. "É preciso reunir várias habilidades para criar um jogo", enfatiza.

O Distrito Federal não tem nenhuma grande empresa, mas há um campo enorme a ser desbravado. Na região, uma área forte são os jogos para publicidade, conhecidos como advergames. Sites de shoppings e colégios são o maior público. Mas também há espaço para jogos para computador e videogame. Aluno do segundo semestre, Gelson Vaz (foto), 21 anos, sempre gostou de jogar e seu sonho é ser testador (avaliador) de jogos. Ele pretende ainda trabalhar com jogos para celular.

Onde cursar: Centro Universitário UDF
Forma de ingresso: vestibular semestral
Duração: 2 anos
Mensalidade: média de R$ 500
Informações: (61) 3704-8825 e www.udf.edu.br

Tecnologia em viticultura e enologia

Apreciar um bom vinho é determinante para quem segue essa profissão. Ao longo de três anos, o aluno aprende todo o processo que envolve a uva, da cultura à degustação e venda da bebida. São ministradas disciplinas de ciência e fertilidade do solo, manejo e conservação do solo, agrometeorologia, viticultura (produção da uva), fundamentos de química, microbiologia aplicada, serviço do vinho, noções de gastronomia, análise sensorial.

Não ficam de fora noções de gestão ambiental, sommelier, enoturismo, tecnologia de produção de derivados da uva e análise financeira. Segundo o coordenador na Universidade Federal de Pelotas, Marcelo Malgarim, há ainda um foco para o trabalho em laboratório, com análise e elaboração de bebidas e alimentos.

Após a conclusão dos três primeiros semestres, o aluno recebe certificação parcial como tecnólogo em viticultura e extratos culturais. O mercado de trabalho é bem abrangente. As áreas mais fortes são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Pode-se atuar tanto na indústria de beneficiamento e industrialização de alimentos e bebidas, como no planejamento, operação e gerenciamento de vinhedos. Há espaço ainda para análise de produtos, na verificação dos padrões, direcionamento de sucos ou derivados da uva, segurança alimentar, além de pesquisa e extensão.

Onde cursar: Conjunto Agrotécnico Visconde da Graça, câmpus da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul.
Forma de ingresso: vestibular.
Duração: 3 anos.
Informações: (53) 3921-1027 e www.ufpel.tche.br/cavg

Tecnologia em produção de cachaça

Preparo do solo, análise do solo para plantação de cana até a comercialização da cachaça. Todo o processo que envolve a produção da bebida é dominado pelo tecnólogo, que aprende sobre defensivos para uso na cana, irrigação, topografia, colheita, moagem, fermentação do caldo, destilação, envelhecimento, engarrafamento e degustação.

São obrigatórias 200 horas de estágio e o trabalho final é uma monografia. Único no Brasil, o curso sequencial já formou três turmas. Segundo o coordenador, Murilo Bastos, o mercado está totalmente aberto para receber esses profissionais. "Temos alunos que foram empregados antes de terminar o curso", diz Bastos.

No Brasil, são mais de 40 mil produtores de cachaça, distribuídos em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Pernambuco e Pará. O ingresso na escola agrotécnica é feito por vestibular anual. Em 2010, 50% das vagas serão destinadas a alunos que obtiverem boas notas no Enem. O restante fica para o vestibular tradicional. Até 2012, 100% das vagas serão destinadas apenas ao Enem.

Onde cursar: Escola Agrotécnica Federal de Salinas (MG), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas.

Forma de ingresso: Enem e vestibular em janeiro.
Duração: 3 anos.
Informações: www.eafsalinas.gov.br