Um dos aspectos mais marcantes na vida do estudante, que é capaz de “travá-lo” quanto à aprovação no vestibular, está ligado aos comentários maldosos sobre sua escolha de graduação, por exemplo, “Você tem certeza de que quer este curso mesmo?”

“Estudar tanto para ganhar tão pouco?” “Se eu estivesse no seu lugar, optaria por um curso de mais status.” Esta pressão pode levar o jovem à dependência química e, às vezes, ao suicídio! Por isso, a sabedoria dos pais nesta etapa é importante.

Frase que fez parte de minha vida por muitos anos – vestibular! Essa palavra causa pânico – era justamente o que eu pensava antes de descobrir algumas estratégias simples e eficazes que me fizeram ser aprovada na Universidade Federal de Goiás em 2002 (até hoje guardo meu boletim de desempenho... tamanha é a felicidade!) ficando em décimo lugar na classificação geral do curso escolhido por mim desde os oito anos de idade: Letras.

Claro que, na infância, não sabia a nomenclatura adequada, apenas dizia: “quando crescer, serei professora de Português”. A princípio, durante esta fase, todos achavam interessante minha determinação e certeza quanto à carreira profissional e para mim era tranquilo falar sobre isso.

Lembro-me de uma vez que disse bem empolgada à minha mãe que iria dar aulas em um colégio que ficava ao lado de minha casa, pois os alunos de lá haviam me indicado como professora efetiva, e pude notar os olhos arregalados de minha mãe ao escutar minhas palavras. Eu tinha apenas dez anos de idade.

Finalmente chegaram as últimas férias escolares. Havia concluído o ensino médio. Só não sabia o que estava por vir.

Algumas vezes alguns comentários pejorativos são feitos pelos próprios pais dos vestibulandos, até mesmo de forma inconsciente, seja por amor ou por conveniência, na tentativa de induzi-los a uma determinada carreira. Em alguns casos, os filhos chegam a acreditar que a escolha foi feita por eles mesmos e que seus pais apenas deram apoio.

Assim, tornam-se pessoas inseguras, medrosas, desanimadas e acabam por desistir de seus verdadeiros sonhos, passando a agir como “parasitas” de seus pais ou, quando se casam, passam a depender totalmente de seu cônjuge, inclusive para tomar pequenas decisões. Outras vezes, vencidos pelo cansaço, seguem a carreira escolhida por seus genitores, mas acabam por “descontar” a insatisfação profissional no chefe, clientes ou subordinados.

Minha escolha em ser professora não foi diferente! Entretanto, as más opiniões não vinham de meus pais, pelo contrário, ambos tiveram orgulho e até hoje falam de “boca cheia” sobre este assunto, mas meus amigos, alguns parentes e até pessoas quase estranhas chegaram a criticar-me abertamente, repetindo frases negativas para mim a todo instante.

Um tempo depois, em terapia com uma Mestra em Respiração – Rosário Muller – descobri que estas pessoas não falavam exatamente sobre mim, ao contrário, projetavam suas próprias vidas repletas de fobias, sofrimentos e frustrações profissionais. Isso me auxiliou bastante, pois toda vez que eu escutava algo negativo vindo destas pessoas, lembrava-me das sábias palavras desta terapeuta : “São projeções delas, com você pode ser diferente...” e pronto! Nada mais me incomodava.

Desde então, tive curiosidade em pesquisar terapeuticamente este processo de “crise” ao prestar vestibular e também concursos e  quais as dificuldades para passar nas provas e me tornei “terapeuta de vestibulandos e concurseiros”.

Além do que foi relatado no meu caso, outro ponto que atrapalha a conquista de uma vaga é o sentimento de culpa, mágoa ou de raiva. Quantas vezes, cursando o ensino fundamental, médio ou até mesmo a educação infantil o aluno já brigou – mesmo que só no pensamento – com um ou vários professores?

Por exemplo, quem nunca teve aquela “tia do primário” ou “professora do ginásio” que insistia em fazer marcação e sempre chamar sua atenção, mesmo sem ter certeza de quem atrapalhava a aula?

Há casos de estudantes que se dão mal em determinadas disciplinas exatamente pela dificuldade de “engolir” o professor encarregado de passar determinado conteúdo. No entanto, é importante que o aluno traga para si a responsabilidade do aprendizado. Se ele consegue, mesmo com um professor “difícil”, isto o fará ter mais facilidade em conquistar  seus objetivos na vida. Alguns estudantes são repreendidos pelos pais para aprenderem as matérias ou ficam de “castigo” estudando, o que gera raiva dos estudos.

Enfim, não importa como se forma a complicada relação pais-educador-aluno, isso promove um trauma que necessita ser dissolvido. Para tanto, geralmente ocorrem quatro etapas. A princípio, esta relação fica esquecida em nível de consciência, mas registrada nas memórias celulares. Posteriormente, com o auxílio de terapia, o aluno recorda palavras ou sensações ligadas ao fato traumático e junto a elas são percebidos sentimentos de raiva, tristeza, medo que podem ser transmutados e ressignificados.

Através de técnicas específicas, tornam-se força e coragem para encarar a situação do vestibular com “outros olhos”. E o resultado surge: o aluno encontra o nome na lista dos aprovados! Isso mesmo, ele passa no vestibular ou no concurso de sua escolha!

É importante deixar bem claro que não basta apenas identificar com qual professor este aluno teve dificuldade, é preciso transmutar
os pensamentos, sentimentos, energias de traumas ligados a tal questão.       

Existe outro fator também importante para a conquista ou não do sucesso profissional. É quando o objetivo de passar no vestibular é para provar ao pai ou à mãe a superioridade intelectual com relação a eles, alguns dos pensamentos são: “Não vou ser fracassado como meu pai“ ou “não quero ser submissa como minha mãe”. Negar as origens, considerá-las inferiores são simples passos rumo ao insucesso.

Claro que as situações para ser aprovado ou reprovado no vestibular/concurso não param por aí. Apesar de serem muito semelhantes os motivos das pessoas que consideram o vestibular como uma palavra que causa pânico, cada caso é um caso, mas todos os casos podem ser olhados e trabalhados de acordo com a disposição do indivíduo. Ou ainda ele pode prestar provas em infinitos lugares, fazer diversos cursinhos, estudar sem parar todos os dias e... continuar sendo reprovado. Está tudo certo também! Cada pessoa tem seu próprio tempo.

Às vezes, basta uma simples frase: “Papai, mamãe, por favor, me abençoem se eu escolher fazer diferente da vontade de vocês.” Mas não basta ser dita apenas com os lábios nem com o pensamento e sim com o coração.

Outra coisa que ajuda é a gratidão aos professores, às escolas onde estudou, ver que os pais e a universidade na qual este estudante pretende ingressar são grandes campos de consciência, realmente superiores, e cabe a quem quer  fazer parte pedir permissão energética e amorosamente para entrar nele. Parece estranho? Pois é, mas funciona.

A física quântica está aí provando, todos os dias, muita coisa estranha! Minha experiência no acompanhamento a vestibulandos e concurseiros prova que se compreendermos estes campos, organizarmos nossas emoções – eliminando a ansiedade – equilibrar o lado direito do nosso cérebro, nossas chances são muito maiores...

Desse modo, acontece uma integração entre o aluno e as energias de força e poder vindas dos diversos sistemas: dos pais, dos professores, das escolas e da tão sonhada universidade e esta integração sistêmica abre as portas da verdadeira realização. Ah, e a palavra “vestibular” deixa de causar pânico e passa a ser sinônima de sucesso.