Questões econômicas dificultam acesso as Universidades
A explicação para tão pouca procura tem
justificativas em Santa Maria. Para o professor Éderson da Rosa, os
alunos da região têm muitas opções.
Além disso, ele ressalta o
aumento de vagas na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a
criação da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com campi em duas
cidades da região.
– Muita gente prefere estudar um ano a mais e tentar a UFSM. Conheço casos de alunos que mudaram de área para conseguir vaga na federal.
Para o diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Privado do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), Marcos Fuhr, a facilidade de obter autorização para a abertura de cursos, principalmente no ensino à distância, é um dos motivos da oferta ser maior do que a demanda. Ele destaca que a sobra de vagas não significa a falta de interesse pelo Ensino Superior. Para Fuhr, as mensalidades altas ainda são a maior barreira para que muitos deixem de se candidatar.
– O Ensino Superior ainda é algo muito caro. A crise econômica pode ter provocado um receio em quem tinha intenção de se inscrever. A baixa procura no inverno de 2009 se deu em todas as faculdades do Estado – afirma Fuhr.
O Programa Universidade para Todos (ProUni) também é apontado como um fator que reduziu a procura nas instituições privadas. Desde 2005, boa parte dos alunos beneficiados que fariam o esforço de pagar por uma faculdade deixaram de se inscrever no vestibular. Com o ProUni, os estudantes prestam o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não precisam passar pelos processos seletivos. Somente a PUCRS tem quase 5 mil estudantes bolsistas do ProUni.


