A bomba
atômica utiliza-se das forças que mantêm os núcleons (subpartículas
atômicas) do núcleo de um átomo unidos, especificamente os átomos com
núcleos instáveis. Para relembrar: o núcleo do átomo é formado
fundamentalmente por partículas com carga positiva, os prótons, e
partículas neutras, os nêutrons. Em torno do núcleo orbitam os
elétrons, que apresentam carga negativa. Segundo o professor de
Química Cláudio Elói, dos cursos Acesso e Apogeu, o ideal é que o
número de prótons seja igual ao de nêutrons, para que as partículas
neutras evitem a repulsão mútua entre as positivas. Quando a razão
entre prótons e nêutrons distancia-se muito de 1, o núcleo torna-se
instável.
Elói explica que existem na natureza núcleos muito pesados (com grande quantidade de prótons e nêutrons), que apresentam energia de ligação menor que a dos núcleos de massas intermediárias. “Os núcleos mais pesados são menos estáveis que os menos pesados. Quando um nêutron lento penetra num átomo instável e físsil (possível de quebrar), como o urânio, essa energia adicional provoca a fissão do núcleo em dois fragmentos e a emissão espontânea de dois ou mais nêutrons, fenômeno que ocorre em bombas atômicas e reatores nucleares”, descreve.
No caso do urânio-235 (U, em que 92 é o número de prótons e 235 é a soma do número de prótons e nêutrons), usado nas bombas de Hiroshima e Nagasaki, vários produtos primários de fissão podem ser formados, conforme a maneira como o núcleo se fragmenta. Esse processo libera uma quantidade gigantesca de energia, cerca de 8.109 KJ. mol -1. “Se eu bombardear o núcleo desse átomo com um nêutron, ele desestabilizará a estrutura interna nuclear, provocando a repulsão entre os prótons e a quebra do núcleo. A energia que esse processo libera é descomunal. Poucos gramas de urânio equivalem a toneladas de dinamite”, compara o professor. Em uma bomba que opera da forma esperada, nêutrons ejetados da fissão podem ocasionar outras fissões, promovendo uma reação em cadeia.
Tanto para o bem quanto para o mal
A radiação nuclear pode ser benéfica ou perigosa, depende de como é usada. De acordo com o professor Cláudio Elói, a diferença entre a energia produzida em reatores nucleares e a energia liberada por uma bomba atômica está na pastilha de urânio. “Os reatores mais antigos usavam urânio metálico. A maioria dos reatores térmicos atuais usa óxido de urânio (UO2), porque ele tem ponto de fusão mais elevado (e, portanto, não volatiliza) e é quimicamente menos reativo, o que evita a formação de produtos indesejáveis. O urânio natural (99,3% de 238U e 0,7% de 235U) poderia ser usado como combustível. Contudo, geralmente o combustível é enriquecido até conter de 2% a 3% de 235U. Um enriquecimento superior a 3% só é efetuado para fins militares, como a fabricação de bombas”, explica.
Quando as forças que mantêm o núcleo unido são empregadas na construção de armas nucleares, as consequências são desastrosas. Nos primeiros segundos após a explosão, a energia térmica liberada reduz instantaneamente a cinzas tudo o que está ao redor. No solo, logo abaixo do local onde o artefato explodiu, a temperatura chega a milhões de graus célsius. Em seguida, o calor provoca um deslocamento violento de massas de ar, com força suficiente para derrubar prédios e casas. Por fim, a explosão nuclear espalha material radioativo, provocando muitas vezes queimaduras e câncer nos sobreviventes.
9 Comentários:
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Oct 04, 2010
Nota:
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Sep 21, 2010
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Jul 09, 2010
Nota:
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Acácio disse:
De todos os sites de estu
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Jun 09, 2010
Nota:
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Jan 05, 2010
Nota:
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Nov 14, 2009
Nota:
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Oct 12, 2009
Nota:
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Oct 04, 2009
Nota:
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Sep 26, 2009
Nota:
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