O Ministério da Educação (MEC) ainda não tem todas as respostas, mas pelo menos uma é certa: o ProUni – e o sonho de milhares de estudantes que não podem pagar uma faculdade particular – não vai acabar.
Antes de tudo, vale lembra o que é o ProUni e como ele funciona. Por meio do programa, o governo federal oferece bolsas de estudo para alunos de baixa renda em faculdades e universidades particulares. A instituição oferece os descontos (ou a bolsa integral) em troca da isenção de alguns tributos. E não há como voltar atrás: depois da matrícula o desconto deve ser mantido até que o aluno termine o curso, desde que cumpra algumas regras previstas em lei, como ter aproveitamento mínimo de 75%. Por isso, se você já foi selecionado não tem motivos para se preocupar.
Se você pretende concorrer a uma bolsa ou desconto também pode ficar tranquilo. Segundo a Secretaria de Educação Superior do MEC, o programa não será extinto e continuará levando em conta a nota do Enem. O que não se sabe ainda é qual será a nota de corte. Até este ano, o candidato precisava conseguir pelo menos 45% da nota total, levando-se em conta a média aritmética dos acertos na prova de conhecimentos gerais e na redação. Como a previsão é a de que o novo Enem seja mais difícil em relação aos anos anteriores e como ele trará questões com pesos diferentes, outra regra precisará ser definida pelo Ministério, que ainda estuda o que será feito.
Mesmo assim, garantir a nota de corte nem sempre é suficiente para entrar no curso desejado. As vagas ficam com os candidatos que têm as melhores pontuações. “Na hora da inscrição no ProUni o site mostra as vagas que estão mais compatíveis com a nota”, conta John Welber Lourençone, 22 anos, aluno do primeiro semestre de Tecnologia em Design Gráfico do Unicuritiba. Ele tirou 58 no Enem do ano passado e conseguiu uma bolsa de 50%. Como a concorrência pode ser tão grande quanto a do vestibular, vale a dica: uma boa nota no Enem pode garantir a sua entrada na faculdade.
Uma aposta que deu certo
Os vestibulandos sempre têm um ano cheio de incertezas. No meu caso, havia uma dúvida a mais: será que vale a pena tentar uma vaga nesse tal ProUni? Era 2004 e o programa havia sido criado recentemente. Nem eu nem meus colegas sabíamos como ele funcionaria. Mas, como tive uma boa nota no Enem, resolvi tentar.
Eu havia cursado ensino médio em Pato Branco e queria fazer faculdade em Curitiba, como boa parte dos estudantes do interior. Embora tenha passado no vestibular da Unicentro, em Guarapuava, reprovei na prova da UFPR. Minha única chance de ir para a capital, então, estava no ProUni.
Deu certo. Fui aprovado no programa e fiz faculdade na Universidade Positivo. Na minha turma estudavam mais dez alunos bolsistas, muitos com boas histórias. Havia colegas do Espírito Santo e de Santa Catarina que sonhavam em estudar em Curitiba, mas não tinham como pagar uma faculdade particular.
O programa também foi importante para os outros alunos que pagavam a faculdade, já que, com estudantes vindos de diversos lugares do país, havia muito mais experiências para se trocar em sala de aula. Por isso tudo, sou muito grato ao ProUni e tenho orgulho de fazer parte da primeira turma de alunos que o programa formou.


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