Mesmo estudando, tirando notas regulares, seu filho está com dificuldades neste ano e com risco de acabar indo para a recuperação? Será a hora de ajudá-lo com um reforço particular? Se for possível financeiramente, essa pode ser a saída para que seu filho não precise passar por sufoco no fim do ano.

O primeiro passo é se organizar: saber quais são as matérias mais complicadas e que, sem dúvida, vão precisar de uma mão extra. Outro passo é estabelecer prazos: definindo o período de estudo, diário e/ou semanal, quantas horas, e também o que será estudado por dia.

Também não tente ajudar seu filho somente com as matérias que começaram a ser passadas agora. O material a ser estudado deve ser completo: tudo o que foi apresentado ao aluno desde o começo do ano.

"Toda a matéria precisa ser contextualizada. Não se pode aprender apenas o conteúdo do bimestre em vigor", frisa a professora de português Marli Siqueira. O que se aprende hoje, segundo ela, está relacionado ao que foi aprendido ontem. O material deste mês está vinculado a tudo que foi dado no início do ano.

E isso independe de qual o motivo do aluno estar nas aulas de reforço: seja por questão de nota, por alguma dificuldade em aprender, seja porque não tem interesse. "Os motivos são diferentes para um estudante precisar de ajuda particular. Mas em todos os casos essa ajuda deve ser vista como extra, e não como salvadora", lembra a profissional

Ou seja, não adianta cobrar do professor particular a responsabilidade em aprovar seu filho. Afinal, cabe a ele estudar e passar de ano, não ao profissional contratado aos 45 minutos do segundo tempo. "Prefiro trabalhar com os alunos desde o começo do ano. É mais seguro porque você acompanha o desenvolvimento do estudante durante todo o período letivo", explica Marli.

Ajuda extra para interpretar melhor os textos
Há três anos as aulas de reforço de português ajudam João Pedro Monteiro Cruz, 16 anos, a ter melhor desempenho na escola. A necessidade de procurar um professor particular não veio das notas, mas para melhorar a interpretação de textos.

Como o próprio pai dele, Augusto José da Cruz, define, "hoje, tudo que se aprende na escola tem interpretação". E explica: "No ano passado, João pediu para sair do horário integral.

Fechamos um acordo e ele passou a ter aulas de reforço de outras matérias", conta o pai. João concordou. "Acho melhor estudar dessa forma. De manhã fico na escola e, à tarde, tenho a ajuda do professor", conta.

Os três anos de reforço, segundo ele, melhoraram o aprendizado em sala de aula. "Algumas matérias eu acabo tendo mais facilidade de entender em sala porque o assunto também foi abordado no reforço", explica.

Não se enrole nos estudos
Organização. O primeiro passo é distribuir todo o conteúdo que deve
ser revisto no tempo que resta. A pouco mais de dois meses do fim de ano, quantos dias serão destinados ao reforço?

Tempo. Depois disso, definir o tempo de estudo, por dia, e determinar o que será feito: quais matérias precisam ser recuperadas, e quanto tempo será destinado a cada uma durante a semana

Recuperação. O aluno não pode se prender, apenas, ao material ensinado no bimestre. Deve ser recuperado o que foi dado durante todo o ano, pois o assunto atual está ligado aos anteriores.

Resumos. Uma forma de recuperar o que foi dado nos bimestres anteriores é fazer resumos do material de estudo, grifando o que achar mais importante e encontrando palavras-chaves que resumem o assunto em tópicos.

Textos. A leitura, com resumos, pode ser usado nas matérias de Língua Portuguesa e de Literatura, assim como nas de Geografia, de História e de Biologia, por exemplo.

Exercícios. A prática de exercícios também contribui para a recuperação do material. Na Redação, podem ser trabalhados temas atuais que marcaram o ano, como gripe suína; em Matemática, Química e Física, os exercícios podem ser feitos em conjunto, para ajudar a acabar com as dúvidas.