As
universidades americanas não têm vestibular. Assim, muitos brasileiros
que querem estudar nos Estados Unidos imaginam que, para serem aceitos
na graduação, mestrado ou doutorado, basta juntar cartas de
recomendação, pedir o histórico escolar, pagar a tradução juramentada e
fazer o Toefl, teste para avaliar o nível de proficiência no inglês. O
fato é que, além de todos estes documentos, o candidato precisa fazer
uma prova.
Assim como no Brasil, há cursos preparatórios para
ajudar os candidatos. Na graduação, eles precisam fazer o Scholastic
Aptitude Test (SAT), exame que tem questões de matemática, leitura
crítica e redações. Cada parte do teste vale 800 pontos. Mais de 2
milhões de estudantes prestam o SAT por ano e podem escolher entre as
várias datas determinadas pelo College Board, entidade que administra o
exame.
Na parte escrita, além das redações, há questões em que é
preciso melhorar parágrafos e corrigir sentenças. Elas têm graus
variados de dificuldade e são misturadas. O candidato pode começar com
matemática, pular para leitura crítica, fazer uma redação e voltar para
a matemática.
O SAT serviu de inspiração para o novo Enem. O
exame brasileiro vai usar, como o americano, a Teoria da Resposta ao
Item (TRI), modelo matemático em que as questões são pré-testadas para
determinar seu peso na pontuação. Tanto que, no SAT, algumas questões
não valem para o resultado final. O College Board as coloca no exame
apenas para o pré-teste.
Para ingressar na pós, os alunos
precisam ter a nota do Graduate Record Examination (GRE) ou do Graduate
Management Admission Test (GMAT). O segundo exame é usado mais para
MBAs, enquanto as universidades exigem o primeiro para mestrados e
doutorados. Os dois são divididos da mesma forma. As partes verbal e
quantitativa valem, cada uma, 800 pontos. A pontuação das redações
analíticas varia de 0 a 6.
O GRE e o GMAT podem ser feitos no
computador. As questões têm graus de dificuldade que variam segundo a
capacidade do candidato. Se ele erra, a seguinte será mais fácil. Caso
acerte, vai para uma mais difícil. Assim, o Educational Testing Service
(ETS), entidade responsável pela prova, consegue definir o nível exato
do aluno e ampliar a capacidade de seleção.
Este repórter fez o
GRE. Como grande parte dos brasileiros, achei as questões da parte
verbal mais difíceis, principalmente as de vocabulário e as analogias.
A matemática não costuma ser complicada e os brasileiros não sofrem a
desvantagem
Nas applications,
formulários de inscrição extensos que devem ser preenchidos pelos
candidatos, as universidades afirmam que essas provas não são
eliminatórias nem classificatórias. Segundo sites de diversos cursos de
mestrado ou doutorado, são apenas mais um dos vários itens da
application. O histórico escolar e as cartas de recomendação também
contam muito, dizem.
Para saber se funciona assim mesmo, o
Estado conversou com um membro do escritório de admissão da
Universidade Columbia, que pediu para não ser identificado. No caso dos
estrangeiros, segundo ele, as universidades levam em conta as
dificuldades. “Para ser aceito no doutorado de Ciências Humanas, um
aluno precisa ter, no mínimo, 700 no verbal e 5 na analítica”, diz.
“Para os estrangeiros, uma nota 600 e um 4,5 não necessariamente
elimina as chances.”
Já os candidatos americanos aos cursos de
Ciências Exatas precisam praticamente acertar toda a parte objetiva. O
representante admitiu que muitas vezes um aluno com notas baixas no GRE
não terá o restante da application lida.
1 Comentário:
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Oct 04, 2009
Nota:
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Gabriel disse:
Aham e assim eles acham q
|


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