Estudantes do Liceu de Artes e Ofícios, Centro do Recife, descobriram
que a inscrição no exame foi considerada inválida pelo governo federal.
Confusão burocrática levou um grupo de 137 alunos do Liceu de Artes e
Ofícios, no Centro do Recife, a decidir entrar com mandado de segurança
na Justiça para ter direito a fazer o Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem).
Na última semana, eles descobriram que o documento de confirmação de inscrição não define o local de prova, a ser realizada daqui a quatro dias. Ao tentarem saber o porquê da omissão, ouviram do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), organizador da prova, que a inscrição era inválida.
O problema começou quando os estudantes começaram a se inscrever no teste, que vale ingresso em universidades públicas. Eles não conseguiam isenção da taxa de R$ 35, pois o cadastro do Inep classifica o Liceu como instituição particular. É que, apesar de os alunos não pagarem mensalidade, a escola não pertence à rede pública municipal, estadual ou federal - Universidade Católica de Pernambuco é a mantenedora e o governo do Estado apenas cede professores.
Para tentar garantir a gratuidade, a diretora do Liceu fez acordo verbal e por e-mail com o Inep. Iniciava-se aí o tormento dos vestibulandos. "Falei por telefone com o coordenador-geral do Enem, Dorivan Ferreira Gomes, em julho, antes do término das inscrições. Ele garantiu que estaríamos isentos. Bastava que, depois de inscritos, os alunos não pagassem os boletos. Feito isso, deveríamos mandar a relação com todos os nomes ao Inep. Foi o que fizemos, por fax e e-mail, várias vezes", conta Zélia Correia, diretora do colégio.
No entanto, ao conferirem os dados na internet, os feras perceberam que o Inep não cumprira o acordo. Ontem, procuraram a Defensoria Pública da União para ingressar com mandado de segurança e garantir lugar no exame judicialmente, conforme orientou o Ministério Público de Pernambuco. Josefa Guedes, mãe de uma aluna,
representou os
vestibulandos.
Os 137 estudantes também voltaram a pedir ao Inep, por correio eletrônico, informação sobre o local de testes. Os candidatos temem ficar de fora da briga por vaga na UFPE (que usa o Enem como primeira fase) e UFRPE (que o adota como critério único de ingresso). "Apenas quatro colegas souberam onde farão prova. Se não tivermos esse dado até sexta, vamos perder todo um ano de preparação?", questiona Abner Albino, 19 anos.
"Já estamos preocupados por causa da mudança do vestibular este ano, e isso só piorou nosso estresse", reclama Camila Barros, 17. Segundo a diretora do Liceu, o Inep informou, ontem, que os estudantes deveriam enviar seus dados novamente por e-mail. Depois, as empresas organizadoras do exame fariam contato para informar-lhes o local de prova. O JC procurou a assessoria de imprensa do Inep, porém não obteve resposta até as 20h.
Na última semana, eles descobriram que o documento de confirmação de inscrição não define o local de prova, a ser realizada daqui a quatro dias. Ao tentarem saber o porquê da omissão, ouviram do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), organizador da prova, que a inscrição era inválida.
O problema começou quando os estudantes começaram a se inscrever no teste, que vale ingresso em universidades públicas. Eles não conseguiam isenção da taxa de R$ 35, pois o cadastro do Inep classifica o Liceu como instituição particular. É que, apesar de os alunos não pagarem mensalidade, a escola não pertence à rede pública municipal, estadual ou federal - Universidade Católica de Pernambuco é a mantenedora e o governo do Estado apenas cede professores.
Para tentar garantir a gratuidade, a diretora do Liceu fez acordo verbal e por e-mail com o Inep. Iniciava-se aí o tormento dos vestibulandos. "Falei por telefone com o coordenador-geral do Enem, Dorivan Ferreira Gomes, em julho, antes do término das inscrições. Ele garantiu que estaríamos isentos. Bastava que, depois de inscritos, os alunos não pagassem os boletos. Feito isso, deveríamos mandar a relação com todos os nomes ao Inep. Foi o que fizemos, por fax e e-mail, várias vezes", conta Zélia Correia, diretora do colégio.
No entanto, ao conferirem os dados na internet, os feras perceberam que o Inep não cumprira o acordo. Ontem, procuraram a Defensoria Pública da União para ingressar com mandado de segurança e garantir lugar no exame judicialmente, conforme orientou o Ministério Público de Pernambuco. Josefa Guedes, mãe de uma aluna,
Os 137 estudantes também voltaram a pedir ao Inep, por correio eletrônico, informação sobre o local de testes. Os candidatos temem ficar de fora da briga por vaga na UFPE (que usa o Enem como primeira fase) e UFRPE (que o adota como critério único de ingresso). "Apenas quatro colegas souberam onde farão prova. Se não tivermos esse dado até sexta, vamos perder todo um ano de preparação?", questiona Abner Albino, 19 anos.
"Já estamos preocupados por causa da mudança do vestibular este ano, e isso só piorou nosso estresse", reclama Camila Barros, 17. Segundo a diretora do Liceu, o Inep informou, ontem, que os estudantes deveriam enviar seus dados novamente por e-mail. Depois, as empresas organizadoras do exame fariam contato para informar-lhes o local de prova. O JC procurou a assessoria de imprensa do Inep, porém não obteve resposta até as 20h.


