Comer é sempre bom. E, tirando os adolescentes, todos concordam que comer bem é ainda melhor. Fã dos prazeres da mesa, o chef Marcelus Vieira decidiu compartilhar com mais gente seu privilegiado senso de localização quando o assunto é – claro – comida. Então, em 2004, após 3 mil quilômetros percorrendo as melhores paragens gastronômicas da Itália, passando pela Ligúria, Emilia Romana, Toscana e Costa Amalfitana, ele decidiu elaborar o primeiro roteiro do Al Mondo.

– Fui passando por feiras, visitei mercados e, antes dessa nova ideia, veio o desejo de ter uma cozinha para experimentar toda aquela diversidade de temperos, iguarias, condimentos, produtos, todos de altíssima qualidade e raros por aqui – explica o chef.

O destino inaugural foi a região de Pisa, em 2007. Da Itália para a França, arrumou um segundo grupo para, o ano passado, curtir a gastronomia de Provence. Em todos, o modus operandi é o mesmo: os viajantes hospedam-se numa casa local, de onde têm acesso às cercanias em passeios por mercados, feiras e pequenas propriedades. No final da tarde, Marcelus cozinha especialmente para o grupo, e os interessados podem acompanhar a “aula”, com direito a receita e tudo.

– Mais do que estar, simplesmente, em um belo cenário, com paisagens bonitas e pitorescas que costumamos ver em filmes, as pessoas querem ter aquele gostinho de estar inseridas nestes lugares, fazendo parte do cotidiano de pequenas vilas, vivendo o dia-a-dia de vilarejos descritos romanticamente em livros de literatura – ressalta Marcelus.

O número de viajantes fica em torno de 12 pessoas, mas pode variar de acordo com a demanda. As próximas viagens estão marcadas para Toscana, na Itália, e, novamente, Provença.

Não sei cozinhar, mas adoro comer bem. Então, eu e meu marido fomos para a Provença, no ano passado. A ideia de ficar numa casa, naquela região e com os jantares à disposição pareceu interessante, ainda mais que conheceríamos o lugar como hóspedes, e não como turistas. A hospedagem foi em uma casa linda, a região central onde tudo fica perto. E ainda tem o chef que vem e cozinha à noite. Até a relação custo-benefício acaba compensando, porque nem sempre come-se tão bem numa viagem normal todos os dias como é o caso desse pacote. E há ainda as aulas de culinária, onde você aprende a fazer a comida que vai comer, tudo num ambiente bem descontraído, numa troca de experiência bem rica.

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