O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou hoje que vai pedir à Polícia Federal para investigar o vazamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
- Vou pedir ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para colocar a Polícia Federal no caso. Tenho convicção de que vamos chegar aos responsáveis para puni-los exemplarmente.
Para o ministro, o vazamento da prova é "caso de cadeia". Ele disse
ainda que o processo de segurança vai ser revisto e quer que a PF atue
no novo processo de impressão das provas. É pouco provável que a prova
tenha sido furtada no MEC (Ministério da Educação) porque lá não existe
prova impressa, afirma Haddad.
Prova deve ter sido furtada de gráfica em Barueri
O Inep, órgão do Ministério da Educação que realiza o Enem, diz
que a prova deve ter vazado de uma gráfica de Barueri (Grande São
Paulo). O furto do exame provavelmente ocorreu por alguém que teve
acesso à prova no momento da impressão, afirma o instituto.
A gráfica foi contratada pelo Connase, consórcio formado por três
organizadoras de provas e concursos - Consultec, Funrio e Instituto
Cetro - que realiza a prova do Enem. O custo previsto para realização
do Enem é de R$ 52,9 milhões.
Prova é cancelada
O Ministério da Educação confirmou na manhã desta quinta-feira (1º) o cancelamento das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que seriam realizadas no próximo fim de semana. A decisão foi tomada porque o conteúdo do exame vazou em São Paulo.
O jornal O Estado de S. Paulo informou ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que teria sido procurado na quarta-feira (30) por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas e que as entregaria em troca de R$ 500 mil. As provas seriam aplicadas nos próximos dias 3 e 4 de outubro em 113.857 salas de 10.385 escolas diferentes.
Ao todo, 4,1 milhões de candidatos se inscreveram no exame. A partir deste ano, o Enem é requisito para a entrada em pelo menos 40 universidades federais, além de ser necessário para quem disputa uma bolsa do ProUni (Pograma Universidade para Todos). O ministro dará uma entrevista coletiva agora de manhã para falar sobre a decisão.
O ministério afirma ter outra versão da prova, que deve ser realizada em até 45 dias em substituição ao exame vazado. A decisão foi tomada após o ministro confirmar o vazamento com o Inep, órgão responsável pelo Enem. O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, comentou o cancelamento da prova ao jornal:
- Há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance.
R7 também foi procurado
A reportagem do R7 também foi procurada na quarta-feira (30) por um homem que mostrou um caderno com as supostas questões que seriam cobradas no domingo - uma delas trazia no enunciado a "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias, e outra abordava a música "É Proibido Proibir", de Caetano Veloso. O tema da redação era o Estatuto do Idoso.
O caderno trazia selos do Enem, do MEC e do Inep (órgão do
ministério que realiza o Enem). Ele foi vazado na última segunda-feira
(28) à noite, segundo o grupo que procurou a reportagem. Eles pediram
R$ 500 mil para vender os cadernos de prova junto com um dossiê
informando como foi feito o vazamento. O R7, no entanto, não se comprometeu com a compra do material.
Dois homens do grupo procuraram a reportagem com os documentos - um
deles disse se chamar Fábio. Eles afirmam que "querem levantar
dinheiro" e que o documento é legítimo. O documento foi vazado por um
agente da Polícia Federal, segundo um dos homens.
- Isso vazou para mim através de um colega que é da PF, de Brasília.
Ele tinha cargo dentro do Congresso e perdeu por conta de uma indicação
política. É uma forma de se vingar e de levantar dinheiro.
O grupo afirmou que o documento poderia "derrrubar o Enem e o
Ministério da Educação". A prova que o grupo mostrou à reportagem tinha
45 questões de matemática, 45 de linguagens e uma redação, exatamente
como o modelo que seria aplicado no domingo.
- Sou filho de desembargador, tenho 26 anos e trabalho como auxiliar do
Ministério Público. Somos todos trabalhadores, mas isso caiu no nosso
colo. Queremos vender para ganhar dinheiro com isso, mas nunca fizemos
isso, não temos experiência. Tenho medo da nossa integridade física,
porque isso vai derrubar a prova que vale para todas as universidades
federais.
O grupo disse ter "amparo legal" de um advogado e cópias do documento registradas em cartório para o caso de serem processados.
- Não tenho como provar, mas o documento vazou para filhos de deputados e diplomatas em Brasília também.
4 Comentários:
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Oct 01, 2009
Nota:
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Oct 01, 2009
Nota:
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Leticia disse:
Isso é o Brasil. E since
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Oct 01, 2009
Nota:
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maria jose ferreira peres disse:
excelente realmente a pol
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Oct 01, 2009
Nota:
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maria jose disse:
acho que deveriam ter mai
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