Enem deve acontecer entre fim de novembro e início de dezembro
A nova prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deve ser
realizada no último fim de semana de novembro (28 e 29) ou no primeiro
de dezembro (5 e 6). A reportagem apurou que essas datas estão sendo
cogitadas pelo Ministério da Educação (MEC) porque são as que menos
prejudicariam a participação de candidatos em vestibulares de
universidades públicas, principalmente paulistas.
Nos fins de semana anteriores, serão as provas da Fuvest (dia 22), Unicamp (dia 15) e Unesp (dia 8).
Representantes de 55 universidades federais, de 31 instituições federais de ensino e de todas as secretarias estaduais da Educação admitiram nesta segunda-feira (05) adiar o início das aulas do primeiro semestre de 2010 para poder utilizar a nota do Enem.
As aulas começariam só em março. Algumas universidades, no entanto, terão de adiar a data do vestibular para evitar a coincidência de datas com a nova prova.
"A partir de agora, teremos vestibular praticamente todos os fins de semana até dezembro e essa decisão de adiamento terá de ser adotada individualmente, respeitada a autonomia de cada universidade", explicou o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), Alan Barbiero, reitor da Universidade Federal do Tocantins. "Há um sentimento coletivo de confiança no MEC e certamente faremos todo esforço para usar o novo exame como forma de acesso, de modo que nenhum estudante seja prejudicado."
O ministério anunciou também que rompeu o contrato com o consórcio Connasel. Farão agora a nova prova a Fundação Cesgranrio, que realizava o Enem desde 1998, e a Cespe, instituição da Universidade de Brasília. A União deve processar o Connasel, formado por empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, pelo prejuízo de R$ 35 milhões. O governo tinha pago até agora apenas um terço do valor do exame, de mais de R$ 100 milhões.
O Enem foi cancelado na última quinta-feira depois que o jornal "O Estado de S.Paulo" notificou o MEC sobre o vazamento doa prova. Dois homens procuraram a reportagem para tentar vender a prova por R$ 500 mil.
Embora a deliberação de mudança no vestibular não seja coletiva, nenhuma universidade, segundo Barbiero, demonstrou intenção de deixar de usar o Enem como forma de seleção. "A intenção de todos é continuar usando o Enem como forma qualificada de acesso e não há recuos quanto a isso."
No entanto, no fim de semana de 28 e 29 de novembro há provas de cinco universidades federais, incluindo a do Paraná, de Minas
Gerais e Roraima. Nos dias 5 e 6 de dezembro já há
vestibular das federais de Brasília, Juiz de Fora e Lavras. Em São
Paulo, a Fundação Getúlio Vargas e a Faculdade Cásper Líbero também
fazem exames nesse fim de semana. A reportagem apurou que o MEC
trabalha mais com a possibilidade de fazer o Enem em dezembro.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, fará o anúncio formal do novo calendário, da logística e das providências de segurança do exame só nesta quarta-feira (07). Antes, ele submete o cronograma e o mapa da aplicação das provas à apreciação da área de inteligência da Polícia Federal e ao ministro da Justiça, Tarso Genro, em reunião nesta terça-feira (06).
Segundo Barbiero, a Andifes recomendará aos reitores de todas as universidades que acertem seus calendários, mas não quis opinar sobre a melhor data do novo Enem. Para ele, só não seria adequado que demorasse muito para ser realizado. "Mas eu tenho certeza que há um sentimento entre os reitores de não prejudicar ninguém."
Nos fins de semana anteriores, serão as provas da Fuvest (dia 22), Unicamp (dia 15) e Unesp (dia 8).
Representantes de 55 universidades federais, de 31 instituições federais de ensino e de todas as secretarias estaduais da Educação admitiram nesta segunda-feira (05) adiar o início das aulas do primeiro semestre de 2010 para poder utilizar a nota do Enem.
As aulas começariam só em março. Algumas universidades, no entanto, terão de adiar a data do vestibular para evitar a coincidência de datas com a nova prova.
"A partir de agora, teremos vestibular praticamente todos os fins de semana até dezembro e essa decisão de adiamento terá de ser adotada individualmente, respeitada a autonomia de cada universidade", explicou o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), Alan Barbiero, reitor da Universidade Federal do Tocantins. "Há um sentimento coletivo de confiança no MEC e certamente faremos todo esforço para usar o novo exame como forma de acesso, de modo que nenhum estudante seja prejudicado."
O ministério anunciou também que rompeu o contrato com o consórcio Connasel. Farão agora a nova prova a Fundação Cesgranrio, que realizava o Enem desde 1998, e a Cespe, instituição da Universidade de Brasília. A União deve processar o Connasel, formado por empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, pelo prejuízo de R$ 35 milhões. O governo tinha pago até agora apenas um terço do valor do exame, de mais de R$ 100 milhões.
O Enem foi cancelado na última quinta-feira depois que o jornal "O Estado de S.Paulo" notificou o MEC sobre o vazamento doa prova. Dois homens procuraram a reportagem para tentar vender a prova por R$ 500 mil.
Embora a deliberação de mudança no vestibular não seja coletiva, nenhuma universidade, segundo Barbiero, demonstrou intenção de deixar de usar o Enem como forma de seleção. "A intenção de todos é continuar usando o Enem como forma qualificada de acesso e não há recuos quanto a isso."
No entanto, no fim de semana de 28 e 29 de novembro há provas de cinco universidades federais, incluindo a do Paraná, de Minas
O ministro da Educação, Fernando Haddad, fará o anúncio formal do novo calendário, da logística e das providências de segurança do exame só nesta quarta-feira (07). Antes, ele submete o cronograma e o mapa da aplicação das provas à apreciação da área de inteligência da Polícia Federal e ao ministro da Justiça, Tarso Genro, em reunião nesta terça-feira (06).
Segundo Barbiero, a Andifes recomendará aos reitores de todas as universidades que acertem seus calendários, mas não quis opinar sobre a melhor data do novo Enem. Para ele, só não seria adequado que demorasse muito para ser realizado. "Mas eu tenho certeza que há um sentimento entre os reitores de não prejudicar ninguém."


