A UEL descartou a possibilidade de transferir o dia das provas. Com a decisão, os alunos que pretendiam prestar os dois exames terão de escolher apenas um.
“Não
vamos mudar a segunda fase. Lamentamos. Enviamos um ofício para o Inep
informando as datas, pedindo que eles considerassem”, disse a diretora
da Coordenadoria de Processos Seletivos (Cops) da UEL, Elaine
Fernandes Mateus. Ao todo, passarão para a segunda fase da UEL 9 mil
vestibulandos, e pouco mais de 13 mil pessoas farão o Enem em Londrina.
Elaine argumentou que as datas já foram programadas com
antecedência. “Não é nada simples adiar a prova porque isso tem impacto
no calendário acadêmico”, justificou. De acordo com o Ministério da
Educação, o ministro Fernando Haddad entrou em contato com algumas
universidades, que se dispuseram a transferir a data de seus
vestibulares. A assessoria de imprensa da UEL confirmou o contato de
Haddad, mas negou mudar o dia das provas.
O estudante Luiz Fernando Brunello, 17 anos, cursa o terceiro ano do ensino médio em um colégio particular de Londrina e está pleiteando uma vaga no curso de Medicina na UEL, na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), outra instituição afetada pela nova data do Enem. “É lógico que vai ficar ruim. Vou escolher o Enem, porque os outros vestibulares que vou prestar aceitam o exame”, explicou.
Essa é a preocupação do coordenador do curso pré-vestibular Sigma, Roberto Barros. “Eu não acho justo que os alunos tenham de fazer essa opção porque eles já fizeram a escolha quando pagaram as duas inscrições”, ressaltou.


