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Tecnologia busca profissionais
A
falta de mão de obra qualificada na área de tecnologia da informação
dificulta a expansão das empresas do setor. Nesse mercado, são elas,
até mesmo gigantes como IBM e Microsoft, que correm atrás de talentos.
O presidente da IBM Brasil, Ricardo Pelegrini, disse que a companhia
abrirá uma centena de vagas na capital mineira até dezembro, depois de
já ter contratado 150 pessoas este ano para suas operações na cidade.
A
IBM mantém somente em BH 700 postos de trabalho em escritórios e em um
centro de comando de operação de computadores. O plano de crescimento
em Minas Gerais prevê nova leva de empregos no ano que vem.
A
Microsoft também pretende expandir sua rede de empresas associadas em
Minas, segundo o diretor da área de setor público e educação da
Microsoft do Brasil, Paulo Cunha. A expectativa, de acordo com o
executivo, é de que a quantidade de parceiros, hoje de 1 mil
organizações, cresça 10% ao ano.
O diretor de engenharia da
Google na América Latina, Berthier Ribeiro Neto, já havia informado que
a empresa está empenhada num esforço de contratações.
Há
estimativas de que o Brasil conviverá com déficit de até 100 mil
profissionais de tecnologia da informação até o fim de 2010, de acordo
com a Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços de
Exportação (Abrascom). Para tentar conter o descompasso entre a oferta
de vagas e de profissionais qualificados, a IBM firmou convênio com o
governo de Minas Gerais para a implementação do Programa de Formação e
Capacitação em Especialidades da área de Tecnologia da Informação. O
acordo foi anunciado na abertura da 5ª Feira de Tecnologia e Inovação
(Inovatec).
Participam do programa entidades de serviços de
tecnologia, entre elas Funsoft, Assespro, Sindinfo e Sucesu. Só agora,
com a formalização do acordo, é que serão estabelecidas metas de
treinamento e como o programa será desenvolvido. O presidente da IBM
afirmou que a companhia é a responsável pelo treinamento dos
instrutores de escolas técnicas públicas, que repassarão o conhecimento
aos alunos.
O programa começa por BH, mas poderá se estender a
outras regiões do estado. O conteúdo será parte da grade de formação
das escolas técnicas no ano que vem. "Com a falta de mão de obra para a
nossa expansão, decidimos começar mais cedo a incentivar a capacitação,
com foco no ensino técnico", disse Pelegrini.
Pelegrini
mencionou pelo menos dois segmentos da formação profissional em que a
dificuldade de encontrar profissionais habilitados é maior: no
desenvolvimento de softwares das chamadas plataformas mainframe, que
atendem grandes computadores, e na linguagem Java.
O diretor de
educação da Microsoft do Brasil, Paulo Cunha, lembrou que as empresas
exigem conhecimentos do inglês técnico da área, experiência mínima do
candidato no setor e habilidade para trabalhar em equipe. O convênio
firmado com a IBM e as entidades do setor pelo governo de Minas prevê
que as empresas do ramo que aderirem ao programa terão acesso ao
cadastro dos profissionais qualificados,
Somente em Minas, 1,7 mil empresas do setor são responsáveis por 9 mil empregos.
QUEM ELAS QUEREM
Perfil que as empresas procuram:
- Profissionais com formação específica em áreas da tecnologia da informação, seja nas escolas técnicas, universidades e nos cursos oferecidos pela iniciativa privada com reconhecimento no setor.
- Com conhecimento de inglês aplicado aos jargões da tecnologia de informação.
- Que tenham alguma experiência de trabalho no setor.
- Sejam sociáveis o bastante para trabalhar em equipe.
SEM PERDER TEMPO
Aos 20 anos, o estudante Pablo Henrique dos Reis cursa o terceiro período da faculdade de sistema da informação, mas já está em seu segundo emprego, onde trabalha com desenvolvimento de sistemas. "Em Minas o mercado é bastante aberto. Tem boas ofertas para quem tem qualificação." Antes mesmo de concluir o ensino médio, o estudante recebeu a proposta do seu primeiro emprego. "A empresa foi até a escola procurar por profissionais." Pablo concluiu o curso técnico na área e investe no aperfeiçoamento. Com bons planos, o estudante comemora as oportunidades. "No meu trabalho, tenho a chance de me aperfeiçoar em tecnologias atuais. No futuro, penso em seguir carreira na área acadêmica, que também é bastante interessante."


