A Academia Médica Sechenov (MMA), de Moscou, oferece 30 vagas destinadas preferencialmente para brasileiros. Elas podem ser preenchidas até amanhã por meio da Aliança Russa de Ensino Superior, entidade que representa as universidades estatais da Rússia no Brasil. O embarque dos alunos e o início das aulas estão previstos para abril de 2010.

Para cursar Medicina na Rússia e participar do processo seletivo não precisa ter conhecimento do idioma local. Ao chegar, os alunos iniciam o aprendizado da língua na Faculdade Preparatória de Verão, com duração de 15 meses. Ao voltar para o Brasil, o estudante precisará submeter o diploma adquirido a um processo de reconhecimento em uma universidade brasileira.

A Aliança Russa oferece suporte aos brasileiros nos seis anos de curso. Conforme a instituição, o apoio se dá desde a chegada ao aeroporto de Moscou. Os estudantes dividem alojamento em quartos para até três pessoas, com banheiro e aquecimento central. Com 250 anos de tradição, a universidade oferece ampla infraestrutura que atende a cerca de 9 mil estudantes. São 20 edifícios compostos por salas de aula, laboratórios e salas de leitura, além de centro clínico com capacidade para 3 mil pacientes, biblioteca central, departamento audiovisual, além do alojamento para estudantes.

Serviço
Aliança Russa de Ensino Superior
Av. Antônio de Souza Noschese, 373, Parque Continental (SP)
Informações:
(11) 3854-2513 ou os sites www.medicinarussia.com.br ou www.aliancarussa.com.br
Eu fui
“Fiquei quase três anos estudando na Rússia. Cursava Biomedicina na Feevale e vi na proposta a oportunidade de ganhar um diferencial na carreira. De fato, cresci muito. Mas vi que a Medicina foi um
sonho de criança. Depois de ganhar fluência na língua, as aulas de química na Medicina não me interessavam mais. Ao conhecer a cultura riquíssima do país, e como era vantajoso para o Brasil o comércio de produtos na Rússia, mudei de área. Comecei a estudar Relações Internacionais lá e, como retornei por um problema familiar, voltei para a Feevale, no curso de Comércio Exterior. Minha formatura será em 2010.
A viagem foi uma grande experiência. O choque cultural é difícil, os professores são rígidos, mas posso garantir que todos aprendem a língua. É uma imersão e uma questão de sobrevivência. Falo russo fluentemente e quero aprender um novo idioma diferente, como o mandarim. Foi ruim ficar longe da família. Mas gosto de olhar para trás e ver que eu fiz isso. Contou muito na minha vida profissional.”
Fernando Volkart, 25 anos