A maioria das viroses ocorre na infância e são de cura espontânea. As principais doenças causadas por vírus são:

Gripe e resfriado comum

Embora causados por vírus diferentes, seus sintomas são semelhantes: coriza, obstrução nasal, tosse e espirro; a febre geralmente só aparece nos casos de gripe. Ambas as doenças são transmitidas por gotículas eliminadas pelas vias respiratórias. Recomendam-se apenas repouso, boa alimentação, ingestão de uma grande quantidade de líquidos e se necessário, antitérmicos e descongestionantes. Se os sintomas persistirem por mais de uma semana é necessário consultar um médico.

Sarampo, catapora, rubéola e caxumba

Estas doenças também são transmitidas por saliva (gotículas eliminadas pela tosse, por exemplo), atacando geralmente crianças. O doente deve ficar de cama, em isolamento e receber boa alimentação. Deve ficar também sob orientação médica, para ser atendido prontamente no caso de infecções bacterianas. A rubéola é perigosa quando contraída por mulheres grávidas, pois o vírus pode provocar anomalias no embrião (catarata, surdo - mudez e doenças cardíacas, entre outras).


Poliomielite

Embora na maioria das pessoas essa virose cause apenas febre e mal estar, em alguns indivíduos ela pode atacar o sistema nervoso, provocando paralisia. Uma vez instalada a doença, não há um procedimento específico para curá-la, sendo feito apenas um tratamento fisioterápico nos casos em que ocorre a paralisia, com o objetivo de melhorar a condição muscular. Assim sendo, para evitar essa doença, é muito importante que os pais vacinem os seus filhos na época recomendada pelo médico.


Febre Amarela

É causada por um vírus e é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, provocando febre, vômito e lesões no fígado. A prevenção é feita por meio do combate ao mosquito e da vacinação.


Raiva ou hidrofilia

Essa doença, quase sempre fatal, ataca o sistema nervoso. É transmitida por animais domésticos, principalmente o cão, sendo por isso obrigatória a vacinação e o recolhimento dos animais soltos na rua. Quando uma pessoa é mordida por qualquer animal deve lavar várias vezes o local da ferida com água e sabão e aplicar um desinfetante. Se houver suspeita que o animal está raivoso, procurar urgentemente o hospital mais próximo o soro e vacina antirrábicos. Deve-se também exigir que o proprietário apresente o atestado de vacinação do animal.


Hepatite A Vírus

É uma inflamação do fígado que pode ser causada também por outros parasitas ou substâncias químicas. A transmissão ocorre por água e alimentos contaminados, principalmente quando há falta de instalações sanitárias adequadas, por transfusões de sangue contaminado, por seringas e agulhas de injeção mal esterilizadas. A evolução costuma ser benigna, mas a presença do médico é necessária e o doente deve ficar isolado, em repouso com boa alimentação.


Dengue

Também é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas são: febre alta durante 3 dias, dores no corpo e nos olhos, cansaço e falta de apetite, podendo haver também erupções na pele semelhantes ao sarampo. A dengue não tem tratamento específico, o doente deve ficar de repouso, ingerir muitos líquidos e tomar medicamentos para a dor e febre (que não contenham Ácido Acetil Salicílico). A prevenção é a mesma que a da febre amarela. Quem já teve dengue, mesmo que de forma assintomática, ou é portador de doenças crônicas, como diabetes,  artrite reumatoide ou lupus está sujeito a contrair a Dengue Hemorrágica. Ela é causada por outro vírus e começa como a dengue, porém depois que a fase febril acaba, os sintomas se agravam, ocorrendo queda da pressão arterial, hemorragias na pele, intestino e gengivas, além do aumento do tamanho do fígado. Caso não haja assistência médica, a doença pode levar o paciente à morte em 10% dos casos.


AIDS

A síndrome da imunodeficiência adquirida é causada pelo vírus HIV, ou vírus da imunodeficiência humana, que ataca células do sistema imunológico, responsáveis pelo reconhecimento e combate dos agentes estranhos (bactérias, vírus, etc.) que invadem o organismo. A principal célula atacada é o linfócito T4.  Devido à deficiência do sistema imunológico, os soropositivos estão sujeitos a infecções por germes chamados oportunistas, que não causam problemas a pessoas com saúde normal. Além disso, são mais propensos a desenvolver alguns tipos raros de câncer, como o sarcoma de Kaposi. Essas infecções terminam por debilitar a saúde do paciente e até mesmo levá-lo a morte. Ainda não há cura ou vacina para a AIDS. Nem todas as pessoas que contraem o vírus HIV desenvolvem a doença, ela pode aparecer de forma assintomática. Contudo, o portador assintomático pode transmitir a doença para outras pessoas através do contato por sangue, sêmen ou secreções vaginais. Isso ocorre pelo ato sexual, pela recepção de sangue contaminado, pelo uso de seringas ou agulhas contaminadas, de mãe para filho durante a vida uterina ou na hora do parto, ou ainda por transplante de órgãos. Para evitar o contágio, deve se usar a camisinha, não utilizar seringas ou agulhas não esterilizadas e, se precisar de sangue ou fatores do plasma, certifique-se que procede de bancos de sangue que fazem o teste da AIDS. O grupo de risco inclui: heterossexuais, homossexuais, bissexuais, usuários de drogas injetáveis e pessoas que necessitam de transfusões de sangue ou fatores do plasma, como os hemofílicos.


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