Além de reinserir redação na 2ª fase do vestibular deste ano, a Federal
anunciou que poderá deixar de fora do concurso o resultado do exame
nacional.
A preocupação com o possível atraso na divulgação da nota global do Enem levou a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) a descartar a redação do teste nacional e cogitar, pela primeira vez, não se valer da nota do exame como 1ª fase de sua seleção. Ontem, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPE determinou que aplicará a produção de texto na 2ª etapa. Também admitiu que, se o resultado do Enem não sair até 5 de fevereiro, considerará as provas de 20 e 21 de dezembro como fase única.
Ou seja, pode avaliar os feras apenas com base nas disciplinas específicas de cada grupo. O reitor da UFPE, Amaro Lins, garantiu que o ano letivo de 2010 está marcado para começar em 15 de março, sem concessões. Por isso, o conselho admitiu rejeitar o Enem em caso de atraso da nota. "Nossa preocupação é uma só: iniciar o primeiro semestre letivo numa data razoável para não prejudicar o calendário, afirmou.
Caso o cronograma do governo federal seja cumprido, o reitor informa que o listão com os aprovados pode sair uma semana após a nota do Enem. Desde maio, quando se anunciou o exame nacional como parte da avaliação ou única forma de acesso a universidades públicas, os feras vivem sob tensão.
Três semanas atrás, acabaram surpreendidos com o vazamento e adiamento da prova. A possibilidade de excluir o Enem do vestibular da federal reacendeu essa angústia. "Não me sinto seguro, pois temo que haja outra fraude ou demorem para dar as notas. Ao mesmo tempo, creio que a UFPE quis nos proteger", disse Thiago Ivo Feitosa, 20 anos, que tenta vaga em medicina na UFPE.
Quanto à redação, o conselho de professores e dirigentes de escolas é que estudantes façam o texto cobrado pelo Enem, mesmo que só queiram ingressar na federal. É que outras universidades, como a do Vale do São Francisco (Univasf) e a Rural de Pernambuco (UFRPE), usam o exame nacional como única avaliação, e a produção de texto faz parte do processo.
A redação da UFPE será aplicada no primeiro dia da 2ª fase, quando os estudantes encaram duas questões discursivas de português, oito quesitos de língua estrangeira, história e química. Por causa do acréscimo do teste, o tempo de resolução passa de quatro horas para cinco horas e meia.
Candidato ao curso de medicina pela segunda vez, Arthur Costa, 18, pretende fazer também a redação do Enem. "Para quem se preparou o ano inteiro, não faz diferença escrever uma ou duas redações no vestibular", opinou o rapaz, que gostou de ter uma hora e meia para desenvolver o texto na UFPE.
A diferença entre as redações
do Enem e da federal é que, nesta última, o fera pode escolher
entre carta formal ou comentário opinativo. No exame do Inep, porém, só
há a opção de dissertação tradicional. Segundo a presidente da Comissão
de Vestibular (Covest), Lícia Maia, as regras do texto da UFPE são
idênticas às do último processo. Quem prefere a carta formal ainda tem
tempo de treinar, acredita o professor de redação Jorge Alves, do
Colégio NAP. "Não é coisa do outro mundo. Basta se dedicar à produção."
Entretanto, o educador acredita que o acréscimo de uma hora e meia para desenvolver uma redação de até 25 linhas foi pouco. "Duas horas seriam o ideal." Para a professora de português e redação Fernanda Bérgamo, do Colégio Atual, o fato de a Covest elaborar e corrigir as redações dá mais tranquilidade a professores e alunos.
"Conhecemos o trabalho da Covest, mas não sabemos se os corretores do Enem usarão critérios homogêneos para avaliar quatro milhões de textos", alerta. Os cuidados na hora da prova são os mesmos: atenção ao tema, coesão, coerência e clareza.
A preocupação com o possível atraso na divulgação da nota global do Enem levou a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) a descartar a redação do teste nacional e cogitar, pela primeira vez, não se valer da nota do exame como 1ª fase de sua seleção. Ontem, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPE determinou que aplicará a produção de texto na 2ª etapa. Também admitiu que, se o resultado do Enem não sair até 5 de fevereiro, considerará as provas de 20 e 21 de dezembro como fase única.
Ou seja, pode avaliar os feras apenas com base nas disciplinas específicas de cada grupo. O reitor da UFPE, Amaro Lins, garantiu que o ano letivo de 2010 está marcado para começar em 15 de março, sem concessões. Por isso, o conselho admitiu rejeitar o Enem em caso de atraso da nota. "Nossa preocupação é uma só: iniciar o primeiro semestre letivo numa data razoável para não prejudicar o calendário, afirmou.
Caso o cronograma do governo federal seja cumprido, o reitor informa que o listão com os aprovados pode sair uma semana após a nota do Enem. Desde maio, quando se anunciou o exame nacional como parte da avaliação ou única forma de acesso a universidades públicas, os feras vivem sob tensão.
Três semanas atrás, acabaram surpreendidos com o vazamento e adiamento da prova. A possibilidade de excluir o Enem do vestibular da federal reacendeu essa angústia. "Não me sinto seguro, pois temo que haja outra fraude ou demorem para dar as notas. Ao mesmo tempo, creio que a UFPE quis nos proteger", disse Thiago Ivo Feitosa, 20 anos, que tenta vaga em medicina na UFPE.
Quanto à redação, o conselho de professores e dirigentes de escolas é que estudantes façam o texto cobrado pelo Enem, mesmo que só queiram ingressar na federal. É que outras universidades, como a do Vale do São Francisco (Univasf) e a Rural de Pernambuco (UFRPE), usam o exame nacional como única avaliação, e a produção de texto faz parte do processo.
A redação da UFPE será aplicada no primeiro dia da 2ª fase, quando os estudantes encaram duas questões discursivas de português, oito quesitos de língua estrangeira, história e química. Por causa do acréscimo do teste, o tempo de resolução passa de quatro horas para cinco horas e meia.
Candidato ao curso de medicina pela segunda vez, Arthur Costa, 18, pretende fazer também a redação do Enem. "Para quem se preparou o ano inteiro, não faz diferença escrever uma ou duas redações no vestibular", opinou o rapaz, que gostou de ter uma hora e meia para desenvolver o texto na UFPE.
A diferença entre as redações
Entretanto, o educador acredita que o acréscimo de uma hora e meia para desenvolver uma redação de até 25 linhas foi pouco. "Duas horas seriam o ideal." Para a professora de português e redação Fernanda Bérgamo, do Colégio Atual, o fato de a Covest elaborar e corrigir as redações dá mais tranquilidade a professores e alunos.
"Conhecemos o trabalho da Covest, mas não sabemos se os corretores do Enem usarão critérios homogêneos para avaliar quatro milhões de textos", alerta. Os cuidados na hora da prova são os mesmos: atenção ao tema, coesão, coerência e clareza.


