Três
universidades de Bauru utilizarão as notas do Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem) para fins de aprovação no vestibular. Estão confirmadas
apenas as adesões da Universidade do Sagrado Coração (USC),
Universidade Paulista (Unip) e Faculdade Anhanguera.
A lista poderá aumentar caso a Universidade Estadual Paulista (Unesp) decida aproveitar as notas do exame nacional para o processo seletivo deste ano. A definição ocorrerá até a próxima terça-feira. A decisão depende de uma posição oficial do Ministério da Educação (MEC) sobre a data do resultado de seu exame.
De acordo com a pró-reitora de graduação, Sheila Zambello de Pinho, a Unesp tem margem de manobra maior que outras universidades (USP e Unicamp). Por isso, ainda não descarta a possibilidade de usar a prova do Enem para compor a nota dos candidatos do vestibular 2010. Segundo ela, desistir do exame nacional é a última alternativa da universidade. USP e Unicamp já desistiram.
Caso confirme a adesão, a Unesp somará a nota do Enem com as que o candidato alcançar nas outras provas do vestibular para compor a média final. O peso da nota obtida no exame do MEC será de 10%, exceto para os cursos que exigem prova de habilidades, como arte-teatro, artes visuais, arquitetura e urbanismo, design, educação artística, educação musical e música. Para esses cursos, o peso será de 6,66%.
A USC, por sua vez, utilizará outro critério para a aprovação. O cálculo da universidade será o seguinte: o total de pontos obtido pelo candidato será multiplicado por 0,185. O resultado dessa conta irá se somar com a nota obtida no vestibular mais a nota da redação. O valor alcançado nessa soma será dividido por dois, chegando, assim, à nota média de classificação que determinará ou não a aprovação do candidato.
Para ingresso nos cursos da Unip, a conta é mais simples. Segundo informa o diretor do campus de Bauru, Aviz Kalaf Filho, basta apenas que o candidato se inscreva no vestibular e apresente a nota obtida no Enem. Se ela for superior à menor nota conseguida por um candidato aprovado no vestibular da universidade, o pretendente pode começar a reunir a papelada para a matrícula. Se a nota não for suficiente para o candidato ser relacionado entre os aprovados no fim do ano, ele poderá tentar novamente no processo seletivo do meio do ano. “Com a nota do Enem, o candidato poderá concorrer duas vezes a uma vaga na Unip”, diz o diretor.
Na Faculdade Anhanguera, o candidato também não precisará enfrentar o vestibular se for bem avaliado no Enem. Basta apresentar a nota para uma análise interna. Se a comissão de avaliação da faculdade julgar que o desempenho do pretendente a uma vaga na Anhanguera foi satisfatório no exame nacional, ele é aprovado.
A nota do Enem poderá ser utilizada ainda para pleitear uma vaga na Anhanguera por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). Desde que o candidato se enquadre nas exigências do programa, como, por exemplo, ter estudado em escola pública ou na rede particular na condição de bolsista integral e cuja renda per capita familiar não ultrapasse os três salários mínimos.
O ProUni oferece bolsas que variam de 50% a 100% do valor das mensalidades. Quanto maior a nota obtida no Enem, maiores são também as chances do aluno ser contemplado. De acordo com Marco Antonio Torres, diretor-executivo da Anhanguera, a faculdade tem também o ProUni institucional que visa atender os alunos que não foram selecionados pelo programa do governo federal.
Instituições usam seleção caseira
Em Bauru, além da Universidade de São Paulo (USP), que anunciou que não irá utilizar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para fins de aprovação no vestibular este ano, outras faculdades farão o mesmo. Instituição Toledo de Ensino (ITE), Instituto de Ensino Superior de Bauru (Iesb), União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp), Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e Universidade Nove de Julho (Uninove) também estão fora desse processo. Então, os alunos que prestarão o exame pensando em utilizar a nota para concorrer a uma vaga em qualquer curso dessas instituições podem mudar os planos.
Por meio da assessoria de imprensa, a ITE informou que não utilizará a nota do Enem em seu vestibular porque a
opção da instituição é pela
realização de processos seletivos nos moldes tradicionais.
A justificativa é a mesma apresentada pelo Iesb. O processo seletivo adotado pela instituição continuará sendo composto apenas pela prova objetiva e a redação. Os dirigentes acreditam que ainda não é o momento de usar a nota do exame nacional na classificação dos candidatos. No Iesb, o processo seletivo pode ser agendado. O candidato escolhe o melhor dia para fazer as provas. Além disso, ele pode ser dispensado da prova objetiva dependendo do histórico do ensino médio. Se as notas forem boas, é exigida apenas a redação.
A Uniesp é outra que não levará em consideração o desempenho no Enem para definir a aprovação de seus candidatos. A escola também decidiu optar por uma seleção caseira, composta de prova objetiva de múltipla escolha e redação. O único benefício oferecido pela instituição aos alunos que prestarem o Enem é a isenção no pagamento da taxa de inscrição para o vestibular. Além disso, a Uniesp oferece vagas para bolsistas do ProUni. Para requerer uma dessas vagas é obrigatória a participação no exame do MEC.
Se o candidato preferir, ele poderá se inscrever no ProUni para uma vaga nos cursos das Faculdades Integradas de Bauru (FIB). Segundo informa a assistente administrativa Keila Lorenço, a FIB possui atualmente cerca de 200 bolsistas beneficiados pelo programa federal. Para ser admitido pela faculdade como tal, o candidato precisa conseguir uma nota superior a 45 no Enem e esperar a abertura das inscrições no ProUni. Quando isso ocorrer, basta indicar a FIB como opção e esperar o resultado final. Para quem não se enquadra no perfil exigido pelo ProUni para solicitar bolsa de estudo, a alternativa é esquecer a nota do exame nacional e partir direto para o vestibular da FIB.
A lista poderá aumentar caso a Universidade Estadual Paulista (Unesp) decida aproveitar as notas do exame nacional para o processo seletivo deste ano. A definição ocorrerá até a próxima terça-feira. A decisão depende de uma posição oficial do Ministério da Educação (MEC) sobre a data do resultado de seu exame.
De acordo com a pró-reitora de graduação, Sheila Zambello de Pinho, a Unesp tem margem de manobra maior que outras universidades (USP e Unicamp). Por isso, ainda não descarta a possibilidade de usar a prova do Enem para compor a nota dos candidatos do vestibular 2010. Segundo ela, desistir do exame nacional é a última alternativa da universidade. USP e Unicamp já desistiram.
Caso confirme a adesão, a Unesp somará a nota do Enem com as que o candidato alcançar nas outras provas do vestibular para compor a média final. O peso da nota obtida no exame do MEC será de 10%, exceto para os cursos que exigem prova de habilidades, como arte-teatro, artes visuais, arquitetura e urbanismo, design, educação artística, educação musical e música. Para esses cursos, o peso será de 6,66%.
A USC, por sua vez, utilizará outro critério para a aprovação. O cálculo da universidade será o seguinte: o total de pontos obtido pelo candidato será multiplicado por 0,185. O resultado dessa conta irá se somar com a nota obtida no vestibular mais a nota da redação. O valor alcançado nessa soma será dividido por dois, chegando, assim, à nota média de classificação que determinará ou não a aprovação do candidato.
Para ingresso nos cursos da Unip, a conta é mais simples. Segundo informa o diretor do campus de Bauru, Aviz Kalaf Filho, basta apenas que o candidato se inscreva no vestibular e apresente a nota obtida no Enem. Se ela for superior à menor nota conseguida por um candidato aprovado no vestibular da universidade, o pretendente pode começar a reunir a papelada para a matrícula. Se a nota não for suficiente para o candidato ser relacionado entre os aprovados no fim do ano, ele poderá tentar novamente no processo seletivo do meio do ano. “Com a nota do Enem, o candidato poderá concorrer duas vezes a uma vaga na Unip”, diz o diretor.
Na Faculdade Anhanguera, o candidato também não precisará enfrentar o vestibular se for bem avaliado no Enem. Basta apresentar a nota para uma análise interna. Se a comissão de avaliação da faculdade julgar que o desempenho do pretendente a uma vaga na Anhanguera foi satisfatório no exame nacional, ele é aprovado.
A nota do Enem poderá ser utilizada ainda para pleitear uma vaga na Anhanguera por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni). Desde que o candidato se enquadre nas exigências do programa, como, por exemplo, ter estudado em escola pública ou na rede particular na condição de bolsista integral e cuja renda per capita familiar não ultrapasse os três salários mínimos.
O ProUni oferece bolsas que variam de 50% a 100% do valor das mensalidades. Quanto maior a nota obtida no Enem, maiores são também as chances do aluno ser contemplado. De acordo com Marco Antonio Torres, diretor-executivo da Anhanguera, a faculdade tem também o ProUni institucional que visa atender os alunos que não foram selecionados pelo programa do governo federal.
Instituições usam seleção caseira
Em Bauru, além da Universidade de São Paulo (USP), que anunciou que não irá utilizar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para fins de aprovação no vestibular este ano, outras faculdades farão o mesmo. Instituição Toledo de Ensino (ITE), Instituto de Ensino Superior de Bauru (Iesb), União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp), Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e Universidade Nove de Julho (Uninove) também estão fora desse processo. Então, os alunos que prestarão o exame pensando em utilizar a nota para concorrer a uma vaga em qualquer curso dessas instituições podem mudar os planos.
Por meio da assessoria de imprensa, a ITE informou que não utilizará a nota do Enem em seu vestibular porque a
A justificativa é a mesma apresentada pelo Iesb. O processo seletivo adotado pela instituição continuará sendo composto apenas pela prova objetiva e a redação. Os dirigentes acreditam que ainda não é o momento de usar a nota do exame nacional na classificação dos candidatos. No Iesb, o processo seletivo pode ser agendado. O candidato escolhe o melhor dia para fazer as provas. Além disso, ele pode ser dispensado da prova objetiva dependendo do histórico do ensino médio. Se as notas forem boas, é exigida apenas a redação.
A Uniesp é outra que não levará em consideração o desempenho no Enem para definir a aprovação de seus candidatos. A escola também decidiu optar por uma seleção caseira, composta de prova objetiva de múltipla escolha e redação. O único benefício oferecido pela instituição aos alunos que prestarem o Enem é a isenção no pagamento da taxa de inscrição para o vestibular. Além disso, a Uniesp oferece vagas para bolsistas do ProUni. Para requerer uma dessas vagas é obrigatória a participação no exame do MEC.
Se o candidato preferir, ele poderá se inscrever no ProUni para uma vaga nos cursos das Faculdades Integradas de Bauru (FIB). Segundo informa a assistente administrativa Keila Lorenço, a FIB possui atualmente cerca de 200 bolsistas beneficiados pelo programa federal. Para ser admitido pela faculdade como tal, o candidato precisa conseguir uma nota superior a 45 no Enem e esperar a abertura das inscrições no ProUni. Quando isso ocorrer, basta indicar a FIB como opção e esperar o resultado final. Para quem não se enquadra no perfil exigido pelo ProUni para solicitar bolsa de estudo, a alternativa é esquecer a nota do exame nacional e partir direto para o vestibular da FIB.


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