O cancelamento das provas do Exame Nacional do Ensino Superior (Enem) provocado pelo vazamento das questões ainda na fase de impressão serviu para aumentar a ansiedade de uma parte dos alunos. Maiara Vieira Crepaldi, aluna da Escola Estadual Antonio Guedes de Azevedo, no Jardim Pagani, é um exemplo.

Em cinco minutos de conversa com ela é o suficiente para perceber o nível de tensão que está vivendo por conta da expectativa pela realização da prova. “Estou com receio de que o exame seja mais difícil do que estou esperando”, revela. “A base que eu tenho é de provas de anos anteriores. Mas, agora as questões ficaram mais complexas”, diz.

Maiara sabe que o Enem exige muita interpretação. Ela consultou na Internet o conteúdo da prova que vazou. Sentada em frente ao computador, no conforto do lar, a aluna achou a prova fácil. Mas no dia do exame, o emocional pode tornar atrapalhar. O grande medo de Maiara é não conseguir responder a todas as questões, adequadamente, dentro do prazo previsto.

O Enem será nos dias 5 e 6 de dezembro. Serão quatro horas e meia de prova no sábado e outras cinco horas e meia no domingo. Serão 90 questões para cada dia. O tempo no domingo será maior por causa da redação.

Marina Ferreira Inhesta chegou a se inscrever para o exame do ano passado, mas no dia da prova não se sentiu bem e perdeu a oportunidade de conhecer melhor a avaliação. No ano passado era só um treinamento, mas este ano é para valer. Para compensar a falta de experiência, Marina procurou fazer simulados com as mesmas características da prova do Enem.

Ela não achou difícil, mas muito cansativo. “Até a pergunta 40 dava para entender, mas depois disso bate o cansaço físico e mental e a preocupação com o tempo. Com isso, você erra questões fáceis, erra
de bobeira por causa do cansaço”, reclama.

Se Marina perdeu a oportunidade de conhecer o Enem no ano passado, o mesmo não aconteceu com Maurício Jiacomin de Sousa, também aluno da 3ª série do Ensino Médio da escola Antonio Guedes de Azevedo. Ele não gostou muito do que viu. “Achei a prova difícil. Todas as questões tinham muito texto. Foi cansativo”, lembra.

Segundo ele, as questões são colocadas de uma maneira tão diferente do que está acostumado na escola que chega a dar a impressão de que nunca viu a matéria antes. Maurício diz que gosta de ler e acredita que isso irá ajudá-lo na prova deste ano. “Quem tem o hábito de ler consegue entender com mais rapidez as perguntas. Isso poderá fazer a diferença”, acredita.