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Matérias são esquecidas, mas valem pontos preciosos
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O fera da Universidade de Pernambuco (UPE) não deve desprezar quesitos
de filosofia e sociologia, disciplinas estreantes na seleção este ano.
Cada uma tem seis questões, que podem fazer a diferença.
Já ouviu falar na alegoria da caverna ou na caixa de pandora? Em Émile Durkheim ou Max Weber? Se não, melhor se familiarizar, e rápido, pois esses temas e nomes podem cair na prova da Universidade de Pernambuco (UPE), marcada para 29 e 30 de outubro e 1º de dezembro.
É que, pela primeira vez, haverá filosofia e sociologia no vestibular tradicional, abarcando esses e dezenas de outros assuntos. Cada exame tem seis questões, e mandar bem nessas disciplinas evita a perda de pontos preciosos. Somente candidatos do vestibular seriado da UPE já sentiram o gostinho de uma prova de filosofia e sociologia, no ano passado, quando cursavam o 1º ano do ensino médio.
O formato foi testado com apenas dois quesitos para cada disciplina, por isso os assuntos eram tratados de maneira mais abrangente. Apesar de o conteúdo não ter mudado tanto, agora os professores creem que a comissão de vestibular decidiu aprofundar os temas. ?Ano passado, em sociologia, colocaram questões sobre Marx, Weber, conflitos sociais. Em filosofia, trataram das características próprias do ser humano.
Acredito que, este ano, podem cobrar sociólogos brasileiros, relacionando Gilberto Freyre com o tema do racismo, por exemplo, e a teoria das ideias de Platão, através da alegoria da caverna?, aposta Mário Souza, que ensina turmas do Colégio Motivo, Zona Sul do Recife.
Na maioria das escolas, as duas matérias são vistas uma vez por semana. Por isso, o tempo é aproveitado ao máximo. Melhor para quem se acostumou com essas ciências antes do 3º ano. Marcela Guimarães, 16, Izabela Guedes, 17, Arthur Inojosa e Fidel Cesário, ambos com 18 anos, debatem conceitos filosóficos e sociológicos em sala de aula desde o 1º ano. ?Por isso, este ano só fizemos revisão?, diz Izabela, que tenta vaga em engenharia civil.
No entanto, o mais importante é que as disciplinas ajudam a desenvolver um pensamento crítico. E aí os benefícios se estendem a todas as áreas do conhecimento. ?Entendemos melhor política, problemas sociais, ética, tudo isso de forma crítica?, avalia Fidel Cesário, candidato ao curso de medicina. E nem só de livros vivem os alunos de filosofia e sociologia.
No Colégio Atual de Boa Viagem (Zona Sul), por exemplo, artistas plásticos e psicanalistas são convidados para debater com os estudantes. A ideia foi do professor Harim Britto, que também estimula as discussões com curta-metragens e longas. ?Assim, vemos como os temas filosóficos aparecem no cotidiano do aluno?, explica o educador.
Esta semana, os vestibulandos do Atual
travaram debates sobre técnica e
tecnologia, clonagem e bioética, partindo da relação entre mitologia e
cinema. Aqueles que se surpreenderam com a entrada de filosofia e
sociologia no programa da UPE se sentem mais seguros com esse tipo de
abordagem, como o fera de engenharia da computação Carlos Eduardo
Costa, 17.
Para ele, os debates foram a melhor forma de ser apresentado às novas disciplinas. Rayanne Carvalho, 17, frisa que elas ajudam a entender outras matérias. ?Essa semana me vi pensando em filosofia na aula de história?, conta. Para quem deseja começar a ler obras filosóficas, o livro O Mundo de Sofia é uma boa opção, diz o professor Mário Sérgio. Marcela, Izabela, Arthur e Fidel leram bem antes do ensino médio.
Izabela tem a vantagem de contar com uma mãe formada em filosofia, que lhe tirou dúvidas quando teve contato com a obra de Jostein Gaarder, na 5ª série do ensino fundamental. Literatura clássica também não pode faltar, lembra o professor Harim Britto. Ele recomenda a Ilíada e a Odisséia, de Homero, e a Teogonia, de Hesíodo. Lê-los, mesmo depois do vestibular, será um exercício para toda a vida.
Já ouviu falar na alegoria da caverna ou na caixa de pandora? Em Émile Durkheim ou Max Weber? Se não, melhor se familiarizar, e rápido, pois esses temas e nomes podem cair na prova da Universidade de Pernambuco (UPE), marcada para 29 e 30 de outubro e 1º de dezembro.
É que, pela primeira vez, haverá filosofia e sociologia no vestibular tradicional, abarcando esses e dezenas de outros assuntos. Cada exame tem seis questões, e mandar bem nessas disciplinas evita a perda de pontos preciosos. Somente candidatos do vestibular seriado da UPE já sentiram o gostinho de uma prova de filosofia e sociologia, no ano passado, quando cursavam o 1º ano do ensino médio.
O formato foi testado com apenas dois quesitos para cada disciplina, por isso os assuntos eram tratados de maneira mais abrangente. Apesar de o conteúdo não ter mudado tanto, agora os professores creem que a comissão de vestibular decidiu aprofundar os temas. ?Ano passado, em sociologia, colocaram questões sobre Marx, Weber, conflitos sociais. Em filosofia, trataram das características próprias do ser humano.
Acredito que, este ano, podem cobrar sociólogos brasileiros, relacionando Gilberto Freyre com o tema do racismo, por exemplo, e a teoria das ideias de Platão, através da alegoria da caverna?, aposta Mário Souza, que ensina turmas do Colégio Motivo, Zona Sul do Recife.
Na maioria das escolas, as duas matérias são vistas uma vez por semana. Por isso, o tempo é aproveitado ao máximo. Melhor para quem se acostumou com essas ciências antes do 3º ano. Marcela Guimarães, 16, Izabela Guedes, 17, Arthur Inojosa e Fidel Cesário, ambos com 18 anos, debatem conceitos filosóficos e sociológicos em sala de aula desde o 1º ano. ?Por isso, este ano só fizemos revisão?, diz Izabela, que tenta vaga em engenharia civil.
No entanto, o mais importante é que as disciplinas ajudam a desenvolver um pensamento crítico. E aí os benefícios se estendem a todas as áreas do conhecimento. ?Entendemos melhor política, problemas sociais, ética, tudo isso de forma crítica?, avalia Fidel Cesário, candidato ao curso de medicina. E nem só de livros vivem os alunos de filosofia e sociologia.
No Colégio Atual de Boa Viagem (Zona Sul), por exemplo, artistas plásticos e psicanalistas são convidados para debater com os estudantes. A ideia foi do professor Harim Britto, que também estimula as discussões com curta-metragens e longas. ?Assim, vemos como os temas filosóficos aparecem no cotidiano do aluno?, explica o educador.
Esta semana, os vestibulandos do Atual
Para ele, os debates foram a melhor forma de ser apresentado às novas disciplinas. Rayanne Carvalho, 17, frisa que elas ajudam a entender outras matérias. ?Essa semana me vi pensando em filosofia na aula de história?, conta. Para quem deseja começar a ler obras filosóficas, o livro O Mundo de Sofia é uma boa opção, diz o professor Mário Sérgio. Marcela, Izabela, Arthur e Fidel leram bem antes do ensino médio.
Izabela tem a vantagem de contar com uma mãe formada em filosofia, que lhe tirou dúvidas quando teve contato com a obra de Jostein Gaarder, na 5ª série do ensino fundamental. Literatura clássica também não pode faltar, lembra o professor Harim Britto. Ele recomenda a Ilíada e a Odisséia, de Homero, e a Teogonia, de Hesíodo. Lê-los, mesmo depois do vestibular, será um exercício para toda a vida.


