- Home
- Dicas para o Vestibular
- A graduação na USP
A graduação na USP
- Por Artigos
- Dicas para o Vestibular
- Vote
Os cursos de
graduação da USP, ao longo de sua história, vêm contribuindo de maneira
notável para a formação de profissionais, professores e cidadãos de
cultura nas várias áreas do conhecimento, por articularem a pesquisa, o
ensino e a extensão de serviços à comunidade, com base no mérito e na
qualidade.
Nos últimos dez anos, sem aumento significativo do corpo docente, a USP respondeu às enormes demandas educacionais do país com aumento de 50% do número de vagas nos cursos de graduação. É necessário todo o esforço possível para manter a excelência.
Muitas profissões tradicionais se diluíram no mundo do trabalho radicalmente diferente. Com rapidez cada vez maior os conhecimentos adquiridos em cursos profissionais se tornam obsoletos e necessitam atualização. O ensino e a pesquisa nas áreas profissionais tem evoluído velozmente, chocando-se por vezes com legislação ultrapassada. A criatividade o espírito empreeendedor tornaram-se atributos essenciais.
As grandes transformações do mundo contemporâneo tem se refletido vagarosamente nas nossas políticas educacionais. Urge papel proativo da Pró-Reitoria de Graduação, estimulando reformas que acompanhem as mudanças que vem ocorrendo. As ações específicas devem tender: à simplificação de currículos, valorizando conteúdos básicos e elementos multidisciplinares; envolver os estudantes de graduação em atividades de pesquisa, pois o treinamento científico facilita a adaptação a novas situações e a resolução de problemas difíceis (para tanto as bolsas do programa “ensinar com pesquisa deve ser significativamente aumentadas); reforçar os programas tradicionais de reequipamento e modernização de laboratórios didáticos e salas de aula, em busca da meta de “um computador por aluno”; reconstruir o sistema de avaliação de cursos e disciplinas, com participação discente, corporificando uma “cultura de avaliação”; propor cursos inovadores, de caráter multidisciplinar, não limitados a perfis profissionais específicos; aperfeiçoar as condições e métodos de ensino, incorporando conquistas das novas tecnologias eletrônicas, avanços da neurociência e das técnicas de aprendizagem e avaliação; incentivar
a criação de “páginas de curso” e material
didático informatizado, com base na experiência internacional; e
acompanhar o trabalho dos novos “grupo de apoio pedagógico”, procurando
transpor para as atividades de ensino os avanços dos métodos e técnicas
de aprendizagem.
Modificações pontuais no vestibular podem ser feitas no âmbito do Conselho da Pró-Reitoria de Graduação, mas a discussão e a deliberação sobre modificações mais profundas, com potencial de alterar profundamente o perfil do aluno ingressante merecem reflexão coletiva mais ampla, com participação ativa das unidades que receberão tais alunos. A excelência na graduação pressupõe todo o exposto!
O autor, João Grandino Rodas, é desembargador, diretor e professor titular da Faculdade de Direito da USP, antigo professor da Faculdade de Educação da USP Master pela Universidade de Harvard e membro do Conselho Estadual de Educação
Nos últimos dez anos, sem aumento significativo do corpo docente, a USP respondeu às enormes demandas educacionais do país com aumento de 50% do número de vagas nos cursos de graduação. É necessário todo o esforço possível para manter a excelência.
Muitas profissões tradicionais se diluíram no mundo do trabalho radicalmente diferente. Com rapidez cada vez maior os conhecimentos adquiridos em cursos profissionais se tornam obsoletos e necessitam atualização. O ensino e a pesquisa nas áreas profissionais tem evoluído velozmente, chocando-se por vezes com legislação ultrapassada. A criatividade o espírito empreeendedor tornaram-se atributos essenciais.
As grandes transformações do mundo contemporâneo tem se refletido vagarosamente nas nossas políticas educacionais. Urge papel proativo da Pró-Reitoria de Graduação, estimulando reformas que acompanhem as mudanças que vem ocorrendo. As ações específicas devem tender: à simplificação de currículos, valorizando conteúdos básicos e elementos multidisciplinares; envolver os estudantes de graduação em atividades de pesquisa, pois o treinamento científico facilita a adaptação a novas situações e a resolução de problemas difíceis (para tanto as bolsas do programa “ensinar com pesquisa deve ser significativamente aumentadas); reforçar os programas tradicionais de reequipamento e modernização de laboratórios didáticos e salas de aula, em busca da meta de “um computador por aluno”; reconstruir o sistema de avaliação de cursos e disciplinas, com participação discente, corporificando uma “cultura de avaliação”; propor cursos inovadores, de caráter multidisciplinar, não limitados a perfis profissionais específicos; aperfeiçoar as condições e métodos de ensino, incorporando conquistas das novas tecnologias eletrônicas, avanços da neurociência e das técnicas de aprendizagem e avaliação; incentivar
Modificações pontuais no vestibular podem ser feitas no âmbito do Conselho da Pró-Reitoria de Graduação, mas a discussão e a deliberação sobre modificações mais profundas, com potencial de alterar profundamente o perfil do aluno ingressante merecem reflexão coletiva mais ampla, com participação ativa das unidades que receberão tais alunos. A excelência na graduação pressupõe todo o exposto!
O autor, João Grandino Rodas, é desembargador, diretor e professor titular da Faculdade de Direito da USP, antigo professor da Faculdade de Educação da USP Master pela Universidade de Harvard e membro do Conselho Estadual de Educação


